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segunda-feira, 4 de junho de 2012

O Negócio da Droga

A maioria das pessoas que experimenta droga pela primeira vez obtêm-na através de amigos, ou amigos de amigos. Estes, por sua vez, compram-na a traficantes na rua, bares ou discotecas. Isto assinala o fim de uma longa e complicada cadeia que, no caso da cocaína, começa nas encostas dos Andes, lá longe na América do Sul. O comércio ilegal das drogas é um negócio internacional e multimilionário. Os riscos de contrabandear drogas, por terra ou por mar, para os EUA ou para a Europa são enormes, mas também o são os lucros obtidos pêlos intermediários, os chamados barões da droga.
Mas os barões da droga não são os que sofrem, limitam-se a organizar e deixam que outros façam o trabalho sujo: plantar as drogas, passar com elas nas alfândegas... e arriscarem-se a ser apanhados! Muita da heroína que entra na Europa vem da África Central, onde os líderes dops bandos armados chantageiam e ameaçam os habitantes locais, muitos dos quais nem sequer sabem falar inglês, e obrigam-nos a engolir preservativos cheios de heroína, e a viajar para outros países com a promessa de empregos, que acabam por nunca acontecer. Muitos são presos e deportados, alguns acabam por morrer, porque o preservativo rebenta no intestino durante o voo.
O comércio internacional de droga é uma mistura de risco amador com uma enorme iniciativa organizativa. As maiores organizações utilizam bandos armados, comunicações sofisticadas e sistemas de vigilância, e chantageiam ou praticam extorsão para garantirem que as suas mercadorias chegam aos mercados. Uma vez no país de chegada, a distribuição é feita por redes mais pequenas de utilizadores que são difíceis de identificar, e que normalmente não são afectadas pela instauração de processos a alguns dos seus membros. Como a distribuição local é normalmente levada a cabo por consumidores de droga, existem sempre elementos à espera de ascenderem a lugares cimeiros, onde poderão ter um melhor acesso às drogas. Os barões da droga não se preocupam com as pessoas atingidas pela droga.
Os governos e as alfândegas de todo o mundo trabalham em conjunto para tentarem vencer os barões da droga no seu próprio jogo. Equipamento que vai desde cães treinados para apreensão de droga, a submarinos e satélites espaciais, está a ser utilizado para tentar travar o negócio das drogas. Mas não é fácil. Na Colômbia, membros opositores do Parlamento e juizes foram simplesmente assassinados pêlos barões da droga. As tropas para-militares que tentam destruir os laboratórios processadores de cocaína localizados na selva são mortas a tiro. Estima-se que cerca de vinte e nove mil pessoa sejam assassinadas na Colômbia todos os anos, devido ao seu cnlo no negócio da droga. Na Europa e nos EUA, a Mafia e outros ramos do organizado estão bastante envolvidos.
As sanções para o tráfico de droga são pesadas, e nuns países são mais pesadas no que noutros. Na Tailândia, alguám seja apanhado a traficar drogas para fora do país, intencionalmente ou não, pode ser condenado à pena de morte se disser ser inocente, ou prisão perpétua se se declarar culpado. Os riscos são elevados, mas lucros também, razão pela qual se trata de um mundo perigoso para se ficar enredado nele. Os gangs de drogas visam o lucro e, para eles, as vidas das outras pessoas não valem nada.
A tua vida não vale nada no mundo da droga, és carne para canhão!

Os efeitos das drogas a longo prazo








quarta-feira, 9 de maio de 2012

O HORROR DOS TRANQUILIZANTES

Foi este o tema escolhido pelo autor desta edição para divulgar o drama que tem vivido desde que foi empurrado para tratamentos à base de tranquilizantes.
Nuno Álvaro Vaz alerta para o perigo das benzodiazepinas, que conduzem a um fenómeno bem conhecido, chamado habituação e dependência, com os consequentes desequilíbrios psíquicos e desarranjos orgânicos. Diversos relatórios clínicos têm confirmado que as benzodiazepinas podem provocar ansiedade, derivando com muita frequên­cia para o desespero e a depressão. Há, pois, que esclarecer as pessoas com debates públicos.
Que este trabalho de Nuno Álvaro Vaz sirva de mensagem para todos quantos directa ou indirectamente possam estar a ser vítimas dos tranquilizantes.
Isto inclui-me a mim próprio, vitima desta teia maléfica armada por médicos, psiquiatras, psicoterapeutas e outros que tais………
Evitem os medicamentos, evitem a toxicodependência legal, sejam normais tal como são.
O meu pai sempre dizia: Somos como somos!

OS DOENTES E A FAMÍLIA

Quero sublinhar que me parece não serem, em princípio, os tranquilizantes os causadores de certas desavenças e desen­tendimentos nas famílias. Todavia, quando um tratamento se torna prolongado, os do­entes deixam de acompanhar o ritmo quo­tidiano da família, mas disso não têm culpa, porque a sua natureza não os ajuda, Acon­tece que algumas famílias não estão pre­paradas para compreender conveniente­mente os seus pacientes. Gera-se, então, um certo mal-estar que contamina todo o agre­gado familiar, Daqui, a necessidade de uma grande formação humana por parte das famílias atingidas por estas dramáticas situa­ções.
As expressões como «ele não está bom da cabeça, ele está insuportável, ele é um maníaco, ele isto, ele aquilo», magoam os doentes e deixam-nos ainda mais angustia­dos, mais sós, mais isolados e mais entregues à sua sorte. E muito mais, quando o doente atingido se comporta sem que nada justifique tais comentários.
Nisto, como em tudo, as vítimas são os mais fracos, e ninguém se deve considerar uma vítima daqueles que sofrem, para justi­ficar, muitas vezes, a sua pouca compreen­são, a sua saturação, a sua falta de resig­nação.
Haverá que lutar, isso sim, ao lado do doente, apoiando-o, e encorajando-o para tentar vencer a situação criada pêlos tran­quilizantes.
Famílias há — a maioria, felizmente — que uma vez envolvidas por dramas desta natureza, tudo fazem pêlos seus pacientes, dispensando-lhes todo o carinho, toda a compreensão e aceitando, com a maior resignação, a situação. É desta forma que o doente deve ser acompanhado, suavizan­do, com um sorriso, uma carícia, um beijo, todas as dores que o devoram noite e dia.
Infelizmente, conheço casos de lares totalmente destruídos e de famílias inteiras voltadas contra os seus doentes drogados. Vi também casos de desprezo total, muito bem disfarçado, que não é fácil detectar a qual­quer observador.
Mas também conheço casos de doa­ção total aos seus doentes, Casos, onde a fé em Deus ilumina todo o agregado familiar e onde todos querem ser os primeiros a estar junto dos seus doentes.
Vem aqui, a propósito, subscrever algu­mas passagens do livro «A VIDA SEM TRAN­QUILIZANTES», da autoria do Dr. Vernon Coleman, traduzido por Paula Reis e editado em Portugal pela TERRAMAR.
Logo na sua introdução, o autor come­ça por esclarecer que «o maior problema de dependência da droga no mundo é criado por um grupo de medicamentos, as benzodiazepinas, que são muitíssimo receitados pêlos médicos e tomados por milhões incon­táveis de pessoas perfeitamente vulgares em todo o globo».
Embora só estejam à disposição há menos de um quarto de século, «as benzodiazepinas, como o Valium, o Librium e o Mogadan, tornaram-se das drogas mais pulares no mundo. Usam-se para ajudar as pessoas a adormecer, para as ajudar a suportar a ansiedade e para tratar centenas de sintomas físicos e mentais muito varia­dos», considera Vernon Coleman.
Mas diz mais. Lembra, por exemplo, que os especialistas em dependência de drogas bradam que «livrar as pessoas das benzodiazepinas é mais difícil do que desintoxicar dependentes da heroína». E, apesar deste aviso, os médicos continuam a passar receitas com esse tipo de medicamentos.
«Creio que a razão principal para tal acontecer é os médicos estarem tão viciados em receitar benzodiazepinas como os paci­entes estarem viciados em toma-las»,

QUE EFEITOS PRODUZEM, AFINAL, AS BENZODIAZEPINAS? 

No dizer de Vernon Coleman, desde que foram introduzidas nos mercados e na prática médica, na década de 60, as benzo­diazepinas, «têm quatro efeitos principais».
Em primeiro lugar, «aliviam a ansiedade»,
Em segundo lugar, «têm uma acção se­dativa e fazem com que as pessoas que as tomam se sintam sonolentas»,
Em terceiro lugar, algumas dessas benzodiazepinas são utilizadas no tratamento de «situações, como a epilepsia».
Em quarto e último lugar, as benzodiazepinas são também tomadas para «relaxar músculos tensos e contraídos».
Lembra também o autor do livro «A VIDA SEM TRANQUILIZANTES», que, para clínicos gerais mal treinados, que enfrentam de re­pente uma epidemia de doenças mentais, «aquelas drogas são uma resposta para muitos problemas, se não para todos».
As benzodiazepinas contam-se, ainda hoje, entre as drogas mais amplamente re­ceitadas no mundo, sendo «o Librium e o Valium os cabeças de lista mais vendidos».
Parece, até, que os primeiros sucessos obtidos com o Valium «convenceram muitos médicos de que este era uma panaceia que servia para todas as doenças conhecidas do homem», considera Vernon Coleman.
O uso das benzodiazepinas espalhou-se de tal forma, que qualquer pessoa que vá ao médico «está condenada a uma receita deste tipo de drogas», porque as benzodia­zepinas constituem, quase de certeza, «o grupo de drogas mais receitado no mundo».
À medida que os anos vão passando, cada vez mais investigadores têm escrito documentos mostrando que «as benzodiazepinas não são tão inócuas como primeiro se pensava», alerta, no seu livro, o Dr. Vernon Coleman.
Infelizmente, ainda hoje, é prática cor­rente, nos hospitais, dar-se benzodiazepinas a pessoas internadas, por rotina.
«Tal como estão as coisas neste momento — considera Vernon Coleman — o problema parece destinado a piorar muito mais, antes de se conseguir algumas melhorias».
Na última parte do seu livro, Vernon Coleman chama a atenção para algumas das formas que achou úteis para ajudar os pacientes a fazer frente às pressões, dizendo: «Faça frente à culpa, ao aborrecimento, à frustração, à ambição, ao medo», sem deixar de ficar atento aos primeiros sinais avisadores, tais como:«dores de cabeça, indiges­tões, erupções cutâneas, tonturas, dores de peito, diarreia, insónia, cansaço, e ainda comportamento impulsivo, memória fraca, irritabilidade, etc».
Perante tal cenário deve tomar uma ati­tude: «relaxar-se», aconselha Vernon Coleman.

AS BENZODIAZEPINAS E A DEPENDÊNCIA 

Há que deixar os pacientes e não pacientes bem esclarecidos quanto às diferen­ças e efeitos, por exemplo, do Valium, que habitualmente é utilizado como droga con­tra a ansiedade, e do Mogadan, que é utili­zado como comprimido para dormir.
Ambos têm constituintes básicos muito semelhantes, e os efeitos que produzem também são semelhantes.
O que eu digo não é, nem pretende ser, obviamente, uma prova científica, mas há muita gente que argumenta que as benzodi­azepinas não causam dependência, e isso não corresponde à verdade. Que o digam os fabricantes que põem à venda estes pro­dutos, ainda se compreende. Mas já não se compreende que o afirmem alguns medicos.
Não há que deturpar os factos e muito menos utilizar argumentos que não podem encontrar suporte. Dizer que tais drogas conduzem apenas a um «hábito» ou a uma «viciação», no fundo é a mesma coisa que dizer: conduzem à «dependência».
Logo que se utilizem benzodiazepinas por um período superior a dez dias, é natural que o paciente fique dependente. Comigo sucedeu assim, e com muitos outros que eu conheci igual.
Há muitos médicos e muitos, e mesmo muitos doentes, que apoiam as minhas afir­mações. O que se lembra é que, apesar destas verdades e provas, as benzodiazepinas ainda se continuam a receitar sem qual­quer restrição, provocando danos físicos e cerebrais que arruínam para sempre a saúde das pessoas.
Diversos relatórios clínicos têm confir­mado que as benzodiazepinas podem pro­vocar ansiedade.
Na Holanda, por exemplo, segundo re­fere Vernon Coleman, um psiquiatra contri­buiu com um artigo para uma publicação médica holandesa, na qual descrevia como «quatro pacientes, que tomavam um com­primido de benzodiazepinas para dormir, ti­nham aparecido com uma ansiedade acentuada e alterações psicológicas intole­ráveis». O relatório desencadeou centenas de outras queixas semelhantes acerca da droga. Isto para focar apenas um de entre largas dezenas de casos semelhantes.
Há também provas — e muitas! — que as mesmas drogas podem provocar de­pressão. E isto acontece — e digo-o por experiência — quando os pacientes vivem exclusivamente num mundo escuro, irreal, onde se encontram entorpecidos, derivan­do com muita frequência para o «desespero e a depressão».
Deve, pois, dizer-se, por amor à verda­de, que todas as pessoas que tomarem qualquer benzodiazepina em grande quan­tidade, estão a caminhar para um «perigo real», pondo mesmo em causa a sua vida.
Não me parece que alguém possa sa­ber, com precisão, quais poderão ser os efeitos, a longo prazo, que as benzodiaze­pinas poderão provocar no cérebro das pessoas. Sabe-se que afectam gravemente a memória, dado que foi já referido em muitos congressos de neuropsicofarmacologia in­ternacionais, como, por exemplo, o de Je­rusalém, em 1982.
As benzodiapezinas podem ainda afectar — e quem o revela é o dr. Vernon Coleman — a capacidade para gozar, para pensar, e ter efeitos poderosos na persona­lidade das pessoas. Aliás, um psiquiatra do Royal Edinburgh Hospital,em Edinburgo, disse que duas dezenas de pacientes de meia idade, que haviam ingerido uma benzodia­zepina, «com uma meia vida muito curta», para os ajudar a dormir, se tinham tornado mais ansiosos. E também há provas que as mesmas drogas também podem provocar uma certa depressão e angústia.

AS BENZODIAZEPINAS E AS DEMAIS DROGAS

Para que todos quantos me lerem pos­sam ficar bem esclarecidos, alerto aqui para o relacionamento das benzodiazepinas e as outras drogas.
Não sei, penso também que muito poucos o poderão saber, o que poderá su­ceder na ligação entre as benzodiazepinas e o álcool, barbitúricos, drogas antidiabéti-cas, antidepressivos, cafeína, etc. Sabe-se que não ligam bem, Por outro lado, cientistas e especialistas no sector afirmam que, em­bora não provoquem de uma forma directa o cancro, podem fazer com que «se de­senvolva nas pessoas com predisposição para tal». Portanto, ninguém poderá dizer com absoluta certeza se a benzodiazepina pro­voca ou não o cancro.
Uma coisa, porém, é certa: «Quanto ao fígado, o consumo generalizado da droga necessita de uma avaliação mais minuciosa dos testes da função hepática, enquanto os pacientes estão a tomar, por exemplo Diazepam», revelam em relatório publicado no volume 27, Nº5, do Digestive Discases and Sciences, Francis Tedasco e Luther Mills, doutores em medicina.

FACTORES DE RISCO DAS BENZODIAZEPINAS 

O grande problema que envolve certos doentes que foram iniciados em tratamentos à base de drogas do grupo das benzodia­zepinas tem a ver com a desculpa de certos médicos que, vendo-se acusados de estar a receitar benzodiazepinas em excesso, des­culpam-se logo, alegando que não passam de «tranquilizantes menores», o que não é bem assim,
De facto, as benzodiazepinas não são, nem nunca foram, «tranquilizantes meno­res», porque são potencialmente perigosas, quando tomadas em grandes quantidades.

INTERROGAÇÕES AOS PROFISSIONAIS DA SAÚDE

É ou não é verdade que os tranquilizan­tes levam a uma dependência tanto ou mais amarga que a produzida pelas drogas ilegais, como a cocaína, haxixe, marijuana, etc?
É ou não verdade que os tranquilizantes têm uma acção tóxica prolongada no orga­nismo das pessoas?
É ou não verdade que os tranquilizantes actuam de forma negativa a nível cerebral, hepático, renal, muscular, etc., etc?
É ou não verdade que é mais difícil combater a dependência dos tranquilizan­tes, que a das drogas ilegais?
É ou não verdade que no mundo da medicina não há, por enquanto, nenhum antídoto para resolver o problema provo­cado pela dependência dos tranquilizan­tes?
É ou não é verdade que o uso excessivo e prolongado dos tranquilizantes leva as pessoas a uma tal dependência e estado de desespero, que passam a ser potenciais candidatas a levar o resto da vida com internamentos constantes em hospitais e clí­nicas de desintoxicação?
Perante esta tão dolorosa quão cho­cante realidade, pergunta-se:
Por que razão não são esclarecidas as pessoas?
Por que não se fazem debates públicos a nível nacional, como acontece em relação às drogas ilegais?
Qual a razão para que se ataque só aquela e não esta, se ambas são idênticas quanto aos seus efeitos?
 Por que se esconde tão dura realidade, permitindo que se vão destruindo milhares de pessoas, só no nosso país?
Por que se omite ao público um esclare­cimento tão importante, a exigir que a saúde não se perca e o bem-estar das pessoas se não degrade?
Porquê tanta passividade por parte das autoridades com responsabilidade no sector, permitindo, com o seu silêncio, que tantas pessoas se tornem escravas dos tranquili­zantes?
Peço, muito especialmente aos homens da comunicação social, que tenham a co­ragem de fazer um levantamento exaustivo das realidades sobre esta matéria, que po­derão observar nas Casas de Saúde, nos Hospitais e nas Clínicas da Especialidade de doenças nervosas (Psiquiatrias), e nas suas próprias residências, onde poderão ver, com os seus próprios olhos, que uma boa parte dos pacientes envolvidos neste tipo de tra­tamentos, à base de tranquilizantes, poderi­am ter sido poupados.
Quantos dramas!... Quantas lágrimas!... Quantas angústias e tristezas as paredes dessas instituições não escondem!...
Encontrarão gente de todas as idades e estratos sociais a suplicar a cura para os seus males.
As Selecções Reader's Digest, de Agosto de 1990, relatam um acontecimento que merece ser aqui abordado. Trata-se de uma consultora médica, que, devido a uma do­ença incurável, teve de lhe ser amputada uma perna na clínica Maio, dos Estados Uni­dos.
O Dr. Glover e o Dr. Brakovec receita­ram-lhe, para acalmar as suas dores tranqui­lizantes, para usar apenas num limitadíssimo período de tempo pós-operatório. Como porém, não podia suportar as dores, desobe­decendo ao que lhe fora prescrito, continuou a ingeri-los.
Chegando ao conhecimento do Dr. Glover a atitude desta doente, aquele re­preendeu-a com certa dureza, dizendo-lhe: «Leonor, mais vale morrer de cancro do que tornar-se uma drogada. Se não se desem­baraçar imediatamente dos tranquilizantes, perderá muito mais do que já perdeu: todo o amor-próprio e por fim a própria vida».
 No encontro distrital sobre Toxicodependência, realizado, em 18 de Fevereiro de 1991, na Escola Superior de Educa­ção, em Bragança, no âmbito do Projecto Vida, depois de ter deixado a toda a assis­tência o meu testemunho, dirigindo-me à Mesa que presidia, composta por alguns médicos, sempre perguntei ao moderador do debate: «Senhor doutor: é ou não verdade que os tranquilizantes são tão terríveis e ne­fastos para o organismo, quanto o são as drogas ilegais, como a cocaína, a heroína e a haxixe?» A resposta do médico foi bem clara: «Está fora de dúvida».

terça-feira, 8 de maio de 2012

Contra poder - As outras drogas - Os Alucinógenos



 
 Ataraxia é uma palavra grega para exprimir um estado feliz, em que a serenidade mental se combina com o bem-estar físico. A ataraxia cultiva-se melhor pelo exercício da filosofia, pela disciplina interna e pela virtude.
Mas não foram só os gregos a ter essa condição em alto preço. Essa meta suprema — a felicidade humana — sempre foi exaltada pêlos sistemas filosóficos e religiosos de todos os tempos e lugares. O Budismo, o Taoisino, o Cristianismo, o Vedanlismo a proclamaram como a essência de seus princípios de vida. A questão é como obter essa vivência.
Nos tempos antigos existiam dois métodos principais para a sua obtenção: a prática da religião e a prática da filosofia. Mas ambos exigiam longa e árdua prática.
() homem, que sempre procurou um atalho para a felicidade, buscou no reino da farmácia (drogas) um meio fácil de conseguir a desejada condição. Alguns mestres afirmam que tal busca é desnaturai. Outros a aprovam
Cientistas e pesquisadores modernos confirmam que a acção de plantas naturais e drogas sintéticas podem alterar a consciência  humana.
Para Melhor? Só no tempo o dirá....

segunda-feira, 7 de maio de 2012

O LIVRO DO DESASSOSSEGO

Um relato dramático sobre a ingestão de tranquilizantes começou por agitar Bragança e caba por atingir a classe médica e laboratórios de produtos medicamentosos, que podem ser chamados a tribunal.
"EU DROGADO LEGAL ME CONFESSO" foi escrito em desespero de causa por um empresário comercial da cidade de Bragança e, segundo o seu autor, Nuno Álvaro Vaz, "é um desafio à classe médica e uma acusação aos laboratórios".
Em foco está a benzodiazepina, uma substância química normalmente presente emtranquilizantes e anti-depressivos.
No seu livro que, em apenas 20 dias, praticamente se esgotou só em Bragança, Nuno Vaz compara os tranquilizantes às drogas ilegais, pela dependência e pelas sequelas que produzem.
Os efeitos secundários das benzodiazepinas podem ser tão gravosos que levem a diversas incapacidades psíquicas e orgânicas dos consumidores e, na opinião de um psiquiatra por nós contactado, "estão por contabilizar os acidentes de viação e de trabalho que terão provocado".
Segundo elementos que colhemos, os laboratórios que produzem medicamentos à base de benzodiazepinas não avisaram devidamente os médicos acerca dos riscos da sua utilização, pelo que podem ser chamados a prestar contas pelas pessoas que se considerem lesadas.
A ONU ALERTOU
Há 30 anos que os portugueses ingerem benzodiazepinas para lutar contra a ansiedade, estados de insónia ou aflições de momento.
A Ordem dos Médicos nunca promoveu nenhum estudo ou debate, para analisar as consequências do uso destes produtos farmacêuticos.
No entanto, em 1984, houve um princípio de polémica sobre a inclusão, ou não, das benzodiazepinas no grupo dos estupefacientes e psico-trópicos. Um parecer da ONU recomendou restrição e controlo no consumo das benzodiazepinas, pronunciando-se a favor da sua inclusão no grupo dos estupefacientes, o que não foi levado em conta pelo Ministério da Saúde. A legislação mais recente, de Março deste ano, continua a considerar que, "dado tratar-se de produtos de grande utilização no campo clínico", e para evitar "incómodos e inconvenientes" para médicos, farmácias e utentes, para a sua obtenção basta o uso da receita normal, em vez da receita médica especial para estupefacientes.
Na prática, significa que qualquer cidadão pode abastecer-se de benzodiazepinas na maior parte das farmácias, automedicando-se e criando dependência.
No caso de Nuno Vaz, em que a entrada no mundo das benzodiazepinas foi feita por mão de médicos, as consequências colocaram-lhe, segundo nos diz, "a vida a prazo".
OS LABORATÓRIOS NÃO AVISARAM
"As benzodiazepinas devem ser os medicamentos mais receitados em todo o mundo, e em Portugal também", disse-nos o Dr. Afonso de Albuquerque, director de serviço do Hospital Júlio de Matos. Utilizadas como tranquilizantes e como hipnótico, no primeiro caso para diminuir a ansiedade e no segundo para induzir o sono, as benzodiazepinas, segundo nos informa, foram postas no mercado sem que a classe médica tivesse sido devidamente alertada para as consequências do seu uso.
"Só há poucos anos se começou a perceber que havia certas pessoas afectadas por este grupo de medicamentos em casos de dependência psicológica e fisiológica", afirma o psiquiatra.
Na sua opinião, "as companhias farmacêuticas não avisaram devidamente os médicos, na apresentação das benzodiazepinas, acerca dos riscos da sua utilização".
Durante três décadas, os tranquilizantes foram receitados tanto por psiquiatras como por cardiologistas, estomatologistas, e médicos de todas as especialidades. Afonso de Albuquerque está mesmo convencido de que o maior consumo de benzodiazepinas é feito em clínica geral e não em psiquiatria.
"Os laboratórios que as produzem têm, de certo modo, escondido a possibilidade de criar dependência", disse-nos. "Em Portugal já houve alguns debates sobre esse tema, mas entre os psiquiatras, que começaram a ser alertados pêlos seus próprios doentes".
"Tenho tido muitos doentes que já me chegam em estado de dependência das benzodiazepinas", confirmou o psiquiatra. "Num ou noutro caso, tive mesmo necessidade de os internar. Mas normalmente a desintoxicação é feita em regime ambulatório, com recurso a outro medicamento, para ir criando a desabituação".
TRANQUILIZANTES E ESTUPEFACIENTES
Nuno Vaz, que também se submeteu a diversas curas de desintoxicação, compara os efeitos das benzodiazepinas aos dos estupefacientes. Ouvimos a opinião do Dr. Afonso de Albuquerque:
"Ambos são produtos que actuam sobre o cérebro. Mas aquilo que se supõe ser o mecanismo de acção cerebral passa por vias diferentes, num caso ou noutro. Há sectores do cérebro que são receptores das benzodiazepinas, o que significa que o medicamento actua nessas zonas, e apenas nessas. E o estupefaciente actua noutras zonas. A condução do estímulo produzido pela benzodiazepina é diferente da produzida pêlos opiácios".
A IMPORTÂNCIA DO LIVRO
Cálculos por alto estimam em alguns milhares os portugueses profundamente afectados pêlos efeitos secundários dos tranquilizantes e anti-depressivos. Em Inglaterra já há grupos de utentes que procuram fazer pressão e obter indemnização dos laboratórios que lançam estes medicamentos no mercado sem aviso sobre os direitos colaterais.
Por nós contactada, a direcção da Associação Portuguesa da Indústria Farmacêutica, que representa as companhias produtoras de medicamentos, afirmou-nos que "cumpre estritamente a lei".
Nalgumas embalagens de medicamentos contendo benzodiazepinas verificámos que nas contra-indicações não consta nenhuma referência quanto ao facto de poderem produzir dependência.
Atentos ao problema, os médicos do Júlio de Matos estão a procurar substituir as benzodiazepinas de efeitos mais gravosos por outras de fabrico mais recente que, na prática, provocam menos sonolência. As doses, sob controlo, procuram ser mínimas, a fim de reduzir os riscos da habituação.
"É bom alertar as pessoas para não abusarem das doses prescritas", recomenda o psiquiatra, adiantando que "a própria classe médica ainda não está mentalizada para a gravidade deste problema".
Por isso, na sua opinião, "é muito positivo que surjam livros como este, que mostram que já há cidadãos neste país que estão alerta quanto aos seus direitos".
 Que fique bem claro, se alguém ainda tiver dúvidas: as benzodiazepinas são uma droga devastadora, tanto ou mais que a heroína, a cocaína ou o haxixe.

AFINAL, DE QUEM E A CULPA DESTA MERDA?

Alguns médicos defendem-se, dizendo mesmo que não foram devidamente esclarecidos pêlos laboratórios.
O Dr. Afonso de Albuquerque, director de serviço do Hospital Júlio de Matos, é um deles. Basta ler a entrevista concedida ao semanário "O Jornal", de 28/06/91
Por outro lado, a Associação Portuguesa da Indústria Farmacêutica, que representa as companhias produtoras de medicamentos, defende-se, ao declarar ao mesmo semanário que "cumpre estritamente a lei".
Por seu lado, os doentes lamentam-se não terem sido esclarecidos pelo seu médico quanto às consequências que tais drogas lhes poderiam trazer, sobretudo no âmbito da dependência.
Enquanto uns afirmam cumprir estritamente a lei, outros queixam-se com a falta de esclarecimento. Afinal, de quem será, então, a culpa?...
Perante tão grave situação, pergunta-se: qual o papel do Estado, do Ministério da Saúde, nestas jogadas de pingue-pongue, onde ninguém quer ter a culpa?
Por que não se exige aos laboratórios que ponham, de forma destacada e completa, na literatura que acompanha as embalagens deste tipo de medicamentos, a acção farmacológica, indicações, contra-indicações, efeitos acessórios, precauções e posologia? Sim, porque nem todos são totalmente claros, omitindo muito da acção farmacológica na sua literatura.
Fármacos, cuja composição química é perfeitamente igual, trazem a acompanhar os medicamentos literatura acentuadamente diferente.
Veja-se um exemplo: LORENIN - LORSE-DAL - LORINAX. São três tranquilizantes bem conhecidos e utilizados, até há pouco tempo, no mercado nacional.
O LORINAX deixou de se encontrar nas farmácias e, segundo informações, estará suspenso ou esgotado.
A literatura que acompanha este medicamento reza assim:
1 comprimido contém 1 ou 2,5 mg de lorazepan ou 7-cloro-5-(0-clorofenil)-3-hidroxi-1,3-dihidro-2H-1,4-benzo-diazepina-2-ona.
Precauções
À semelhança do que se passa com todos os agentes psicotrópicos, deve evitar-se a ingestão de bebidas alcoólicas durante o tratamento com LORINAX. Também é conveniente a não condução de veículos durante o princípio do tratamento, até que a reacção ao fármaco seja suficientemente conhecida.
Efeitos Acessórios: - Não constam
LORENIN
O Lorazepam é quimicamente o 7-cloro-5-(0-clorofenil)-3-hidroxi-1,3-dihidro-2H-1,4-benzodiazepina-2-ona. É um tranquilizante da série das benzodiazepinas, que actua em doses particularmente baixas.
 Efeitos Acessórios
 Quando ocorrem, surgem habitualmente no início do tratamento e geralmente desaparecem com a continuação ou após redução da dose. Os mais frequentes são: sedação, tonturas, sensação de fraqueza e perturbação do equilíbrio Menos frequentemente têm sido referidos: desorientação, depressão, náusea, alterações do apetite, cefaleias, por turbações do sono, agitação, sintomas dermatológicos, perturbações visuais, sintomas gastro-intestinais e outras manifestações do sistema nervoso autónomo. A incidência de sedação e perda do equilíbrio têm tendência a aumentar com a idade.
Precauções
Deve avaliar-se periodicamente a necessidade de uma terapêutica continuada. Devem ainda ser tomadas as devidas precauções em presença das seguintes situações: Glaucoma de ângulo fechado e insuficiência da função hepática ou renal. À semelhança de outras benzodiazepinas, devem fazer-se periodicamente exames laboratoriais de rotina, contagem dos elementos do sangue e testes da função hepática em doentes submetidos ao tratamento prolongado.
Estão descritos casos transitórios de amnésia ou perturbação da memória com o uso de benzodiazepinas.
Deve evitar-se o uso de LORENIN durante a gravidez, especialmente nos 3 primeiros meses, na última fase e durante o parto.
Deve ter-se em atenção que o LORENIN, embora em quantidades farmacologicamente insignificantes, é excretado no leite materno. Não está recomendado o seu uso em pediatria.
Os indivíduos propensos à dependência, drogados e alcoólicos, deverão manter-se sob cuidadosa vigilância devido à predisposição para a habituação e dependência. O uso de benzodiazepinas pode levar à dependência, bem como a fenómenos de supressão quando estas são descontinuadas bruscamente. O LORENIN, como qualquer outra benzodiazepina, deverá, quando indicado,ser descontinuado gradualmente para evitar a ocorrência daquele fenómeno. Tal como com todos os agentes psicotrópicos, deve evitar-se a concomitante ingestão de álcool, uma vez que não é inteiramente previsível a reacção individual. Do mesmo modo aconselham-se os doentes a não conduzirem veículos durante o princípio da medicação e até que a sua reacção ao fármaco seja suficientemente conhecida.
LORSEDAL
COMPRIMIDOS DE 1 mg
Lorazepam [7-cloro-(0-clorofenil)-1.3-dihidro-3-hidroxi-2H-1,4-benzo-diazepina-2-onal].........................1 mg
Excipiente - q.b.p. um comprimido
Precauções
Não se encontram contra-indicações para o produto, quando administrado nas doses terapêuticas. Em doentes fracos ou idosos, se a posologia não foi devidamente ajustada, podem, todavia, ocorrer, especialmente no início do tratamento, sedação diurna ou sinais de inibição motora.
Não se podendo prever a reacção individual quando da ingestão simultânea de álcool, o uso de bebidas alcoólicas deve fazer-se com muita prudência.
Também se aconselha evitar a condução de veículos, no início do tratamento, até se conhecer completamente a reacção ao medicamento.
Efeitos Acessórios: - Não constam
Como se pode ver e ler, nem todos estes medicamentos descrevem os riscos que se correm ao toma-los. Para quê e porquê a omissão dos efeitos acessórios no LORINAX e no LORSEDAL, quando, com a mesmíssima composição, o LORENIN faz referência aos mesmos? Aliás, no que toca às precauções a ter, a literatura do folheto do LORENIN é bem explícita, enquanto que os restantes dois se limitam a meia dúzia de linhas.



O MUNDO PODE PERDER A GUERRA CONTRA AS DROGAS

De acordo com um especialista neste assunto, o mundo pode perder a guerra contra as drogas, caso não tome uma nova atitude perante ela , todas elas. Este especialista chama a atenção para o facto de os traficantes estarem a ampliar o mercado, vendendo droga a consumidores cada vez mais jovens. «Se queremos programas educacionais e de prevenção realmente eficazes, temos de mudar a maneira como as crianças olham as drogas, quer legais, quer ilegais», diz-nos Jonh Duff, autor do livro «A Verdade sobre as Drogas» e presidente internacional do programa de educação, prevenção e reabilitação Narconon, mundialmente reconhecido como a única rede verdadeiramente eficaz de centros de reabilitação que não utiliza drogas no seu programa.
«São muitas, talvez demasiadas, as pessoas que confiam nas drogas tipo aspirina, tranquilizantes, álcool, etc.», — continua Duff. «Essas pessoas devem deixar de pensar que as drogas curam tudo! Devem compreender os efeitos que elas acarretam. É devido a essa atitude generalizada que as crianças pensam que as drogas ilegais, como a marijuana, heroína, cocaína, etc., são coisas que se podem «experimentar» sem o perigo de serem afectadas por isso. Tal não é verdade, mas muitas crianças não o sabem ou não acreditam. Com a Narconon as pessoas deixam as drogas e não voltam a pegar-lhes. Isto devido aos métodos únicos que nós usamos». L. Ron Hubbard é um dos mais aclamados e lidos autores de todos os tempos, mas o que muitas pessoas não sabem é que ele também investigou durante anos os efeitos nocivos das drogas e que desenvolveu métodos revolucionários de reabilitação compostos de exercício físico, vitaminas e sauna.
É preciso vencer esta guerra contra a droga! E não é por acaso que as crianças cada vez mais jovens estão a ser incentivadas a tomar drogas. Olhem à vossa volta e vejam se é verdade ou não que as drogas, legais e de rua, estão a chegar às mãos de crianças cada vez mais jovens!
A TÍTULO DE CONCLUSÃO
Chegados aqui, espero bem que tenham interpretado estas linhas como um alerta de objectivos altruístas e como uma mensagem de sinal cautelar, que eu faço questão em dirigir a todos quantos se encontram já inseridos no processo médico-prescrito do uso de tranquilizantes, e também àqueles que eventualmente possam vir a ser vítimas de uma habituação tóxica, transformando-se em drogados tutelados pela lei.
Este meu alerta não é um vomitar de frases soltas e infundadas. É, isso sim, e acima de tudo, o resultado de uma experiência dramaticamente vivida ao longo dos meus últimos 4 anos, em que o meu próprio corpo serviu de laboratório.
Tal como o autor destas linhas, centenas e centenas de outras pessoas vegetam pêlos mesmos meandros duma vida sem sentido, porque destruída e sem encanto e prazer, sem alegria.
Os tranquilizantes — e estou à vontade para o confirmar — não passam de um mito. Não são melhores, nem piores, que as conhecidas drogas ilegais, como a cocaína, a heroína ou a haxixe.
E digo isto, porque ao aperceber-me das terríveis consequências do uso dos tranquilizantes, prescritos medicamente, comecei a ler uma série de reputadíssimos autores nacionais e estrangeiros, sobre tal matéria, acabando todos eles por condenar este tipo de medicação, dados os efeitos perversos que os mesmos produzem no organismo dos pacientes.
É que os tranquilizantes produzem nas pessoas que os utilizam uma tal dependência e uma tal habituação, que se torna bem mais difícil combatê-los do que a própria droga ilegal.
E sublinho, mais uma vez, para que não fiquem dúvidas: a iniciação à habituação aos tranquilizantes acontece mesmo quando uma pessoa toma apenas um comprimido à noite «para dormir».
E como sei que são já aos milhares as pessoas das mais diversas camadas sociais e profissionais (sacerdotes, empresários, funcionários, reformados, professores, jornalistas,etc., etc.) a tomar o seu comprimido ao deitar, «só para poder dormir», acabando por se sentir mais cansadas, não podia ficar calado. Daqui lanço, pois, o meu alerta, o meu aviso amigo a todas elas: tenham cuidado, muito cuidado, porque dentro de alguns anos começarão todas a ter graves problemas de ordem física e psíquica difíceis de curar.
Claro que o uso dos tranquilizantes leva a um aparente, e, portanto, enganador descanso, com algum efeito positivo apenas ao nível do adormecimento da dor provocada por lesões orgânicas e sofrimentos morais. Só que não resolve absolutamente nada que se relacione com a cura do doente. Cria apenas a dependência, enquanto os verdadeiros problemas continuarão a subsistir, agravando-se de dia para dia, por força dos efeitos da droga medicada.
Daqui o não ser de espantar o facto de no mundo existirem já hoje mais toxicode-pendentes legais do que ilegais.
Foi por isso, e só por isso, que me decidi a publicar este meu trabalho, contribuindo de alguma forma para que muitos seres humanos, muitos amigos e conhecidos meus possam repensar a minha mensagem, quemais não pretende ser do que uma boa conselheira.
Alerto igualmente a imprensa deste país para que denuncie esta grave situação que vivem os drogados legais, e dirijo um convite às autoridades para se debruçarem muito a sério sobre este problema que tanto aflige a humanidade.
O poder da dependência gerada pêlos tranquilizantes é tão grande que, se, por exemplo, fosse proibido às farmácias vender temporariamente este tipo de tranquilizantes, muitos pacientes afectados por esta «droga» seriam bem capazes de tentar o suicídio, como já aconteceu com algumas pessoas.
Os resultados terríveis deste tipo de tratamentos confinam sempre na dependência e na destruição do organismo. E como ainda não se registaram efeitos positivos nas tentativas feitas até hoje da desintoxicação das «drogas legais», só a redução gradual de tais tranquilizantes poderá resultar, se o organismo ajudar.
Com fundamento em modernos e seguros diagnósticos, concluí que dos tranquilizantes herdei:
— Atrofia renal com diminuição de tamanho e espessura dos meus rins e uma drenagem;
— Problema hepático grave;
— Agravamento do aparelho digestivo;
— Dores a nível muscular e de tecidos;
— Frequentes fases de esquecimento e dificuldades de raciocínio.
Termino com votos que esta minha mensagem seja lida e reflectida, para que ela possa chegar ainda a tempo de repor o amor, a felicidade e a alegria de viver a quantos sofrem, por força da acção do uso da «droga legal».
Fica também o meu convite para que ninguém, mas mesmo ninguém, abuse de medicamentos tranquilizantes, seja em que circunstâncias for, porque, quando não se morre do mal, pode morrer-se da cura, com uma vida bem mais difícil e aflitiva.
Que o meu aviso vos ajude a salvar a todos vós que sofreis.

Nuno Álvaro Vaz

segunda-feira, 30 de abril de 2012

Será que as drogas são tão boas como os seus consumidores afirmam?
E quando a coisa dá para o torto com o L5D?
E quando não se consegue passar sem a heroína?
E que dizer do álcool, do tabaco, dos calmantes?
Deveria a cannabis ser legalizada?
A informação está neste livro. Desde os solventes aos anabolizantes, do tabaco ao crack, descubra o que as drogas fazem, o lado recreativo mas também a face negra da dependência
Partilhe algumas experiências fascinantes e chocantes que poderão influenciar a sua forma de pensar.

Podes estar a ler este livro porque já tomaste drogas ou porque conheces quem se droga. Podes até nunca ter estado envolvido com drogas. O objectivo deste livro é ajudar a definir a tua própria opinião. Existe Informação sobre os vários tipos de drogas, como são, como se ingerem, o que se sabe sobre os seus efeitos a longo e a curto prazos, os seus efeitos secundários e perigos. Existem capítulos sobre drogas e leis, fumo e bebidas, em especial, como obteres ajuda se a droga se tornar um problema. As pesoas utilizam drogas para diferentes razões, e se decidires experimentá-las, então, com livro ou sem livro, provavelmente é o que farás. Mas a decisão é tua, e, sabendo o que as drogas são, e naquilo em que te estás a meter, este livro poderá ajudar-te a decidir.
 Drogas Por Todo o Lado
 Até agora falámos de drogas que, apesar dos boatos ocasionais que a legalização da cannabis, são estritamente ilegais de possuir, como vender, mas não são as únicas drogas com que te depararás. Existem mas que até não encaras como drogas. A estas chamam-se drogas legais. Uma mera chávena de café ou chá contém a droga estimulante, café paracetamol que tomas para as dores de cabeça é uma droga, tal paliativos para a gripe e os xaropes para a tosse.
Também existe o álcool e o tabaco, duas das mais letais drogas existentes. Estes como fazem parte integrante da vida social das pessoas são vistos (de forma errada) como sendo menos perigosos do que a heroina ou a cocaína. Serão dois pesos e duas medidas? Sim! As pessoas que regular e alegremente bebem em casa ou num pub, ficariam estarrecidas se o ou filha fossem apanhados a fumar um charro. Além disso, o álcool  tabaco são altamente viciantes, enquanto a cannabis não. O álcool tabaco matam mais pessoas todos os anos do que a heroína ou a juntas e a multiplicar por dois.

O fabrico e fornecimento de fármacos é controlado por lei, mais especificamente pela Lei dos Fármacos de 1968. Divide os fármacos em três grupos: Drogas «com receita médica», que só podem ser fornecidas por um farmacêutico, e só se tiverem sido prescritas por um médico. O segundo grupo pode ser vendido sem receita, mas só por um farmacêutico. O terceiro grupo de drogas pode ser vendido em qualquer loja, e não só na farmácia: não é necessária  receita médica.
 Drogas Com Receita Médica
 Os tranquilizantes e os barbitúricos são, de acordo com a lei dos fármacos, drogas «com receita médica». Os médicos prescrevem-nas para l fns medicinais, mas normalmente são usadas abusivamente. Eis algo mais sobre elas.
A história
Os médicos prescrevem tranquilizantes menores, tais como Temazepam, Valium e Librium a pessoas que tenham dificuldade em dormir, ou que estejam extremamente ansiosas ou preocupadas com alguma coisa. São as drogas mais receitadas. Mais de vinte milhões de receitas de tranquilizantes são passadas todos os anos. Os tranquilizantes não são ilegais se forem receitados para ti, mas são ilegais se não o forem. Contudo, recentes alterações na lei tornaram o Temazepam (uma droga cada vez mais utilizada abusivamente) mais difícil de obter, ao encorajar os médicos de clínica geral a prescreverem menos drogas passíveis de dano.
Aspecto
Estas drogas apresentam-se como pó e depois tomam o aspecto de comprimidos e cápsulas.
Consumir tranquilizantes
Normalmente, são ingeridos através da boca. O Temazepam, seja fornecido na forma de cápsulas contendo um líquido ou frequentemente injectado pêlos drogados. Isto causa intoxicação e agitação, e já provocou muitas mortes, porque o líquido ou a geleia das cápsulas bloqueiam as veias aquando da injecção.
Os efeitos
Os tranquilizantes entorpecem a actividade mental, têm um l calmante, relaxante e aliviam as preocupações e a tensão. Também ajudam as pessoas a dormir. Alguns drogados tomam tranquilizantes para acalmarem quando tomam anfetaminas ou ecstasy, ou para aumentarem os efeitos da heroína.
Perigos, efeitos secundários, sobrecarga
Um dos principais problemas dos tranquilizantes é que as pessoas podem tornar dependentes deles. Se os consumidores pararem de os tomar podem sofrer sintomas de desabituação bastante fortes, como irritabilidae, insónias, ansiedade, vómitos e ataques. Muitas pessoas continuam a tomá-los muito tempo depois de os seus problemas estarem curados, porque acham demasiado difícil passar sem eles.
O Valium é frequentemente misturado com álcool, o que é um hábio bastante perigoso, visto poder causar ao consumidor perda de consciência e podem vomitar e sufocar. Outros perigos incluem veias bloqueadas, que pode ser fatal, o risco de overdose, e acidentes causados por «bebedeira» extrema.
 Barbitúricos

Os barbitúricos são receitados raramente para ajudarem as pessoas com graves problemas de sono e para o controlo de epilepsia grave. São drogas de «prescrição médica» de acordo com a lei dos fármacos. TAMBÉM SÃO DROGAS De CLASSE B; DE ACORDO COM A LEI DE ABUSO DE DROGAS. Não são ilegaisis se forem receitadas para ti, mas tornam-se se não o forem. Os burbitúricos são usados abusivamente com frequência.
Aspecto
Apresentam-se na forma de pó e têm o aspecto final de comprimidos nus ou cápsulas coloridas.
Consumir barbitúricos
Normalmente, são ingeridos através da boca. Quem os usa erradamente, injecta-os — o que é muito perigoso. Existe um elevado risco de overdose ou de infecção se te injectares com eles. Os barbitúricos para uso não medicinal são roubados ou obtidos ( legalmente) através de receita médica e passados (ilegalmente) para outras pessoas.
Os efeitos
Os barbitúricos são drogas calmantes que entorpecem o sistema nervoso. Uma pequena dose pode fazer-te sentir relaxado e feliz, como se tivesses bebido algumas bebidas alcoólicas.
Perigos, efeitos secundários, sobrecarga
Grandes doses de barbitúricos podem fazer-nos sentir deprimidos, preocupados, desastrados e confusos. É fácil ter-se uma overdose de barbitúricos que resulta numa deficiência respiratória e morte. Se estiveste a beber álcool, só é necessária metade da quantidade para teres uma overdose e morreres. A utilização a longo prazo pode levar à sua dependência. Existe também o risco de ataques ou de morte se fizeres a desabituação muito rapidamente. (Fenobarbitona, uma droga para a epilepsia, é frequentemente combinada com heroína sem que o comprador saiba. Como a desabituação pode causar ataques, isto pode ser uma surpresa desagradável para os consumidores de heroína que estão a tentar sair do vício).
Drogas de venda livre 
Fazem parte do grupo de medicamentos que podes comprar na farmácia sem receita médica, mas que podem, e frequentemente são, usadas abusivamente (o farmacêutico pode recusar-se a vender-tas, se pensar que existir possibilidade de uso abusivo). Incluem os xaropes para a tosse e paliativos para a gripe, que contêm drogas como a codeína. Consumidores de drogas, por vezes, viram-se para as drogas de venda livre se têm pouco dinheiro.
Eis algumas drogas de venda livre.
Alguns Xaropes para a tosse e antigripais
Alguns xaropes contêm pequenas quantidades de codeína, uma droga! altamente viciante. No corpo é transformada em morfina. Se tens tosse e tomares a quantidade recomendada de xarope, poderás sentir-te melhor. Quando existe uso abusivo da droga é que surgem os problemas. Alguns antigripais e descongestionantes contêm drogas para diminuir a congestão nasal. Uma dessa drogas é a efedrina. Alguns antigripais também contêm paracetamol.
É um analgésico que é ingerido na forma de comprimidos para curar dores de cabeça e outras dores. Um comprimido de paracetamol parece inofensivo, mas, se tomares muitos ou uma dose muito grande de paliativos para a gripe que contenham paracetamol, podes ter uma overdose e danificares irremediavelmente o figado, e até morreres.

Boas trips!!!!

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Erva, Liamba, Marijuana, Maconha...... escolham vocês o nome! A Merda é a mesma.

A vulgarmente chamada de erva, e também conhecida por variadíssimos nomes, como maconha, liamba, marijuana, etc, é uma das drogas usada há mais tempo pelo homem. Há registos de roupas e utensílios fabricados a partir da planta cannabis sativa datando de à 7000 anos atrás. Em 2008, foram descobertos dois quilos de marijuana num túmulo do deserto de Gobi, na China. Análises em laboratório constataram que a erva encontrada teria cerca de 2700 anos: a marijuana mais antiga do mundo! O componente ativo da maconha é o tetrahydrocannabinol (∆9-THC), que exerce seus efeitos através da ligação com os receptores canabinóides CB1 nos neuronios pré-sinápticos. Essa ligação activa proteínas G que activam ou inibem vários caminhos de transmissão de sinais. Essas proteínas G inibem directamente alguns canais de cálcio e sódio e inibem indirectamente outros canais de cálcio através da inibição da enzima adenilato ciclase. São activados canais de potássio e o caminho sinalizador da MAP quinase. Essas acções tem como efeito as sensações de euforia associadas ao uso da erva.
Alguns efeitos do uso de erva são: noção temporal alterada, olhos vermelhos, boca seca, fome intensa, risos involuntários, euforia, sono, perda de memória de curto prazo e de tarefas simples de aprendizagem – sensações subjectivas de confiança e aumento da criatividade não se refletem no desempenho real, dificuldades na coordenação motora, ausência de dor, catalepsia (retenção de posturas fixas fora do normal), broncodilatação, vasodilatação, redução da pressão intra-ocular. O uso prolongado e em grandes quantidades gera prejuízos nítidos nas habilidades interpessoais do indivíduo, afectando seu rendimento escolar ou académico, profissional e suas relações afectivas.
A marijuana têm vários usos medicinais: devido à ação expectorante do THC, pode ajudar pacientes com asma ou outros problemas respiratórios. O THC também tem entre seus efeitos a redução de náuseas e a famosa “larica”, uma fome intensa que aparece algum tempo após o uso; esses dois efeitos tornam a substância altamente benéfica para pacientes em estágios avançados de cancro, aliviando os efeitos da quimioterapia e da própria doença. Outras aplicações possíveis são: alívio de Síndrome do Stress Pós-Traumático (PTSD), Síndrome do Membro Fantasma, anorexia esclerose múltipla (alivio de dor e espasmos musculares).
Há vários outros tipos de canabinóides: canabidiol (precursor do THC presente na planta), canabinol, anandamida (canabinoide endógeno), 11-hidroxi-THC (metabólito mais ativo que o próprio THC e que contribui para o efeito farmacológico). Há uma outra classe de receptores canabinóides – CB2 – em células do sistema imune, controlando a migração celular e a liberação de citocinas. A sua importância como factor nos efeitos do THC e de outros canabinóides ainda não está totalmente clara.
A dependência psicológica, ocorre em certo grau com a erva, sendo porém insuficiente para classificá-la como verdadeiramente viciante. O THC é relativamente seguro em superdosagem, produzindo sonolência e confusão, mas não efeitos respiratórios ou cardiovasculares que ameacem a vida (logo, é mais seguro que a maioria das substancias passiveis de abuso). Reduz consideravelmente a testosterona plasmática (50%) e a contagem de espermatozóides em indivíduos que fumam 10 cigarros de erva ou mais por semana. Há indicações de ligação do uso da maconha na adelescencia com o aparecimento precoce e exacerbado de doenças mentais em indivíduos pré-psicóticos. Há estimativas de que eliminando-se o consumo da substancia entre jovens de menos de 15 anos, reduziriam-se em 8% os casos de esquizofrenia.

quarta-feira, 17 de março de 2010

Cogumelos Mágicos

Os cogumelos alucinógenicos eram usados no México, Guatemala e Amazonas em rituais religiosos e por curandeiros. Os Maias utilizavam um fungo ao qual chamavam, na língua nahuátl, teonanácatl (a "carne de deus") há já 3500 anos. No seu território foram encontradas figuras de pedra com representações de cogumelos datadas de 1000 a.C. e 500 d.C. Em Oaxaca eram também chamados de nti-si-tho, sendo que nti é um diminutivo de respeito e carinho e si-tho significa "o que brota".
As primeiras referências ao seu consumo foram encontradas em livros (1502), nos quais era mencionado o uso de cogumelos em rituais nas festas de coroação de Moctezuma, o último imperador Azteca. Os conquistadores espanhóis, não preparados para os efeitos da droga, assustaram-se e proibiram o uso de fungos alucinogénicos e a religião nativa. Foram também encontrados registos do médico do rei espanhol a relatar a ingestão de cogumelos pelos indígenas, por forma a induzir visões de todo o tipo, sendo estes muito apreciados em festas e banquetes. Após a conquista, o consumo de cogumelos com fins rituais e terapêuticos sobreviveu apenas na Serra de Oaxaca.
Provavelmente, o cogumelo alucinogénico mais popular é o Amanita muscaria, descrito por Lewis Carroll no livro Alice no Pais das Maravilhas. Este cogumelo é usado há mais de 6000 anos, sendo, por vezes, confundido com variedades muito semelhantes mas letais. Os povos primitivos da Sibéria tinham o hábito de armazenar a urina de consumidores de Amanita, usando-a como droga alucinogénica. Isto verificava-se porque as substâncias alucinogénicas deste cogumelo permanecem intactas após a sua passagem pelo organismo.
Durante os anos 70, os cogumelos aparecem também na Europa, sendo inicialmente utilizados em sopa instantânea. Os genuínos cogumelos psilocibina secos só surgiram mais tarde.
O químico suiço Albert Hofmann que descobriu o LSD, foi também o primeiro a extrair psilocibina e psilocina dos cogumelos mágicos. A psilocibina, que é convertida em psilocina pelo organismo humano, é a responsável pelos efeitos alucinógenicos da planta.
Este texto foi retirado da pagina: www.psicologia.com.pt
Efeitos
Os cogumelos poderão ter efeitos diferentes de individuo para individuo, e tem também efeitos diferentes de espécie para espécie, a espécie mais usada e conhecida são os psilocybe sejam eles cubensis, ou qualquer outro genero estes cogumelos contém psilocibina e psilocina, Psilocibina é quimicamente semelhante ao LSD, existem diversas espécies de cogumelos psilocibinos bem como Psilocybe mexicana, Psilocybe caerulescens, Psilocybe (ou Stropharia) cubensis, Pscilocybe wassoni, Stroparia cubensis, entre outras. Existem porem outras espécies de cogumelos psicoactivos como é o caso dos Amanita Muscaria (cogumelo vermelho com manchas brancas, muito conhecido nos desenhos animados) estes cogumelos não contém psilocibina mas outros compostos psicoactivos. Todos eles tem efeitos diferentes mas em geral, começam por causar uma leve nausea e uma descoordenação motora semelhante ao alcool à medida que o tempo vai passando os efeitos vão se intensificando, e são semelhantes aos do LSD mas menos intensos e menos duradouros. as sinestesias são constantes ( o som ter cor e as cores terem som) , e podem se sentir desde pequenas alucinações a visualizações completas de mundos diferentes, em que tudo é possivel. Os cogumelos mágicos não são fungos para se consumirem nas festas ou para sentir a "broa" são sim um viagem espiritual onde se pode consegue fazer um grande estudo interior sobre o ego, e onde este é projectado de maneira incrivelmente notória, apesar de hoje em dia já ser muito usado e comercializado em festas Trance e Raves como uma alternativa natural aos acídos.
Riscos
Ainda não foi detectado riscos em relação ao consumo deste tipo de fungos no entanto certas pessoas relatam dores de estômago, não pelo consumo das substancias psicoactivas em si mas sim pela pequena tolerância do estômago em relação a fungos, também se pode notar náuseas e diarreias apesar de não ser muito comum.
Um perigo do consumo de cogumelos pode ser a errada percepção da realidade que pode vir a provocar danos e acidentes, por isso se algum dia consumires cogumelos fá-lo com uma pessoa sóbria ao pé de ti para que te possa ajudar no caso de necessitares.
Se fores caçar cogumelos ao mato certifica-te que tens a certeza do que estás a fazer ou leva algum biólogo ou conhecedor para te ajudar pois existem espécies idênticas mortalmente venenosas, ( Os psilocybe quando os cortas ou quando eles já estão numa idade avançada começam a ficar azuis)
Dependência
Não foi detectado qualquer tipo de dependencia fisica ou psicologica no uso de cogumelos , se o consumo for espaçado ( uma semana no mínimo) no entanto, não aconselho de forma alguma a tomar cogumelos mágicos frequentemente, pois assim tornar-se-à num habito comum e não numa experiência maravilhosa e inesquecível. ;)
Links interessantes sobre o tema acima descrito:
[Cogumelos Mágicos . BR] Fórum brasileiro sobre cogumelos mágicos, desde o cultivo, à troca de experiencias e dosagens cm muitas outras coisas, talvez o melhor forum sobre cogumelos
http://www.cogumelosmagicos.org/forum/
[Azarius] Smartshop holandesa onde podes comprar imensas coisas para cultivares cogumelos bem como outras plantas psicoactivas legais em Portugal
http://www.azarius.net
[Erowid] Na minha opinião o site mais completo e elucidativo em relação a Drogas e plantas enteogeneas
http://www.erowid.org/