Algumas toneladas de drogas permitidas e legais são largamente utilizadas por adultos e idosos pertencentes às mais diversas classes sociais. São esses milagrosos medicamentos que nos permitem dormir e suportar as doenças e a morte que se aproxima. O que seria de nós sem os tranquilizantes e soniferos.
Construíram a crença de que podemos e devemos viver sem ansiedade. Esta crença, imposta pelos laboratórios interessados na venda das drogas, foi assimilada pelos médicos e depois se espalhou para o público em geral. Uma vez incorporado esse valor, iniciou-se a ida dos ansiosos aos consultórios em busca do remédio milagroso. Embutida na crença de viver sem ansiedade, criou-se a fantasia que todos nós devemos e precisamos viver felizes. O que seria isto? Novamente confundimos o real com o ideal. Imaginamos, erroneamente, que existe um estado físico e mental de total felicidade, sem nenhum sintoma desagradável, sem nenhuma doença, em momento algum.
Não existe esse paraíso, pelo menos aqui na Terra. Os desarranjos, geralmente passageiros, não são doenças que precisam ser tratadas. Elas fazem parte da vida de qualquer animal. A doença, para a Medicina, é um estado continuado e “normal” de um desarranjo do organismo. Neste caso, o desarranjo inicial contínuo é de longa duração e, assim, dá origem a um novo estado do organismo. Este passa a funcionar de modo disfuncional. O novo arranjo do organismo passa a ser chamado de “doença”. Portanto, uma dor de cabeça, uma diarréia, uma gripe ou febre, a tristeza, um medo, euforia, uma pressão alta durante certo tempo, um colesterol ligeiramente alto, uma dor lombar, etc., fazem parte da vida de todos.
Segundo o conhecimento actual, a ansiedade pode ser um sinal, uma emoção saudável e necessária a uma boa adaptação do indivíduo ao meio, sendo, muitas vezes, um aviso do organismo indicando que algo precisa ser feito para modificar a vida, uma espécie de medo. Acredito que muito do que se afirma acerca da ansiedade nada mais é que uma sensibilidade maior de algumas pessoas a possíveis pistas do meio externo ou interno, indicadoras de que algo deve ser feito, ou, pelo menos, focalizado e notado. Além disso, muitos ansiosos, sendo mais pessimistas, tomam mais cuidados com possíveis problemas futuros e, desse modo, prevêem problemas antes deles acontecerem. A ansiedade pode agir como um “antídoto” contra outras doenças, pois, conforme seu alerta, o possuidor, antecipadamente, será capaz de tomar medidas contra o perigo possível.
O transtorno psiquiátrico oposto à ansiedade é o Transtorno da Personalidade Anti-Social. A pessoa anti-social não apresenta ansiedade, ou seja, ele não tem preocupação, não faz planos para o futuro, é sempre optimista e faz tudo para seu próprio bem (geralmente malfeito) devido a sua falta de preocupação com o futuro. O anti-social, acreditando muito em si mesmo e no seu futuro brilhante, faz incríveis tolices levando-o ao fracasso, perda dos bens, uso de drogas e, muitas vezes, acaba nas prisões ou nos cemitérios muito cedo. Esse é um resumo do retrato do indivíduo com características opostas aos ansiosos. Seriam os anti-sociais os supersadios?
As drogas para sanar ou abrandar a ansiedade foram usadas há milhares de anos. A primeira delas, e que continua a ser consumida, é o álcool. Para alegria dos consumidores aflitos, a cada dia, inúmeros calmantes são lançados. Uma estatística da Organização Mundial de Saúde, publicada há alguns anos, mostrou um consumo anual de 500 milhões de psicotrópicos em países como o Brasil. Desses, 70% eram ansiolíticos, ou seja, medicamentos para diminuir a ansiedade (um transtorno emocional), apreensão, tensão ou medo.
Muitas pessoas só dormem após tomarem seu sedativo preferido e, para suportar o dia desagradável que virá, ingerem mais outro calmante diurno. Alguns usam os tranquilizantes para viajar de avião, dançar, namorar, transar, tirar carteira de motorista, dar aulas, casar, isto é, as atividades que podem acarretar certo grau de intranquilidade, pois todos nós devemos ou temos obrigação de ser sadios.
Os ansioliticos são ingeridos puros ou misturados com bebidas, usados junto a moderadores de apetite e às drogas anticolinérgicas (os chamados antidistônicos). Alguns estão embutidos nos medicamentos antidepressivos, fortificantes, vitaminas, diuréticos, etc.
Aqui vai um alerta: As bulas acerca dos calmantes , muitas vezes, são mentirosas. Descrevem muito mais os “bons” resultados que os “ruins”. Muitas bulas não relatam a dependência à droga após um curto período de uso, como a diminuição da capacidade psicomotora, o aumento do cansaço, diminuição da memória, a pioria dos sintomas após a sua interrupção (ansiedade rebote) e o risco de seu uso nos idosos e crianças. Não confie cegamente nesse milagre!
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sexta-feira, 20 de setembro de 2013
sábado, 17 de agosto de 2013
Medicamentos - Cloxazolam
O que é e para que serve ?
O princípio activo do Olcadil é o cloxazolam, um tranquilizante do grupo dos benzodiazepínicos. A principal finalidade desta medicação é controlar a tensão nervosa e os sintomas dos transtornos de ansiedade.
Como é usado?
A apresentação em comprimidos permite um fraccionamento da medicação e um ajuste mais preciso da dose. Não há uma dose padronizada: a faixa de uso está em torno de 1 a 6mg por dia, podendo ser mais de acordo com a indicação médica. Tanto no começo como o fim do uso deve ser gradual, ou seja, a dose deve ser aumentada com alguns dias de intervalo entre um aumento e outro: o mesmo é realizado na retirada da medicação.
Efeitos da medicação
A sensação de tranquilidade proporcionada é rápida, podendo ser sentida a partir das primeiras doses: da mesma forma a sensação de sonolência.
Os benzodiazepínicos de uma maneira geral bloqueiam tanto a ansiedade normal como a patológica. Aqueles que sofrem algum distúrbio de ansiedade não podem ficar sem uma medicação para controlar os sintomas; já os que sofrem de um estado de ansiedade devido a uma circunstância passageira podem ficar posteriormente tentados a tomar um tranquilizante sempre que se sentirem incomodados pela ansiedade. Nesse momento deve-se ter muita cautela para não iniciar uma dependência psicológica ao calmante.
Os efeitos colaterais mais comuns são: tonteiras, falhas na memória, sonolência excessiva, diminuição do desejo sexual, cansaço, vertigens.
Considerações importantes
A combinação com o álcool não está proibida, mas o doente deve saber que a sedação e a descoordenação motora ficarão muito aumentadas se junto ao remédio tomarem bebidas alcoólicas. Quanto à gravidez não há comprovação de efeitos maléficos em seres humanos, contudo é recomendável evitá-la durante o primeiro trimestre da gestação.
O princípio activo do Olcadil é o cloxazolam, um tranquilizante do grupo dos benzodiazepínicos. A principal finalidade desta medicação é controlar a tensão nervosa e os sintomas dos transtornos de ansiedade.
Como é usado?
A apresentação em comprimidos permite um fraccionamento da medicação e um ajuste mais preciso da dose. Não há uma dose padronizada: a faixa de uso está em torno de 1 a 6mg por dia, podendo ser mais de acordo com a indicação médica. Tanto no começo como o fim do uso deve ser gradual, ou seja, a dose deve ser aumentada com alguns dias de intervalo entre um aumento e outro: o mesmo é realizado na retirada da medicação.
Efeitos da medicação
A sensação de tranquilidade proporcionada é rápida, podendo ser sentida a partir das primeiras doses: da mesma forma a sensação de sonolência.
Os benzodiazepínicos de uma maneira geral bloqueiam tanto a ansiedade normal como a patológica. Aqueles que sofrem algum distúrbio de ansiedade não podem ficar sem uma medicação para controlar os sintomas; já os que sofrem de um estado de ansiedade devido a uma circunstância passageira podem ficar posteriormente tentados a tomar um tranquilizante sempre que se sentirem incomodados pela ansiedade. Nesse momento deve-se ter muita cautela para não iniciar uma dependência psicológica ao calmante.
Os efeitos colaterais mais comuns são: tonteiras, falhas na memória, sonolência excessiva, diminuição do desejo sexual, cansaço, vertigens.
Considerações importantes
A combinação com o álcool não está proibida, mas o doente deve saber que a sedação e a descoordenação motora ficarão muito aumentadas se junto ao remédio tomarem bebidas alcoólicas. Quanto à gravidez não há comprovação de efeitos maléficos em seres humanos, contudo é recomendável evitá-la durante o primeiro trimestre da gestação.
quinta-feira, 8 de agosto de 2013
Medicamentos - Novos anticonvulsivantes - Lamotrigina
Lamotrigina
A LTG (Lamotrigina) é um anticonvulsivante derivado da feniltriazina, indicado no tratamento associado de convulsões parciais com ou sem generalização secundária em adolescentes e adultos. Aparentemente, possui o mesmo efeito da OXC, de bloqueio dos canais de sódio e cálcio voltagem-sensíveis. Devido ao risco de rash cutâneo, em geral, 50 a 200 mg diários são suficientes. Quando o paciente faz uso do valproato, as doses iniciais devem ser reduzidas à metade e quando o paciente também toma CBZ, o esquema inicial deve ser dobrado. De modo geral, é bem tolerada pela maioria dos pacientes, entretanto, nas primeiras oito semanas, ela pode causar um rash cutâneo benigno em torno de 10% dos pacientes e rash grave em menos de 0,1%. Pode ser retirada e gradualmente re-introduzida nos casos benignos. Em casos raros pode ocorrer uma reação grave, como a síndrome de Stevens-Johnson. Efeitos colaterais podem incidir em 10% dos pacientes tratados, como insónia e cefaléia transitória; não causa ganho de peso e raramente tonturas, tremores, diplopia, ataxia, náuseas, vista turva e sonolência.
A LTG não afecta o metabolismo de outras drogas, mas substâncias que inibem o citocromo P450, fracção 3A4 (por ex., CBZ), reduzem os níveis séricos da LTG. O valproato inibe o metabolismo da LTG dobrando sua meia-vida e fenitoína, fenobarbital e primidona diminuem seus níveis plasmáticos em cerca de 40%.
Há poucos estudos controlados em mania. Num estudo pequeno, de quatro semanas de duração, 30 pacientes internados em mania foram randomizados para tomarem LTG ou lítio. As diferenças não foram significativas, provavelmente porque as doses de lítio eram baixas. O mesmo problema ocorreu em outro estudo controlado, comparando LTG, lítio e olanzapina em grupos de 15 pacientes, no qual foram encontradas diferenças significativas nas respostas terapêuticas.
Há dois estudos negativos não publicados até o momento. É o único anticonvulsivante superior ao placebo no tratamento da depressão bipolar. Em estudo duplo-cego, controlado com placebo, 195 bipolares de tipo I foram alocados para tomarem 50 mg ou 200 mg de LTG, ou placebo. Após sete semanas, 56%, 48% e 29%, respectivamente, tiveram resposta terapêutica. Foi significativamente mais eficaz que o placebo, sem elevar o risco de ciclagem para mania ou hipomania. A LTG foi superior (41%) ao placebo (26%) na profilaxia da ciclagem rápida em 324 pacientes bipolares de tipo I e II, randomizados para 100 a 300 mg/dia de LTG ou placebo, por seis meses. Dois estudos separados, controlados, prospectivos de 18 meses compararam lítio, LTG e placebo no tratamento de manutenção em bipolares de tipo I56-57 com depressão ou mania, hipomania ou estado misto. Nos pacientes, cujo último episódio foi de mania, hipomania ou estado misto, aqueles que tomaram lítio demoraram significativamente mais a desenvolver novos episódios e os do grupo da LTG mais para apresentar depressão.
Na profilaxia de pacientes, cujo último episódio foi depressivo, 463 bipolares estabilizados em monoterapia foram randomizados para cinco grupos: LTG 50 mg, 200 mg ou 400 mg; lítio (0.8 - 1.1 mEq/l) ou placebo.56-57 Os resultados foram semelhantes ao estudo anterior e não houve diferenças significativas entre LTG e lítio, levando em conta o tempo até uma intervenção terapêutica para controle de episódios maníacos ou depressivos.
No uso da LTG, encontrou-se um risco de malformações congénitas maiores de 3% em amostras de mais de 300 gestantes.45 Quando usada em associação com o valproato, esse risco subiu para 11,9%; assim sendo, não deve ser usada em gestantes e nem na amamentação, pelo risco de rash no lactente.
A LTG (Lamotrigina) é um anticonvulsivante derivado da feniltriazina, indicado no tratamento associado de convulsões parciais com ou sem generalização secundária em adolescentes e adultos. Aparentemente, possui o mesmo efeito da OXC, de bloqueio dos canais de sódio e cálcio voltagem-sensíveis. Devido ao risco de rash cutâneo, em geral, 50 a 200 mg diários são suficientes. Quando o paciente faz uso do valproato, as doses iniciais devem ser reduzidas à metade e quando o paciente também toma CBZ, o esquema inicial deve ser dobrado. De modo geral, é bem tolerada pela maioria dos pacientes, entretanto, nas primeiras oito semanas, ela pode causar um rash cutâneo benigno em torno de 10% dos pacientes e rash grave em menos de 0,1%. Pode ser retirada e gradualmente re-introduzida nos casos benignos. Em casos raros pode ocorrer uma reação grave, como a síndrome de Stevens-Johnson. Efeitos colaterais podem incidir em 10% dos pacientes tratados, como insónia e cefaléia transitória; não causa ganho de peso e raramente tonturas, tremores, diplopia, ataxia, náuseas, vista turva e sonolência.
A LTG não afecta o metabolismo de outras drogas, mas substâncias que inibem o citocromo P450, fracção 3A4 (por ex., CBZ), reduzem os níveis séricos da LTG. O valproato inibe o metabolismo da LTG dobrando sua meia-vida e fenitoína, fenobarbital e primidona diminuem seus níveis plasmáticos em cerca de 40%.
Há poucos estudos controlados em mania. Num estudo pequeno, de quatro semanas de duração, 30 pacientes internados em mania foram randomizados para tomarem LTG ou lítio. As diferenças não foram significativas, provavelmente porque as doses de lítio eram baixas. O mesmo problema ocorreu em outro estudo controlado, comparando LTG, lítio e olanzapina em grupos de 15 pacientes, no qual foram encontradas diferenças significativas nas respostas terapêuticas.
Há dois estudos negativos não publicados até o momento. É o único anticonvulsivante superior ao placebo no tratamento da depressão bipolar. Em estudo duplo-cego, controlado com placebo, 195 bipolares de tipo I foram alocados para tomarem 50 mg ou 200 mg de LTG, ou placebo. Após sete semanas, 56%, 48% e 29%, respectivamente, tiveram resposta terapêutica. Foi significativamente mais eficaz que o placebo, sem elevar o risco de ciclagem para mania ou hipomania. A LTG foi superior (41%) ao placebo (26%) na profilaxia da ciclagem rápida em 324 pacientes bipolares de tipo I e II, randomizados para 100 a 300 mg/dia de LTG ou placebo, por seis meses. Dois estudos separados, controlados, prospectivos de 18 meses compararam lítio, LTG e placebo no tratamento de manutenção em bipolares de tipo I56-57 com depressão ou mania, hipomania ou estado misto. Nos pacientes, cujo último episódio foi de mania, hipomania ou estado misto, aqueles que tomaram lítio demoraram significativamente mais a desenvolver novos episódios e os do grupo da LTG mais para apresentar depressão.
Na profilaxia de pacientes, cujo último episódio foi depressivo, 463 bipolares estabilizados em monoterapia foram randomizados para cinco grupos: LTG 50 mg, 200 mg ou 400 mg; lítio (0.8 - 1.1 mEq/l) ou placebo.56-57 Os resultados foram semelhantes ao estudo anterior e não houve diferenças significativas entre LTG e lítio, levando em conta o tempo até uma intervenção terapêutica para controle de episódios maníacos ou depressivos.
No uso da LTG, encontrou-se um risco de malformações congénitas maiores de 3% em amostras de mais de 300 gestantes.45 Quando usada em associação com o valproato, esse risco subiu para 11,9%; assim sendo, não deve ser usada em gestantes e nem na amamentação, pelo risco de rash no lactente.
segunda-feira, 17 de junho de 2013
Medicamentos - Amissulprida
O que é e como se utiliza?
Amissulprida está indicada no tratamento das perturbações esquizofrénicas em fase aguda e crónica, nas quais podem predominar sintomas positivos (tais como ideias delirantes, alucinações, perturbações do pensamento) e/ou sintomas negativos (tais como embotamento afectivo, empobrecimento social e emocional), incluindo doentes com predomínio de sintomas negativos.
A amissulprida, benzamida modificada de recente desenvolvimento na Europa, ganhou status de atípico ao demonstrar, em doses baixas (50mg a 150mg/dia), acção sobre sintomas negativos e afetivos secundários de esquizofrênicos crônicos, além de baixo risco de efeitos motores extrapiramidais nos ensaios clínicos, confirmado, por achados de seletividade límbica, ausência da up-regulation estriatal e propriedades de agonismo dopaminérgico nos experimentos com animais in vivo e in vitro.
Ao contrário de outra benzamída, a remoxiprida, a amissulprida não esteve relacionada à ocorrência de anemia aplástica ou de outras discrasias sanguíneas. Embora em uso clínico corrente como antipsicótico em grande parte da Europa e no Brasil, a amissulprida ainda não foi licenciada para os EUA.
A sua classificação plena como atípico permanece questionável pela constatação de bloqueio dopaminérgico clássico nas faixas de doses maiores (acima de 200mg/dia), com registro de efeitos extrapiramidais e elevações duradouras da prolactina.
Entretanto, ainda recentemente, ensaios clínicos duplo-cegos randomizados foram reunidos em revisão sistemática metanalitica conduzida por autores alemães da Universidade de Munique, que confirmaram seu padrão atípico na clínica.
Propriedades
A amissulprida é um neuroléptico pertencente à classe das benzamidas substituídas, que se caracteriza por rapidez de ação e por objetivo terapêutico bipolar, também com atividade sobre sintomas psicóticos, tanto sobre os chamados sintomas produtivos (alucinação e delírio) quanto os chamados sintomas negativos (apatia, desinteresse...). Após administração oral da amissulprida, sua concentração plasmática máxima é atingida em 3,7 horas, sendo sua biodisponibilidade na ordem de 36%.
O volume de distribuição varia de 9 a 16 l/kg. A amissulprida é eliminada pela urina, principalmente sob forma inalterada; o principal metabólito (um derivado N-óxido) representa de 4 a 10% da quantidade total eliminada. No decurso das primeiras 24 horas a eliminação é rápida (meia-vida de 2 a 3 horas), representando 80 a 98 % da quantidade total eliminada. Após 24 horas, a eliminação torna-se mais lenta, com uma meia-vida de 12 a 19 horas. O clearance renal é de cerca de 300 ml/min.
Indicações
Na dose de 50 a 100 mg/dia a amissulprida é considerada um Ativador Dopaminérgico, portanto, indicada nos estados deficitários e produtivos consequentes à transtornos mentais, mais precisamente em estados depressivos caracterizados por extrema apatia.
Na dose de 400 à 1200 mg/dia a amissulprida é um neuroléptico pertencente à classe das benzamidas substituídas e que se caracteriza por seu perfil terapêutico sobre sintomas psicóticos tanto produtivos quanto deficitários.
Precauções
Em caso de hipertermia, é imperativo suspender o tratamento, uma vez que este sintoma pode ser um dos elementos da síndrome maligna (caracterizada por palidez, hipertermia e distúrbios vegetativos), descrita com o uso de neurolépticos. Esta precaução deve ser observada sobretudo nos casos onde o produto é empregado em doses altas. O efeito sedativo dos neurolépticos pode alterar a vigilância e tornar perigosa a condução de veículos ou a operação de máquinas.
O emprego da amissulprida deve ser cauteloso em pacientes idosos, devido ao risco de uma maior sensibilidade. Em virtude da eliminação urinária do produto, é prudente reduzir a posologia e promover tratamentos descontinuados em presença de insuficiência renal grave. Faz-se necessário acompanhamento rigoroso quando do uso em pacientes epilépticos, em vista da possibilidade de abaixamento do limiar epileptogênico.
Evitar o uso em parkinsonianos, a menos que o tratamento com neurolépticos mostre-se indispensável. A amissulprida não deve ser administrada em pacientes com suspeita de feocromocitoma sem um controle médico rigoroso. Bebidas alcoólicas são fortemente desaconselhadas durante tratamento com a amissulprida.
Interações medicamentosas
A associação com levodopa é desaconselhada em razão do antagonismo recíproco existente entre a levodopa e os neurolépticos. Acredita-se poder a amissulprida potencializar a ação de hipotensores, anti-hipertensivos e depressores do sistema nervoso central, tais como hipnóticos, tranqüilizantes, anestésicos, analgésicos, etc.
Reações Vegetativas
Com doses elevadas, pode ocorrer hipotensão moderada, ainda que raramente.
Variados
Amenorréia, galactorréia, ginecomastia, hiperprolactinemia, ganho de peso.
Doses
Como antipsicótico a posologia deve ser ajustada pelo médico segundo o caso clínico e o estado do paciente. amissulprida 200 mg é particularmente adaptado ao tratamento dos estados produtivos. Nas síndromes psicóticas produtivas, o esquema terapêutico preconizado é de 600 a 1200 mg ao dia.
De forma a possibilitar diferentes regimes de administração, os comprimidos de Amisulprida 200 mg são sulcados. Como ativador dopamínico e antidepressivo Amisulprida deve ser usado 50 mg (1 comprimido) ao dia, no café da manhã, ou a critério médico.
Amissulprida está indicada no tratamento das perturbações esquizofrénicas em fase aguda e crónica, nas quais podem predominar sintomas positivos (tais como ideias delirantes, alucinações, perturbações do pensamento) e/ou sintomas negativos (tais como embotamento afectivo, empobrecimento social e emocional), incluindo doentes com predomínio de sintomas negativos.
A amissulprida, benzamida modificada de recente desenvolvimento na Europa, ganhou status de atípico ao demonstrar, em doses baixas (50mg a 150mg/dia), acção sobre sintomas negativos e afetivos secundários de esquizofrênicos crônicos, além de baixo risco de efeitos motores extrapiramidais nos ensaios clínicos, confirmado, por achados de seletividade límbica, ausência da up-regulation estriatal e propriedades de agonismo dopaminérgico nos experimentos com animais in vivo e in vitro.
Ao contrário de outra benzamída, a remoxiprida, a amissulprida não esteve relacionada à ocorrência de anemia aplástica ou de outras discrasias sanguíneas. Embora em uso clínico corrente como antipsicótico em grande parte da Europa e no Brasil, a amissulprida ainda não foi licenciada para os EUA.
A sua classificação plena como atípico permanece questionável pela constatação de bloqueio dopaminérgico clássico nas faixas de doses maiores (acima de 200mg/dia), com registro de efeitos extrapiramidais e elevações duradouras da prolactina.
Entretanto, ainda recentemente, ensaios clínicos duplo-cegos randomizados foram reunidos em revisão sistemática metanalitica conduzida por autores alemães da Universidade de Munique, que confirmaram seu padrão atípico na clínica.
Propriedades
A amissulprida é um neuroléptico pertencente à classe das benzamidas substituídas, que se caracteriza por rapidez de ação e por objetivo terapêutico bipolar, também com atividade sobre sintomas psicóticos, tanto sobre os chamados sintomas produtivos (alucinação e delírio) quanto os chamados sintomas negativos (apatia, desinteresse...). Após administração oral da amissulprida, sua concentração plasmática máxima é atingida em 3,7 horas, sendo sua biodisponibilidade na ordem de 36%.
O volume de distribuição varia de 9 a 16 l/kg. A amissulprida é eliminada pela urina, principalmente sob forma inalterada; o principal metabólito (um derivado N-óxido) representa de 4 a 10% da quantidade total eliminada. No decurso das primeiras 24 horas a eliminação é rápida (meia-vida de 2 a 3 horas), representando 80 a 98 % da quantidade total eliminada. Após 24 horas, a eliminação torna-se mais lenta, com uma meia-vida de 12 a 19 horas. O clearance renal é de cerca de 300 ml/min.
Indicações
Na dose de 50 a 100 mg/dia a amissulprida é considerada um Ativador Dopaminérgico, portanto, indicada nos estados deficitários e produtivos consequentes à transtornos mentais, mais precisamente em estados depressivos caracterizados por extrema apatia.
Na dose de 400 à 1200 mg/dia a amissulprida é um neuroléptico pertencente à classe das benzamidas substituídas e que se caracteriza por seu perfil terapêutico sobre sintomas psicóticos tanto produtivos quanto deficitários.
Precauções
Em caso de hipertermia, é imperativo suspender o tratamento, uma vez que este sintoma pode ser um dos elementos da síndrome maligna (caracterizada por palidez, hipertermia e distúrbios vegetativos), descrita com o uso de neurolépticos. Esta precaução deve ser observada sobretudo nos casos onde o produto é empregado em doses altas. O efeito sedativo dos neurolépticos pode alterar a vigilância e tornar perigosa a condução de veículos ou a operação de máquinas.
O emprego da amissulprida deve ser cauteloso em pacientes idosos, devido ao risco de uma maior sensibilidade. Em virtude da eliminação urinária do produto, é prudente reduzir a posologia e promover tratamentos descontinuados em presença de insuficiência renal grave. Faz-se necessário acompanhamento rigoroso quando do uso em pacientes epilépticos, em vista da possibilidade de abaixamento do limiar epileptogênico.
Evitar o uso em parkinsonianos, a menos que o tratamento com neurolépticos mostre-se indispensável. A amissulprida não deve ser administrada em pacientes com suspeita de feocromocitoma sem um controle médico rigoroso. Bebidas alcoólicas são fortemente desaconselhadas durante tratamento com a amissulprida.
Interações medicamentosas
A associação com levodopa é desaconselhada em razão do antagonismo recíproco existente entre a levodopa e os neurolépticos. Acredita-se poder a amissulprida potencializar a ação de hipotensores, anti-hipertensivos e depressores do sistema nervoso central, tais como hipnóticos, tranqüilizantes, anestésicos, analgésicos, etc.
Reações Vegetativas
Com doses elevadas, pode ocorrer hipotensão moderada, ainda que raramente.
Variados
Amenorréia, galactorréia, ginecomastia, hiperprolactinemia, ganho de peso.
Doses
Como antipsicótico a posologia deve ser ajustada pelo médico segundo o caso clínico e o estado do paciente. amissulprida 200 mg é particularmente adaptado ao tratamento dos estados produtivos. Nas síndromes psicóticas produtivas, o esquema terapêutico preconizado é de 600 a 1200 mg ao dia.
De forma a possibilitar diferentes regimes de administração, os comprimidos de Amisulprida 200 mg são sulcados. Como ativador dopamínico e antidepressivo Amisulprida deve ser usado 50 mg (1 comprimido) ao dia, no café da manhã, ou a critério médico.
Medicamentos - Ácido Valproico
O Ácido Valpróico (VPA) é um composto químico que tem encontrado uso clínico como anticonvulsivante e estabilizador de drogas, estabilizador de humor e principalmente no tratamento de epilepsia, transtorno bipolar e menos comum na depressão . O VPA também é usado para tratar a enxaqueca e esquizofrenia.
É comercializado sob a marca nomes Depakote, Depakote ER, Depakene, Depacon, Stavzor.
Drogas relacionadas incluem o valproato de sódio, sais de sódio, usado como um anticonvulsivo, e uma formulação combinada, valproato semisódico, usada como estabilizador de humor e, adicionalmente, em os EUA também como um anticonvulsivante.
Ácido valpróico (pelo seu nome oficial''ácido 2-propylvaleric'') foi sintetizado pela primeira vez em 1882 por Burton como um análogo de ácido valérico, encontrado naturalmente em valeriana. Um ácido graxo líquido claro à temperatura ambiente, por muitas décadas o seu uso só foi em laboratórios como um "metabolicamente inertes" solvente para compostos orgânicos.
Em 1962, o pesquisador francês Pierre Eymard por acaso descobriu as propriedades anticonvulsivantes do ácido valpróico ao usá-lo como um veículo para uma série de outros compostos que estavam sendo testados para anti-apreensão em actividade. Ele descobriu que impediu pentylenetetrazol convulsões induzidas em roedores. Desde então, tem sido usado também para a enxaqueca e desordem bipolar.
Apresentação de Acido Valpróico
DEPAKENE (ácido valpróico): embalagens contendo 25 cápsulas com 250 mg de ácido valpróico - Via oral – (Lista nº 5681) DEPAKENE (valproato de sódio): embalagens contendo 25 comprimidos revestidos com 300 mg de valproato de sódio - (liberação entérica) – Via oral – Lista nº D925) DEPAKENE (valproato de sódio): embalagens contendo 50 comprimidos revestidos com o equivalente a 500 mg de ácido valpróico (liberação entérica) – Via oral – (Lista nº E509) DEPAKENE (valproato de sódio): embalagens com 1 frasco de 100 ml e um copo medida - xarope contendo o equivalente a 250 mg de ácido valpróico por 5 ml – Via oral – (Lista nº 5682).
Acido Valpróico - Indicações
DEPAKENE está indicado como monoterápico e adjuvante no tratamento de pacientes com crises parciais complexas que ocorrem isoladamente ou com outros tipos de crises. DEPAKENE está indicado como monoterapia ou tratamento adjuvante no tratamento de ausência simples e complexa, e como adjuvante em pacientes com tipos de convulsões múltiplas que incluem crises de ausência. Ausência simples é definida como breve obscurecimento sensorial ou perda de consciência acompanhada por determinadas descargas epilépticas generalizadas, sem outros sinais clínicos detectáveis. Ausência complexa é a expressão utilizada quando outros sinais também estão presentes.
Ácido Valpróico pode ser utilizado noutras formas de crises epilépticas, por exemplo crises com sintomas mistos (complexos) e crises que se estendem a partir de uma área localizada do cérebro para ambas as metades do cérebro (crises secundárias generalizadas), juntamente com outros medicamentos para tratar crises epilépticas, caso estas formas de crises não respondam ao tratamento antiepiléptico habitual.
Mania, em que se pode sentir muito excitado, eufórico, agitado, entusiasmado ou hiperactivo. A mania ocorre numa doença chamada «perturbação bipolar».
O Ácido Valpróico pode ser utilizado quando o lítio não pode ser usado.
Produtos de marca incluem:
Depakene (Abbott Laboratories nos EUA e Canadá)
Convulex (Pfizer no Reino Unido e Madaus Byk na África do Sul)
Stavzor (Noven Pharmaceuticals Inc.)
Depakine (Sanofi Aventis)
Deprakine (Sanofi Aventis Finlândia)
Epival (Abbott Laboratories EUA e Canadá)
Epilim (Sanofi Synthelabo Austrália)
Encorate (Sun Pharmaceuticals Índia)
Valcote (Abbott Laboratories Argentina)
É comercializado sob a marca nomes Depakote, Depakote ER, Depakene, Depacon, Stavzor.
Drogas relacionadas incluem o valproato de sódio, sais de sódio, usado como um anticonvulsivo, e uma formulação combinada, valproato semisódico, usada como estabilizador de humor e, adicionalmente, em os EUA também como um anticonvulsivante.
Ácido valpróico (pelo seu nome oficial''ácido 2-propylvaleric'') foi sintetizado pela primeira vez em 1882 por Burton como um análogo de ácido valérico, encontrado naturalmente em valeriana. Um ácido graxo líquido claro à temperatura ambiente, por muitas décadas o seu uso só foi em laboratórios como um "metabolicamente inertes" solvente para compostos orgânicos.
Em 1962, o pesquisador francês Pierre Eymard por acaso descobriu as propriedades anticonvulsivantes do ácido valpróico ao usá-lo como um veículo para uma série de outros compostos que estavam sendo testados para anti-apreensão em actividade. Ele descobriu que impediu pentylenetetrazol convulsões induzidas em roedores. Desde então, tem sido usado também para a enxaqueca e desordem bipolar.
Apresentação de Acido Valpróico
DEPAKENE (ácido valpróico): embalagens contendo 25 cápsulas com 250 mg de ácido valpróico - Via oral – (Lista nº 5681) DEPAKENE (valproato de sódio): embalagens contendo 25 comprimidos revestidos com 300 mg de valproato de sódio - (liberação entérica) – Via oral – Lista nº D925) DEPAKENE (valproato de sódio): embalagens contendo 50 comprimidos revestidos com o equivalente a 500 mg de ácido valpróico (liberação entérica) – Via oral – (Lista nº E509) DEPAKENE (valproato de sódio): embalagens com 1 frasco de 100 ml e um copo medida - xarope contendo o equivalente a 250 mg de ácido valpróico por 5 ml – Via oral – (Lista nº 5682).
Acido Valpróico - Indicações
DEPAKENE está indicado como monoterápico e adjuvante no tratamento de pacientes com crises parciais complexas que ocorrem isoladamente ou com outros tipos de crises. DEPAKENE está indicado como monoterapia ou tratamento adjuvante no tratamento de ausência simples e complexa, e como adjuvante em pacientes com tipos de convulsões múltiplas que incluem crises de ausência. Ausência simples é definida como breve obscurecimento sensorial ou perda de consciência acompanhada por determinadas descargas epilépticas generalizadas, sem outros sinais clínicos detectáveis. Ausência complexa é a expressão utilizada quando outros sinais também estão presentes.
Ácido Valpróico pode ser utilizado noutras formas de crises epilépticas, por exemplo crises com sintomas mistos (complexos) e crises que se estendem a partir de uma área localizada do cérebro para ambas as metades do cérebro (crises secundárias generalizadas), juntamente com outros medicamentos para tratar crises epilépticas, caso estas formas de crises não respondam ao tratamento antiepiléptico habitual.
Mania, em que se pode sentir muito excitado, eufórico, agitado, entusiasmado ou hiperactivo. A mania ocorre numa doença chamada «perturbação bipolar».
O Ácido Valpróico pode ser utilizado quando o lítio não pode ser usado.
Produtos de marca incluem:
Depakene (Abbott Laboratories nos EUA e Canadá)
Convulex (Pfizer no Reino Unido e Madaus Byk na África do Sul)
Stavzor (Noven Pharmaceuticals Inc.)
Depakine (Sanofi Aventis)
Deprakine (Sanofi Aventis Finlândia)
Epival (Abbott Laboratories EUA e Canadá)
Epilim (Sanofi Synthelabo Austrália)
Encorate (Sun Pharmaceuticals Índia)
Valcote (Abbott Laboratories Argentina)
quinta-feira, 28 de março de 2013
Medicamentos - Dalmadorm
O que é o Dalmadorm?
O dalmadorm é o flurazepam, um hipnótico (medicação usada para induzir o sono) do grupo dos benzodiazepínicos.
Principais efeitos
A indução ao sono começa em 15 a 20 minutos sendo o pico de acção de 3 a 6 horas e o tempo de duração do efeito de 7 a 8 horas. A eliminação completa do organismo leva mais de um dia.
Como todos os benzodiazepínicos possui o efeito de sedação. O motivo pelo qual se diferencia um tranqüilizante de um hipnótico é seu tempo de acção. Os hipnóticos devem possuir as seguintes características: rápido início de acção para que o utilizador durma logo depois de tomá-lo, e rápido tempo de eliminação para que o utilizador não fique sonolento depois da hora de acordar. Os tranqüilizantes devem agir durante mais tempo e não tão intensamente, permitindo que o efeito de tranqüilização se sobreponha ao hipnótico.
Como é usado ?
O uso da medicação para ajudar a dormir é o modo mais fácil de regularizar o sono, basta tomar um comprimido antes de dormir, mas esta não deve ser a primeira alternativa para se solucionar insónias. Muitas vezes é necessário mudar alguns hábitos como não dormir durante o dia, não tomar mais do que cinco cafés por dia e nenhum café depois das 16:00h; evitar actividades físicas antes de dormir, bem como filmes excitantes. As medicações com possível efeito estimulante devem ser tomadas o mais cedo possível.
Antes que tudo isso seja feito é necessário verificar as causas da insónia. É comum um paciente ter como principal queixa a insónia, mas, na verdade, estar deprimido, por exemplo. Nesses casos um remédio para dormir não vai resolver: tem que ser feito o tratamento para a depressão. Na medida em que os sintomas depressivos cedem (e a insónia é um deles) o sono regulariza-se.
Considerações importantes
Caso, por exemplo, dois comprimidos Dalmadorm não estejam fazendo efeito significa que está na hora de mudar de medicação.
As substâncias que deprimem o cérebro como anti-histamínicos, álcool, barbitúricos potencializam o efeito dos hipnóticos.
O dalmadorm é o flurazepam, um hipnótico (medicação usada para induzir o sono) do grupo dos benzodiazepínicos.
Principais efeitos
A indução ao sono começa em 15 a 20 minutos sendo o pico de acção de 3 a 6 horas e o tempo de duração do efeito de 7 a 8 horas. A eliminação completa do organismo leva mais de um dia.
Como todos os benzodiazepínicos possui o efeito de sedação. O motivo pelo qual se diferencia um tranqüilizante de um hipnótico é seu tempo de acção. Os hipnóticos devem possuir as seguintes características: rápido início de acção para que o utilizador durma logo depois de tomá-lo, e rápido tempo de eliminação para que o utilizador não fique sonolento depois da hora de acordar. Os tranqüilizantes devem agir durante mais tempo e não tão intensamente, permitindo que o efeito de tranqüilização se sobreponha ao hipnótico.
Como é usado ?
O uso da medicação para ajudar a dormir é o modo mais fácil de regularizar o sono, basta tomar um comprimido antes de dormir, mas esta não deve ser a primeira alternativa para se solucionar insónias. Muitas vezes é necessário mudar alguns hábitos como não dormir durante o dia, não tomar mais do que cinco cafés por dia e nenhum café depois das 16:00h; evitar actividades físicas antes de dormir, bem como filmes excitantes. As medicações com possível efeito estimulante devem ser tomadas o mais cedo possível.
Antes que tudo isso seja feito é necessário verificar as causas da insónia. É comum um paciente ter como principal queixa a insónia, mas, na verdade, estar deprimido, por exemplo. Nesses casos um remédio para dormir não vai resolver: tem que ser feito o tratamento para a depressão. Na medida em que os sintomas depressivos cedem (e a insónia é um deles) o sono regulariza-se.
Considerações importantes
Caso, por exemplo, dois comprimidos Dalmadorm não estejam fazendo efeito significa que está na hora de mudar de medicação.
As substâncias que deprimem o cérebro como anti-histamínicos, álcool, barbitúricos potencializam o efeito dos hipnóticos.
sábado, 15 de dezembro de 2012
Mitos & Factos - Remédios psiquiátricos são perigosos e viciam?
Remédios psiquiátricos são perigosos e viciam?
Temos aqui um típico preconceito por generalização. Há remédios psiquiátricos que apresentam riscos e devem ser acompanhados com cuidado, como acontece em toda a medicina. Porém 90% dos psicofármacos são seguros. Os tranquilizantes viciam de facto mas ninguém fica preso aos tranquilizantes por causa disso ao contrário do que a maioria pensa, inclusive muito médicos. O termo dependência é um termo pesado, usado para situações graves como o alcoolismo, dependência à cocaína injectável, etc. A dependência induzida pelos tranquilizantes é 100% reversível, basta que a medicação seja retirada gradualmente. A grande confusão que é que quanto a cronicidade (permanência prolongada) dos sintomas que os tranquilizantes tratam como a ansiedade. Os transtornos de ansiedade frequentemente duram décadas ou toda a vida e quando um paciente obtém os benefícios com a eliminação dos sintomas e posteriormente experimentam retirar o tranquilizante e recaem dos sintomas logo são acusados de estarem dependentes quando na verdade houve uma recaída, ou retorno dos sintomas de ansiedade. É muito difícil diferenciar os sintomas da recaída de ansiedade dos sintomas da abstinência aos tranquilizantes, mas nessas situações a culpa é sempre do remédio, ainda que não seja possível provar. A dependência é única preocupação relevante quanto aos tranquilizantes.
Os antidepressivos apresentam certos perigos. Os do grupo dos tricíclicos podem levar a fatalidades quanto tomados em mega doses, já os inibidores selectivos da recaptação da serotonina não são letais mesmos em mega doses. Alguns antipsicóticos podem provocar problemas na indução eléctrica do coração, o que só é preocupante em cardiopatas, pessoas sem problemas cardíacos não há maiores problemas. Há um antipsocótico que há 30 anos atrás foi relacionado há diversas mortes por inibição das células de defesa e retirado do mercado. Reintroduzido no mercado sob cuidados extremos, não provocou o mesmo efeito.
Crianças não podem tomar psicofármacos? Podem sim, e se beneficiam muito quando precisam deles. No entanto a maioria dos psicofármacos não foi estudada para crianças por isso recomenda-se não usá-la antes que sejam feitos os devidos testes. O fato de uma criança ter precisado de um psicofármaco não significa necessariamente que seja mais grave ou que tenha um futuro menos promissor que outras crianças de sua idade
Temos aqui um típico preconceito por generalização. Há remédios psiquiátricos que apresentam riscos e devem ser acompanhados com cuidado, como acontece em toda a medicina. Porém 90% dos psicofármacos são seguros. Os tranquilizantes viciam de facto mas ninguém fica preso aos tranquilizantes por causa disso ao contrário do que a maioria pensa, inclusive muito médicos. O termo dependência é um termo pesado, usado para situações graves como o alcoolismo, dependência à cocaína injectável, etc. A dependência induzida pelos tranquilizantes é 100% reversível, basta que a medicação seja retirada gradualmente. A grande confusão que é que quanto a cronicidade (permanência prolongada) dos sintomas que os tranquilizantes tratam como a ansiedade. Os transtornos de ansiedade frequentemente duram décadas ou toda a vida e quando um paciente obtém os benefícios com a eliminação dos sintomas e posteriormente experimentam retirar o tranquilizante e recaem dos sintomas logo são acusados de estarem dependentes quando na verdade houve uma recaída, ou retorno dos sintomas de ansiedade. É muito difícil diferenciar os sintomas da recaída de ansiedade dos sintomas da abstinência aos tranquilizantes, mas nessas situações a culpa é sempre do remédio, ainda que não seja possível provar. A dependência é única preocupação relevante quanto aos tranquilizantes.
Os antidepressivos apresentam certos perigos. Os do grupo dos tricíclicos podem levar a fatalidades quanto tomados em mega doses, já os inibidores selectivos da recaptação da serotonina não são letais mesmos em mega doses. Alguns antipsicóticos podem provocar problemas na indução eléctrica do coração, o que só é preocupante em cardiopatas, pessoas sem problemas cardíacos não há maiores problemas. Há um antipsocótico que há 30 anos atrás foi relacionado há diversas mortes por inibição das células de defesa e retirado do mercado. Reintroduzido no mercado sob cuidados extremos, não provocou o mesmo efeito.
Crianças não podem tomar psicofármacos? Podem sim, e se beneficiam muito quando precisam deles. No entanto a maioria dos psicofármacos não foi estudada para crianças por isso recomenda-se não usá-la antes que sejam feitos os devidos testes. O fato de uma criança ter precisado de um psicofármaco não significa necessariamente que seja mais grave ou que tenha um futuro menos promissor que outras crianças de sua idade
domingo, 22 de julho de 2012
Histórias soltas, Testemunhos
Malditos medicamentos
Os sintomas que eu notava com maior frequência e intensidade eram picadas no peito, tonturas e zumbidos nos ouvidos.
Como se não bastasse, ainda sentia dores musculares nas pernas, acompanhadas por uma "escamação" da pele, que me fazia supor ter desidratação.
Fui ao médico de clínica geral e ele disse que eu não tinha nada de especial. Na opinião dele eu era hipocondríaco. No entanto como era um médico que tinha o hábito de receitar por "atacado" prescreveu-me logo uma grande quantidade de medicamentos. Recordo-me apenas dos seguintes:
- Medipax - Stresstabs - Daflon - Doxion - Legalon - Capilarema - Magnesona - Sargenor 5
Estes são apenas os medicamentos de que eu me lembro. Ainda eram mais.
Assim, dados os meus sintomas e a "farmácia" que o médico me receitou, comecei imediatamente a pensar que deveria ter algum problema cardíaco, circulatório e dermatológico.
É óbvio que num quadro destes, um doente pode ser imediatamente considerado hipocondríaco. No entanto, quando o médico não tem respostas para nos dar e os sintomas persistem pensamos o seguinte: "Se não me é diagnosticado nada e os sintomas persistem, provavelmente tenho alguma doença que ainda não é conhecida da medicina".
O meu pensamento baseava-se em que as doenças já existem quando são descobertas. E enquanto a medicina não as consegue identificar, os doentes são considerados como tendo outra doença com sintomas semelhantes ou, pior ainda, não são considerados doentes.
A única certeza que eu tinha era que não me sentia bem, os sintomas eram múltiplos, não me era diagnosticado nada mas eram-me receitados medicamentos.
Ainda me lembro de ir à farmácia para aviar os medicamentos e o farmacêutico olhar para mim com olhar desconfiado e dizer:
- Estes medicamentos são todos para si?
- São.
- Mas você tem aqui vários medicamentos para o mesmo efeito.
- O médico é que mos receitou!
- Eu não lhe devia aviar os medicamentos, mas como foi o médico a receitar, a responsabilidade é dele.
Passados alguns dias, comecei a sentir-me muito fraco. Pensei no que o farmacêutico tinha dito. Tinha ido fazer análises e já sabia o resultado. Tinha alguma anemia.
Disse à minha mãe para chamar o médico a casa, porque não me sentia bem para ir ao consultório dele.
A minha mãe não acreditou e disse que eu não queria fazer o esforço de ir ao médico.
- Irra! - Disse eu.
- Se eu estou a dizer que não consigo ir ao médico, isso quer dizer que eu NÃO CONSIGO IR AO MDICO!!! Percebeste ou tenho que repetir?
A minha mãe não acreditou muito, mas lá chamou o médico ao domicílio. Ele quando chegou viu as análises e perguntou:
- Que medicamentos andas a tomar?
- Aqueles que me receitou! E enumerei-os todos, bem como as respectivas posologias.
O médico disse:
- Olha! Tu tens uma ligeira anemia. Não é nada provocado pelos medicamentos que eu te receitei, mas já agora deixa de tomá-los e vais passar a tomar o seguinte:
E escreveu mais um "testamento" infindável de fármacos. A seguir disse ao meu pai:
- Olhe, não se importa de assinar aqui recibos de 6 (SEIS) consultas? Mas assine recibos salteados, para a numeração não ser seguida.
A caixa do meu pai pagava as consultas aos médicos, baseada nos recibos que os beneficiários assinavam. Era suposto haver boa fé de ambas as partes. Ora quem é o doente para se recusar a fazer o que o médico pede?
Este médico conseguiu rapidamente abrir consultório novo e passado pouco tempo mudar para outro consultório ainda mais recente, noutra localização.
Hoje consta que dá consultas até às 03:00h (três da manhã) e provavelmente continuará a pedir aos seus doentes para numa consulta assinarem 6 recibos.
É de referir que os doentes também são culpados, porque este médico é considerado "MUITO BOM PORQUE RECEITA MEDICAMENTOS MUITO CAROS".
É assim que a "saloiada" dos doentes classifica um médico!
Esqueci rapidamente esta "sanguessuga dos doentes" e comecei a consultar outros médicos.
No entanto eles diziam sempre que eu não tinha nada. Era tudo psicológico e os medicamentos seguiam-se:
- Tofranil - Victan - Tenormin Mite 50 - Xanax
O Xanax é um medicamento que actualmente é receitado, como panaceia para todos os males.
- Doi-lhe a cabeça? Vai tomar Xanax, que isso passa-lhe.
- Está preocupado com alguma coisa que lhe tira o sono? O Xanax resolve-lhe o problema.
- O seu filho de 10 anos anda com problemas na escola? Que tal começar já a tomar Xanax? Assim leva uns anos de "avanço" sobre as outras pessoas.
Para o diabo com o Xanax mais quem o receita! Esta porcaria de medicamento torna as pessoas dependentes, não resolve problema nenhum e em vez de ajudar ainda prejudica. As pessoas tornam-se completamente dependentes dele. E as doses vam sempre aumentando.
Comigo comecei pelo de 0,25mg, passei rapidamente para 0,5mg, 1mg, XR 1mg seguido de XR 2mg. -"Tenho que pôr fim a isto" - pensei eu. Só que é muito difícil. Eles atiraram-me a um poço sem fundo e agora sou eu que tenho de arranjar forças para saír de lá.
Por esta razão é que eu sou totalmente contra a utilização de medicamentos em problemas deste género.
Eu não sou médico. Mas sou doente, o que me dá a vantagem de SENTIR a inutilidade total destas "drogas". Não servem rigorosamente para nada. Apenas servem para camuflar as verdadeiras razões que nos levam à situação de agorafóbicos. Os problemas mantêm-se, ficamos menos sensíveis a eles mas continuamos com os sintomas. E como se não bastasse, cada vez tomamos maiores doses dessas mistelas.
Hoje, travo uma luta desigual contra o Xanax. Sinto a falta dele, mas recuso-me a tomá-lo. Anos a fio a tomar aquele maldito medicamento sem qualquer resultado prático, levaram-me a decidir deixar de o tomar definitivamente. Tenho de reconhecer no entanto que é uma decisão extremamente difícil de cumprir.
A minha situação actual é a seguinte:
Antes tinha problemas e não era dependente do Xanax. Agora continuo a ter os mesmos problemas e estou dependente do medicamento.
As pessoas que mo receitaram deviam indemnizar-me. Não resolveram nada mas quem gasta o dinheiro sou eu.
Os sintomas que eu notava com maior frequência e intensidade eram picadas no peito, tonturas e zumbidos nos ouvidos.
Como se não bastasse, ainda sentia dores musculares nas pernas, acompanhadas por uma "escamação" da pele, que me fazia supor ter desidratação.
Fui ao médico de clínica geral e ele disse que eu não tinha nada de especial. Na opinião dele eu era hipocondríaco. No entanto como era um médico que tinha o hábito de receitar por "atacado" prescreveu-me logo uma grande quantidade de medicamentos. Recordo-me apenas dos seguintes:
- Medipax - Stresstabs - Daflon - Doxion - Legalon - Capilarema - Magnesona - Sargenor 5
Estes são apenas os medicamentos de que eu me lembro. Ainda eram mais.
Assim, dados os meus sintomas e a "farmácia" que o médico me receitou, comecei imediatamente a pensar que deveria ter algum problema cardíaco, circulatório e dermatológico.
É óbvio que num quadro destes, um doente pode ser imediatamente considerado hipocondríaco. No entanto, quando o médico não tem respostas para nos dar e os sintomas persistem pensamos o seguinte: "Se não me é diagnosticado nada e os sintomas persistem, provavelmente tenho alguma doença que ainda não é conhecida da medicina".
O meu pensamento baseava-se em que as doenças já existem quando são descobertas. E enquanto a medicina não as consegue identificar, os doentes são considerados como tendo outra doença com sintomas semelhantes ou, pior ainda, não são considerados doentes.
A única certeza que eu tinha era que não me sentia bem, os sintomas eram múltiplos, não me era diagnosticado nada mas eram-me receitados medicamentos.
Ainda me lembro de ir à farmácia para aviar os medicamentos e o farmacêutico olhar para mim com olhar desconfiado e dizer:
- Estes medicamentos são todos para si?
- São.
- Mas você tem aqui vários medicamentos para o mesmo efeito.
- O médico é que mos receitou!
- Eu não lhe devia aviar os medicamentos, mas como foi o médico a receitar, a responsabilidade é dele.
Passados alguns dias, comecei a sentir-me muito fraco. Pensei no que o farmacêutico tinha dito. Tinha ido fazer análises e já sabia o resultado. Tinha alguma anemia.
Disse à minha mãe para chamar o médico a casa, porque não me sentia bem para ir ao consultório dele.
A minha mãe não acreditou e disse que eu não queria fazer o esforço de ir ao médico.
- Irra! - Disse eu.
- Se eu estou a dizer que não consigo ir ao médico, isso quer dizer que eu NÃO CONSIGO IR AO MDICO!!! Percebeste ou tenho que repetir?
A minha mãe não acreditou muito, mas lá chamou o médico ao domicílio. Ele quando chegou viu as análises e perguntou:
- Que medicamentos andas a tomar?
- Aqueles que me receitou! E enumerei-os todos, bem como as respectivas posologias.
O médico disse:
- Olha! Tu tens uma ligeira anemia. Não é nada provocado pelos medicamentos que eu te receitei, mas já agora deixa de tomá-los e vais passar a tomar o seguinte:
E escreveu mais um "testamento" infindável de fármacos. A seguir disse ao meu pai:
- Olhe, não se importa de assinar aqui recibos de 6 (SEIS) consultas? Mas assine recibos salteados, para a numeração não ser seguida.
A caixa do meu pai pagava as consultas aos médicos, baseada nos recibos que os beneficiários assinavam. Era suposto haver boa fé de ambas as partes. Ora quem é o doente para se recusar a fazer o que o médico pede?
Este médico conseguiu rapidamente abrir consultório novo e passado pouco tempo mudar para outro consultório ainda mais recente, noutra localização.
Hoje consta que dá consultas até às 03:00h (três da manhã) e provavelmente continuará a pedir aos seus doentes para numa consulta assinarem 6 recibos.
É de referir que os doentes também são culpados, porque este médico é considerado "MUITO BOM PORQUE RECEITA MEDICAMENTOS MUITO CAROS".
É assim que a "saloiada" dos doentes classifica um médico!
Esqueci rapidamente esta "sanguessuga dos doentes" e comecei a consultar outros médicos.
No entanto eles diziam sempre que eu não tinha nada. Era tudo psicológico e os medicamentos seguiam-se:
- Tofranil - Victan - Tenormin Mite 50 - Xanax
O Xanax é um medicamento que actualmente é receitado, como panaceia para todos os males.
- Doi-lhe a cabeça? Vai tomar Xanax, que isso passa-lhe.
- Está preocupado com alguma coisa que lhe tira o sono? O Xanax resolve-lhe o problema.
- O seu filho de 10 anos anda com problemas na escola? Que tal começar já a tomar Xanax? Assim leva uns anos de "avanço" sobre as outras pessoas.
Para o diabo com o Xanax mais quem o receita! Esta porcaria de medicamento torna as pessoas dependentes, não resolve problema nenhum e em vez de ajudar ainda prejudica. As pessoas tornam-se completamente dependentes dele. E as doses vam sempre aumentando.
Comigo comecei pelo de 0,25mg, passei rapidamente para 0,5mg, 1mg, XR 1mg seguido de XR 2mg. -"Tenho que pôr fim a isto" - pensei eu. Só que é muito difícil. Eles atiraram-me a um poço sem fundo e agora sou eu que tenho de arranjar forças para saír de lá.
Por esta razão é que eu sou totalmente contra a utilização de medicamentos em problemas deste género.
Eu não sou médico. Mas sou doente, o que me dá a vantagem de SENTIR a inutilidade total destas "drogas". Não servem rigorosamente para nada. Apenas servem para camuflar as verdadeiras razões que nos levam à situação de agorafóbicos. Os problemas mantêm-se, ficamos menos sensíveis a eles mas continuamos com os sintomas. E como se não bastasse, cada vez tomamos maiores doses dessas mistelas.
Hoje, travo uma luta desigual contra o Xanax. Sinto a falta dele, mas recuso-me a tomá-lo. Anos a fio a tomar aquele maldito medicamento sem qualquer resultado prático, levaram-me a decidir deixar de o tomar definitivamente. Tenho de reconhecer no entanto que é uma decisão extremamente difícil de cumprir.
A minha situação actual é a seguinte:
Antes tinha problemas e não era dependente do Xanax. Agora continuo a ter os mesmos problemas e estou dependente do medicamento.
As pessoas que mo receitaram deviam indemnizar-me. Não resolveram nada mas quem gasta o dinheiro sou eu.
sábado, 14 de julho de 2012
Panfleto para dormir
Imagem de um panfleto muito em voga nos primeiros anos desde século, nos consultórios de psiquiatras e psicólogos, que depois de nos encherem de medicamentos viciantes nos davam este pequeno papel, que, segundo eles, no ajudaria a dormir melhor e mais tranquilamente.
Não era de admirar, depois de tomar os medicamentos receitados, isso sim, o sono era irreversível e a vida tornava-nos como uns autómatos controlados por drogas legais.
Eu próprio cai nesta armadilha durante vários anos e se hoje em dia ainda tomo, desenfreadamente, alguns desses medicamentos é por iniciativa própria e porque a minha vida não tem qualquer sentido, logo "andar pedrado", ou " mocado" com grandes carradas de comprimidos sabe-me bem, até me podem chamar de viciado, o que quiserem, o certo é que não tomo nem mais nem menos do que aqueles que todos os dias entram no centro médico e trazem a tão desejada receita com o Lexotan, Bromalex, Xanax, Efexor, Diazepan, Lorenin, etc, etc..... são tantos que até dá para fazer cocktails.
Este panfleto não servia assim, nada mais nada menos, que uma simples desculpa para os doentes, um jogar de areia aos olhos:
Não era de admirar, depois de tomar os medicamentos receitados, isso sim, o sono era irreversível e a vida tornava-nos como uns autómatos controlados por drogas legais.
Eu próprio cai nesta armadilha durante vários anos e se hoje em dia ainda tomo, desenfreadamente, alguns desses medicamentos é por iniciativa própria e porque a minha vida não tem qualquer sentido, logo "andar pedrado", ou " mocado" com grandes carradas de comprimidos sabe-me bem, até me podem chamar de viciado, o que quiserem, o certo é que não tomo nem mais nem menos do que aqueles que todos os dias entram no centro médico e trazem a tão desejada receita com o Lexotan, Bromalex, Xanax, Efexor, Diazepan, Lorenin, etc, etc..... são tantos que até dá para fazer cocktails.
Este panfleto não servia assim, nada mais nada menos, que uma simples desculpa para os doentes, um jogar de areia aos olhos:
Psicofármacos e psicoterapia
Especialistas advertem que psicofármacos só melhoram a ansiedade e a depressão se aliados a psicoterapias.
Para o maioria dos psicanalistas o consumo desenfreado de psicofármacos está mudando até o modo de se compreender o sofrimento. Os conflitos existenciais não fazem parte de uma sociedade em que as pessoas buscam apenas imagens de sucesso:
— O sofrimento hoje é um desvio, uma disfunção cerebral que deve ser corrigida com um medicamento.
A expectativa de solução desse “distúrbio” é imediata, a partir, da própria propaganda dos laboratórios que vendem produtos como drogas do bem-estar.
— Como a indústria precisa expandir a sua base de consumo, há uma tendência mesmo de uso experimental sem controlo
Os psicanalistas concordam que o consumo de psicofármacos é desenfreado porque, segundo eles, são fabricados desenfreadamente.
— O mal-estar do século passado era existencial. Hoje é a depressão, vista como vazio interno, que leva à compulsão, inclusive de calmantes.
Para os psiquiatras, a mania de calmantes não é um fenómeno urbano central, mas alarmante também em cidades e vilas do interior, uma autêntica praga
Pacientes querem apenas receitas de calmantes.
— O calmante é um alívio imediato, mas de nada adiantará se não for associado a um trabalho terapêutico.
As famílias pobres vivem desamparos insolúveis.
— A mulher que não sabe o que faz com o marido bêbado que maltrata os filhos e precisa, ao menos, dormir à noite.
Há os que recorrem às drogas apenas para dormir, um Dormonid ou Stilnox para dormir nos dias em que está excitado demais.
— Se eu passarem a noite acordados, fico simplesmente insuportáveis..
Muitas pessoas também recorrem ao Lexotan ou Bromalex para relaxar
Nos EUA as pílulas são vendidas em supermercados. Você toma e bumba: uma hora depois já estás dormindo. Se dormires, ficas lerdo. Depois de tomar um comprimido, ir à casa de banho, para mim, por exemplo, torna-se uma viagem longa e penosa.
Pesquisa comprova uso irracional de calmantes
Em qualquer farmácia se pode comprovar o alto consumo de psicofármacos, o campeão de vendas é o Lexotan, da Roche, ou o Frontal, da Pharmacia; Olcadyl, da Novartis; Lorax, da Wyeth.....etc, etc.....
Dos antidepressivos, o mais vendido é o Aropax, da Smithkline; depois vem o Zoloft, da Pfizer, e em terceiro o Prozac, da Lilly.
Segundo a OMS trata-se de “uso irracional” de psicotrópicos, segundo constatou pesquisa do Centro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas, que analisou 108.215 milhares de receitas, das quais 42% não estavam preenchidas correctamente. Para os psiquiatras, o problema mais grave é o erro da prescrição, que agora é feita também por clínicos e endocrinologistas. Um calmante ministrado para um paciente com depressão, por exemplo, pode agravar a doença e até levá-lo ao suicídio.
Os efeitos colaterais:
TRANQUILIZANTES: São drogas chamadas de ansiolíticos e indicadas para os transtornos de ansiedade generalizada (TAG), que podem se agravar e levar à angústia e impedem, por exemplo, que a pessoa durma normalmente, segundo o psiquiatra Guilherme Toledo. Os mais comuns são Lexotan, Olcadyl, Frontal, Lorax, Diazepan e Rivotril. São medicamentos perigosos que podem levar à dependência não só psíquica, mas também física, o que torna muito difícil a interrupção do uso continuado. A venda (devia ser) controlada e a receita do médico que o receitou, com o nome do paciente, fica retida na farmácia.
ANTIDEPRESSIVOS: São os antidepressivos tradicionais, conhecidos como tricíclicos, entre eles o Triptanol, Anafranil e Tofranil. São vendidos com receita comum, mas produzem efeitos colaterais como tremores, taquicardias, secura da boca e tonteiras.
INIBIDORES: São os antidepressivos de última geração, conhecidos como inibidores seletivos da captação de serotonina pelo cérebro, entre eles o pioneiro Prozac, seguido de novas drogas como o Aropax, o Zoloft, o Efexor e o Remeron. São conhecidos como as novas drogas do bem-estar e têm a vantagem de não oferecer tantos efeitos colaterais quanto os tricíclicos. Não causam dependência física, apenas dependência psíquica. São vendidos nas farmácias com receituário comum
Para o maioria dos psicanalistas o consumo desenfreado de psicofármacos está mudando até o modo de se compreender o sofrimento. Os conflitos existenciais não fazem parte de uma sociedade em que as pessoas buscam apenas imagens de sucesso:
— O sofrimento hoje é um desvio, uma disfunção cerebral que deve ser corrigida com um medicamento.
A expectativa de solução desse “distúrbio” é imediata, a partir, da própria propaganda dos laboratórios que vendem produtos como drogas do bem-estar.
— Como a indústria precisa expandir a sua base de consumo, há uma tendência mesmo de uso experimental sem controlo
Os psicanalistas concordam que o consumo de psicofármacos é desenfreado porque, segundo eles, são fabricados desenfreadamente.
— O mal-estar do século passado era existencial. Hoje é a depressão, vista como vazio interno, que leva à compulsão, inclusive de calmantes.
Para os psiquiatras, a mania de calmantes não é um fenómeno urbano central, mas alarmante também em cidades e vilas do interior, uma autêntica praga
Pacientes querem apenas receitas de calmantes.
— O calmante é um alívio imediato, mas de nada adiantará se não for associado a um trabalho terapêutico.
As famílias pobres vivem desamparos insolúveis.
— A mulher que não sabe o que faz com o marido bêbado que maltrata os filhos e precisa, ao menos, dormir à noite.
Há os que recorrem às drogas apenas para dormir, um Dormonid ou Stilnox para dormir nos dias em que está excitado demais.
— Se eu passarem a noite acordados, fico simplesmente insuportáveis..
Muitas pessoas também recorrem ao Lexotan ou Bromalex para relaxar
Nos EUA as pílulas são vendidas em supermercados. Você toma e bumba: uma hora depois já estás dormindo. Se dormires, ficas lerdo. Depois de tomar um comprimido, ir à casa de banho, para mim, por exemplo, torna-se uma viagem longa e penosa.
Pesquisa comprova uso irracional de calmantes
Em qualquer farmácia se pode comprovar o alto consumo de psicofármacos, o campeão de vendas é o Lexotan, da Roche, ou o Frontal, da Pharmacia; Olcadyl, da Novartis; Lorax, da Wyeth.....etc, etc.....
Dos antidepressivos, o mais vendido é o Aropax, da Smithkline; depois vem o Zoloft, da Pfizer, e em terceiro o Prozac, da Lilly.
Segundo a OMS trata-se de “uso irracional” de psicotrópicos, segundo constatou pesquisa do Centro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas, que analisou 108.215 milhares de receitas, das quais 42% não estavam preenchidas correctamente. Para os psiquiatras, o problema mais grave é o erro da prescrição, que agora é feita também por clínicos e endocrinologistas. Um calmante ministrado para um paciente com depressão, por exemplo, pode agravar a doença e até levá-lo ao suicídio.
Os efeitos colaterais:
TRANQUILIZANTES: São drogas chamadas de ansiolíticos e indicadas para os transtornos de ansiedade generalizada (TAG), que podem se agravar e levar à angústia e impedem, por exemplo, que a pessoa durma normalmente, segundo o psiquiatra Guilherme Toledo. Os mais comuns são Lexotan, Olcadyl, Frontal, Lorax, Diazepan e Rivotril. São medicamentos perigosos que podem levar à dependência não só psíquica, mas também física, o que torna muito difícil a interrupção do uso continuado. A venda (devia ser) controlada e a receita do médico que o receitou, com o nome do paciente, fica retida na farmácia.
ANTIDEPRESSIVOS: São os antidepressivos tradicionais, conhecidos como tricíclicos, entre eles o Triptanol, Anafranil e Tofranil. São vendidos com receita comum, mas produzem efeitos colaterais como tremores, taquicardias, secura da boca e tonteiras.
INIBIDORES: São os antidepressivos de última geração, conhecidos como inibidores seletivos da captação de serotonina pelo cérebro, entre eles o pioneiro Prozac, seguido de novas drogas como o Aropax, o Zoloft, o Efexor e o Remeron. São conhecidos como as novas drogas do bem-estar e têm a vantagem de não oferecer tantos efeitos colaterais quanto os tricíclicos. Não causam dependência física, apenas dependência psíquica. São vendidos nas farmácias com receituário comum
sexta-feira, 29 de junho de 2012
Medicamentos - Fentanilo - 100 vezes mais potente que a morfina
Fentanilo - marcas incluem Sublimaze, Actiq,
Durogesic, Duragesic, Fentora, Onsolis e Instanyl - é um agonista
μ-opióide primário sintético e um potente analgésico narcótico com uma
curta duração de ação e de início rápido.
Historicamente, tem sido usado para tratar a dor crónica avançada e é comumente usado em pré-procedimentos. Mais recentemente fentanil tem sido usado para alívio da dor primária na forma de patch.
Fentanil é aproximadamente 100 vezes mais potente que a morfina, com 100 microgramas de fentanil aproximadamente equivalente a 10 mg de morfina e 75 mg de petidina (meperidina) na actividade analgésica. Tem uma DL 50 de 3,1 miligramas por quilograma em ratos, 0,03 miligramas por quilo em macacos, e um LD indeterminado 50 nos seres humanos.
Fentanil foi sintetizado pela primeira vez pelo Dr. Paul Janssen, em 1960, após o início da pethedine médica há vários anos. Janssen desenvolveu fentanil mediante a análise de análogos da pethedine de drogas estruturalmente relacionadas a sua atividade opióide. O uso generalizado de fentanil desencadeou a produção de citrato de fentanil (fentanil combinada com citrato na proporção 1:1), que entrou na prática clínica como um anestésico geral, sob o nome comercial Sublimaze na década de 1960. Depois disso, muitos outros análogos fentanil foram desenvolvidos e introduzidos na prática médica, incluindo Sufentanil, alfentanil, remifentanil e Lofentanil.
Em meados de 1990, fentanil viu o seu uso generalizado paliativos primeiro com a introdução clínica do patch Duragesic, seguido na próxima década com a introdução dos primeiros formações de acção rápida prescrição de fentanil para uso pessoal, o pirulito Actiq e comprimidos Fentora bucal . Através do método de entrega de sistemas transdérmicos, fentanil é atualmente o opióide mais utilizado sintética na prática clínica, com vários métodos de entrega nova atualmente em desenvolvimento.
Um número de overdoses fatais fentanil foram diretamente ligada à droga ao longo dos últimos anos. Em particular, os fabricantes de adesivos de liberação de tempo fentanil têm estado sob controlo para produtos defeituosos. Enquanto que o fentanil contidas nas manchas era seguro, um mau funcionamento dos patches causou uma quantidade excessiva de fentanil a vazar e ser absorvida pelos pacientes, resultando em efeitos secundários potencialmente fatais e até morte.
Em 19 de junho de 2007, um veredicto de um júri nos EUA cvhegou aos $5,500.000 dólares foi concedida em um caso contra a Johnson & Johnson subsidiárias Alza Corporation e Produtos Janssen Pharmaceutica, os fabricantes do Duragesic patch de dor fentanil transdérmico. Neste caso, o primeiro julgamento envolvendo um patch federais fentanil, foi julgado no Tribunal Distrital Federal do Distrito Sul da Flórida, West Palm, Divisão Beach. Liderada pelo advogado Jim Orr, do Dallas, Texas baseado Heygood escritório de advocacia, Orr, Reyes, Pearson & Bartolomei (agora Heygood, Orr & Pearson) atingiram o veredicto para a família de Adam Hendelson, um homem de 28 anos da Flórida, que morreu enquanto usava um patch dor fentanil transdérmico.
Em 17 de novembro de 2008, os advogados levam Jim Orr e Michael Heygood a tribunal e ganharam um caso contra a Johnson & Johnson subsidiárias Alza Corporation e Produtos Janssen Pharmaceutica em Cook County Circuit Court, alcançar um veredicto de júri nos EUA de $16.500.000 dólares para a família de 38 anos de idade Janice Di Cosolo, uma mãe de três filhos que morreram enquanto usava o patch em 2004.
Numerosos documentos do caso Dicosolo e outros foram lançados em formato PDF no website DangerousDrugs.US
Historicamente, tem sido usado para tratar a dor crónica avançada e é comumente usado em pré-procedimentos. Mais recentemente fentanil tem sido usado para alívio da dor primária na forma de patch.
Fentanil é aproximadamente 100 vezes mais potente que a morfina, com 100 microgramas de fentanil aproximadamente equivalente a 10 mg de morfina e 75 mg de petidina (meperidina) na actividade analgésica. Tem uma DL 50 de 3,1 miligramas por quilograma em ratos, 0,03 miligramas por quilo em macacos, e um LD indeterminado 50 nos seres humanos.
Fentanil foi sintetizado pela primeira vez pelo Dr. Paul Janssen, em 1960, após o início da pethedine médica há vários anos. Janssen desenvolveu fentanil mediante a análise de análogos da pethedine de drogas estruturalmente relacionadas a sua atividade opióide. O uso generalizado de fentanil desencadeou a produção de citrato de fentanil (fentanil combinada com citrato na proporção 1:1), que entrou na prática clínica como um anestésico geral, sob o nome comercial Sublimaze na década de 1960. Depois disso, muitos outros análogos fentanil foram desenvolvidos e introduzidos na prática médica, incluindo Sufentanil, alfentanil, remifentanil e Lofentanil.
Em meados de 1990, fentanil viu o seu uso generalizado paliativos primeiro com a introdução clínica do patch Duragesic, seguido na próxima década com a introdução dos primeiros formações de acção rápida prescrição de fentanil para uso pessoal, o pirulito Actiq e comprimidos Fentora bucal . Através do método de entrega de sistemas transdérmicos, fentanil é atualmente o opióide mais utilizado sintética na prática clínica, com vários métodos de entrega nova atualmente em desenvolvimento.
Um número de overdoses fatais fentanil foram diretamente ligada à droga ao longo dos últimos anos. Em particular, os fabricantes de adesivos de liberação de tempo fentanil têm estado sob controlo para produtos defeituosos. Enquanto que o fentanil contidas nas manchas era seguro, um mau funcionamento dos patches causou uma quantidade excessiva de fentanil a vazar e ser absorvida pelos pacientes, resultando em efeitos secundários potencialmente fatais e até morte.
Em 19 de junho de 2007, um veredicto de um júri nos EUA cvhegou aos $5,500.000 dólares foi concedida em um caso contra a Johnson & Johnson subsidiárias Alza Corporation e Produtos Janssen Pharmaceutica, os fabricantes do Duragesic patch de dor fentanil transdérmico. Neste caso, o primeiro julgamento envolvendo um patch federais fentanil, foi julgado no Tribunal Distrital Federal do Distrito Sul da Flórida, West Palm, Divisão Beach. Liderada pelo advogado Jim Orr, do Dallas, Texas baseado Heygood escritório de advocacia, Orr, Reyes, Pearson & Bartolomei (agora Heygood, Orr & Pearson) atingiram o veredicto para a família de Adam Hendelson, um homem de 28 anos da Flórida, que morreu enquanto usava um patch dor fentanil transdérmico.
Em 17 de novembro de 2008, os advogados levam Jim Orr e Michael Heygood a tribunal e ganharam um caso contra a Johnson & Johnson subsidiárias Alza Corporation e Produtos Janssen Pharmaceutica em Cook County Circuit Court, alcançar um veredicto de júri nos EUA de $16.500.000 dólares para a família de 38 anos de idade Janice Di Cosolo, uma mãe de três filhos que morreram enquanto usava o patch em 2004.
Numerosos documentos do caso Dicosolo e outros foram lançados em formato PDF no website DangerousDrugs.US
sexta-feira, 22 de junho de 2012
Medicamentos - Lexotan
LEXOTAN - o que é e seus possíveis efeitos
Lexotan - O que é ?
O princípio ativo do Lexotan é o Bromazepam, um tranquilizante do grupo dos benzodiazepínicos.
LEXOTAN - PARA QUE SERVE? (ou deveria servir)
O Lexotan pode ser usado para tratar os distúrbios de ansiedade de uma forma geral, porém como alguns deles como a Fobia Social e o Pânico por exemplo encontram melhor resposta a outros tranquilizantes. Por isso a indicação do Lexotan tem-se dirigido mais para o controle dos estados de tensão decorrentes de problemas da vida pessoal do paciente, bem como sintomas psicossomáticos dos aparelhos cardiovascular, respiratórios, genitourinário, gastroentestinal ou sintomas psicogênicos em geral que se manifestam através de alterações da menstruação ou dores de cabeça.
LEXOTAB - COMO É USADO? (ou como deveria ser...)
A dose média empregada é de 3 comp de 3 mg ao dia. Porém de acordo com cada caso e não tendo o paciente um passado de dependência química a dose pode chegar a 36 mg por dia sob supervisão médica.
O Lexotan não deve ser administrado indefinidamente, mas antes de iniciar o tratamento o médico deve combinar com o paciente como será o tratamento, ou seja, na medida em que os sintomas forem controlados depois de se ter estabilizada a dose da medicação, o Lexotan deve ser mantido por um período de 3 meses aproximadamente.
Acima disso apenas em casos de indicação precisa e contínuo acompanhamento médico.
LEXOTAN - PRINCIPAIS EFEITOS:
Como todo tranquilizante benzodiazepínico o Lexotan proporciona a agradável sensação de bem estar, juntamente com aumento da sonolência e relaxamento muscular. A dependência química que o Lexotan pode induzir não costuma causar problemas, ou seja, com uma lenta e contínua diminuição da dose o organismo geralmente não se ressente pela saída da medicação, o que caracteriza a dependência química. Quanto mais tempo e mais alta a dose do Lexotan maiores as chances de se fazer uma dependência química, mas que conforme dita acima não costuma ser problemática. Contudo pacientes com passado de dependência química podem desenvolver psicológica também, o que complica a retirada da medicação. Por isso o acompanhamento do uso do lexotan deve ser preferencialmente feito por psiquiatras, que conhecem os tipos de personalidade mais propensos ao desenvolvimento de dependência química.
LEXOTAN - DEPENDÊNCIA:
Causam dependência psicológica e física, dependente da dosagem e duração do tratamento.
A dependência física estabelece-se após 6 semanas de uso, mesmo que moderado.
Os problemas de dependência e abstinência/privação são comparáveis aos de outras substâncias que causam dependência, tendo-se transformado, nos países aonde há um uso mais generalizado, num problema de saúde pública, que só agora começa a ser reconhecido na sua verdadeira escala.
O uso crónico cria tolerância obrigando a aumentar a dose para obter os mesmos efeitos, razão por que actualmente não está indicada a sua administração para lá das três semanas, em casos não complicados.
LEXOTAN -ABSTINÊNCIA:
O seu síndrome de privação/abstinência após uso prolongado (mais de 2 meses) inicia-se alguns dias após paragem da administração, atingindo um período ainda desconhecido que pode ir até aos dois, três anos. Caracteriza-se por tremores, tonturas, ansiedade, insónias, perda do apetite, delirium tremens, ilusões, suores, e por vezes convulsões ou psicoses
O início dos sintomas de abstinência é variável, durando poucas horas a uma semana ou mais. Nos casos
menos graves, a sintomatologia da abstinência pode restringir- se a tremor, agitação, insónia, ansiedade,
cefaléia e dificuldade para concentrar-se. Entretanto, podem ocorrer outros sintomas de abstinência, tais como sudorese, espasmos muscular e abdominal, alterações na percepção e, mais raramente delirium e convulsões.
Na ocorrência de sintomas de abstinência, é necessário um acompanhamento médico bem próximo e apoio para o paciente. A interrupção abrupta deve ser evitada e adoptado um esquema de retirada gradual.
DROGADICÇÃO
É o termo genérico criado para compreender qualquer e toda modalidade de adição bioquímica por parte de um ser humano ou a alguma droga (substância química) ou à superveniente interacção entre drogas (substâncias químicas), que seja causada ou precipitada por complexo de factores genéticos, bio-farmacológicos e sociais, aqui incluídos os económico-políticos.
O seu uso prolongado pode vir a causar drogadicção (dependência), bem como superveniente síndrome de abstinência na eventual descontinuação abrupta.
Medicamentos fitoterápicos de suporte, tais como valeriana costumam ser prescritos com sucesso, nessa fase de descontinuação.
LEXOTAN - SUPERDOSAGEM:
Conduta na superdosagem
A superdosagem manifesta- se por estado de confusão total, sono profundo, relaxamento muscular, hiporreflexia a amnésia. Recomenda-se lavagem gástrica, monotorização e tratamento convencional das alterações respiratórias e cardiovasculares.
Nos casos de intoxicações graves por quaisquer benzodiazepínicos (com coma ou sedação grave), recomenda- se o uso do antagonista específico, o flumazenil, na dose inicial de 0,3 mg EV, com incrementos de 0,3 mg a intervalos de 60 segundos, até reversão do coma. No caso dos benzodiazepínicos de meia vida longa pode haver re-sedação, portanto, recomenda-se o uso de flumazenil por infusão endovenosa de 0,1 - 0,4 mg/hora, gota a gota, em glicose a 5% ou cloreto de sódio 0,9%, juntamente com os demais processos de reanimação, desde que o flumazenil não reverta a depressão respiratória.
Nas intoxicações mistas, o flumazenil também pode ser usado para diagnóstico.
CONSIDERAÇÕES IMPORTANTES:
O Lexotan não deve ser usado em pacientes com alergia aos benzodiazepínicos, que sofram de miastenia grave ou que estejam por indução de outras medicações, com redução da actividade do sistema nervoso central.
A eliminação do Lexotan é realizado pelo fígado, por isso deve-se reduzir a dose pela metade nos pacientes que sofrem de insuficiência hepática. Devido a falta de informações é recomendável evitar o uso por gestantes durante o primeiro trimestre.
Tanto o início como a retirada da medicação deve ser gradual, com intervalo de alguns dias para a redução da dose.
Se tem algum a migo ou familiar como sintomas de utilização abusiva deste tipo de drogas, Sugere-se a confirmação dos sintomas e a comparação com o sintomas resultantes de utilização abusiva de bebidas alcoólicas
Lexotan - O que é ?
O princípio ativo do Lexotan é o Bromazepam, um tranquilizante do grupo dos benzodiazepínicos.
LEXOTAN - PARA QUE SERVE? (ou deveria servir)
O Lexotan pode ser usado para tratar os distúrbios de ansiedade de uma forma geral, porém como alguns deles como a Fobia Social e o Pânico por exemplo encontram melhor resposta a outros tranquilizantes. Por isso a indicação do Lexotan tem-se dirigido mais para o controle dos estados de tensão decorrentes de problemas da vida pessoal do paciente, bem como sintomas psicossomáticos dos aparelhos cardiovascular, respiratórios, genitourinário, gastroentestinal ou sintomas psicogênicos em geral que se manifestam através de alterações da menstruação ou dores de cabeça.
LEXOTAB - COMO É USADO? (ou como deveria ser...)
A dose média empregada é de 3 comp de 3 mg ao dia. Porém de acordo com cada caso e não tendo o paciente um passado de dependência química a dose pode chegar a 36 mg por dia sob supervisão médica.
O Lexotan não deve ser administrado indefinidamente, mas antes de iniciar o tratamento o médico deve combinar com o paciente como será o tratamento, ou seja, na medida em que os sintomas forem controlados depois de se ter estabilizada a dose da medicação, o Lexotan deve ser mantido por um período de 3 meses aproximadamente.
Acima disso apenas em casos de indicação precisa e contínuo acompanhamento médico.
LEXOTAN - PRINCIPAIS EFEITOS:
Como todo tranquilizante benzodiazepínico o Lexotan proporciona a agradável sensação de bem estar, juntamente com aumento da sonolência e relaxamento muscular. A dependência química que o Lexotan pode induzir não costuma causar problemas, ou seja, com uma lenta e contínua diminuição da dose o organismo geralmente não se ressente pela saída da medicação, o que caracteriza a dependência química. Quanto mais tempo e mais alta a dose do Lexotan maiores as chances de se fazer uma dependência química, mas que conforme dita acima não costuma ser problemática. Contudo pacientes com passado de dependência química podem desenvolver psicológica também, o que complica a retirada da medicação. Por isso o acompanhamento do uso do lexotan deve ser preferencialmente feito por psiquiatras, que conhecem os tipos de personalidade mais propensos ao desenvolvimento de dependência química.
LEXOTAN - DEPENDÊNCIA:
Causam dependência psicológica e física, dependente da dosagem e duração do tratamento.
A dependência física estabelece-se após 6 semanas de uso, mesmo que moderado.
Os problemas de dependência e abstinência/privação são comparáveis aos de outras substâncias que causam dependência, tendo-se transformado, nos países aonde há um uso mais generalizado, num problema de saúde pública, que só agora começa a ser reconhecido na sua verdadeira escala.
O uso crónico cria tolerância obrigando a aumentar a dose para obter os mesmos efeitos, razão por que actualmente não está indicada a sua administração para lá das três semanas, em casos não complicados.
LEXOTAN -ABSTINÊNCIA:
O seu síndrome de privação/abstinência após uso prolongado (mais de 2 meses) inicia-se alguns dias após paragem da administração, atingindo um período ainda desconhecido que pode ir até aos dois, três anos. Caracteriza-se por tremores, tonturas, ansiedade, insónias, perda do apetite, delirium tremens, ilusões, suores, e por vezes convulsões ou psicoses
O início dos sintomas de abstinência é variável, durando poucas horas a uma semana ou mais. Nos casos
menos graves, a sintomatologia da abstinência pode restringir- se a tremor, agitação, insónia, ansiedade,
cefaléia e dificuldade para concentrar-se. Entretanto, podem ocorrer outros sintomas de abstinência, tais como sudorese, espasmos muscular e abdominal, alterações na percepção e, mais raramente delirium e convulsões.
Na ocorrência de sintomas de abstinência, é necessário um acompanhamento médico bem próximo e apoio para o paciente. A interrupção abrupta deve ser evitada e adoptado um esquema de retirada gradual.
DROGADICÇÃO
É o termo genérico criado para compreender qualquer e toda modalidade de adição bioquímica por parte de um ser humano ou a alguma droga (substância química) ou à superveniente interacção entre drogas (substâncias químicas), que seja causada ou precipitada por complexo de factores genéticos, bio-farmacológicos e sociais, aqui incluídos os económico-políticos.
O seu uso prolongado pode vir a causar drogadicção (dependência), bem como superveniente síndrome de abstinência na eventual descontinuação abrupta.
Medicamentos fitoterápicos de suporte, tais como valeriana costumam ser prescritos com sucesso, nessa fase de descontinuação.
LEXOTAN - SUPERDOSAGEM:
Conduta na superdosagem
A superdosagem manifesta- se por estado de confusão total, sono profundo, relaxamento muscular, hiporreflexia a amnésia. Recomenda-se lavagem gástrica, monotorização e tratamento convencional das alterações respiratórias e cardiovasculares.
Nos casos de intoxicações graves por quaisquer benzodiazepínicos (com coma ou sedação grave), recomenda- se o uso do antagonista específico, o flumazenil, na dose inicial de 0,3 mg EV, com incrementos de 0,3 mg a intervalos de 60 segundos, até reversão do coma. No caso dos benzodiazepínicos de meia vida longa pode haver re-sedação, portanto, recomenda-se o uso de flumazenil por infusão endovenosa de 0,1 - 0,4 mg/hora, gota a gota, em glicose a 5% ou cloreto de sódio 0,9%, juntamente com os demais processos de reanimação, desde que o flumazenil não reverta a depressão respiratória.
Nas intoxicações mistas, o flumazenil também pode ser usado para diagnóstico.
CONSIDERAÇÕES IMPORTANTES:
O Lexotan não deve ser usado em pacientes com alergia aos benzodiazepínicos, que sofram de miastenia grave ou que estejam por indução de outras medicações, com redução da actividade do sistema nervoso central.
A eliminação do Lexotan é realizado pelo fígado, por isso deve-se reduzir a dose pela metade nos pacientes que sofrem de insuficiência hepática. Devido a falta de informações é recomendável evitar o uso por gestantes durante o primeiro trimestre.
Tanto o início como a retirada da medicação deve ser gradual, com intervalo de alguns dias para a redução da dose.
Se tem algum a migo ou familiar como sintomas de utilização abusiva deste tipo de drogas, Sugere-se a confirmação dos sintomas e a comparação com o sintomas resultantes de utilização abusiva de bebidas alcoólicas
Fonte: Vários textos de internet
Se identificar num familiar ou amigo, comportamentos estranhos e se pretender ajudar, procure famílias anónimas - Antes de tudo ajude-se a si próprio, percebendo o problema e a melhor forma de o resolver. Pessoas desinteressadas e com episódios certamente muito idênticos ao seu. senão forem a solução, certamente que farão parte dela
Se identificar num familiar ou amigo, comportamentos estranhos e se pretender ajudar, procure famílias anónimas - Antes de tudo ajude-se a si próprio, percebendo o problema e a melhor forma de o resolver. Pessoas desinteressadas e com episódios certamente muito idênticos ao seu. senão forem a solução, certamente que farão parte dela
domingo, 17 de junho de 2012
Medicamentos - Diazepam
O que é ?
O princípio activo do diazepan é o diazepam, um tranquilizante do grupo dos benzodiazepínicos.
Para que serve ?
A principal finalidade de uso dessa medicação é o tratamento dos transtornos de ansiedade, sendo portanto necessários um diagnóstico e uma indicação feita pelo médico. Pode ser usado, desde que de forma limitada, para controlar a tensão nervosa devida a algum acontecimento estressante, mesmo que não exista um distúrbio de ansiedade propriamente dito.
Como é usado ?
A dose da medicação deve ser administrada de acordo com cada paciente, ou seja, a medicação deve promover o máximo de conforto (tranquilização) com o mínimo de efeitos colaterais, para isso a dose deve começar baixa e ser aumentado aos poucos, ou o comprimido dividido, ajustando-se a dose às necessidades do paciente. A hora da administração da medicação também deve ser avaliada conforme cada caso. Os pacientes que não estejam dormindo bem podem concentrar os comprimidos a noite, como a eliminação dessa medicação é lenta, durante o dia seguinte ela continuará fazendo efeito. Já as pessoas que sentem-se muito tensas durante o dia e não ficam sonolentas, a medicação pode ser administrada ao longo do dia.
Principais efeitos
O principal efeito dos benzodiazepínicos em geral é o relaxamento. Como a ansiedade mesmo quando normal é um efeito desagradável, muitas pessoas sentem vontade de tomar este remédio sempre que se sentem tensas. Isto não é bom, é o primeiro passo para a dependência química, por isso estas medicações devem ser vendidas sob controle médico. A indicação de um tranquilizante só é feita quando as atividades habituais foram prejudicas, porque um certo grau de tensão muitas vezes é benéfico e até necessário na vida. Cabe ao psiquiatra - e apenas ele - determinar se há ou não benecífio em controlar a ansiedade com as medicações. Já para os distúrbios de ansiedade a indicação de um tranquilizante é sempre conveniente. O segundo efeito é o relaxamento da musculatura voluntária, servindo inclusive como anticonvulsivante, é a medicação de primeira escolha para interromper um convulsão. Outras indicações comuns são para as complicações relacionadas ao alcoolismo como o controle da Abstinência Alcoólica e do Delirium Tremens.
Os principais efeitos colaterais são: sonolência, tonteiras, prejuízo na memória, fadiga, leve queda da pressão arterial; estes efeitos acometem menos de 10% dos pacientes. Outros efeitos menos comuns que incidem sobre em menos de 1% das pessoas são: descoordenação motora, exitação (efeito paradoxal), insônia, síncope (desmaiar), náuseas, zumbidos, tremores.
A questão da dependência aos tranquilizantes deve ser vista com muita moderação. A palavra dependência é muito forte, como geralmente é usada para designar estados muito fortes como os causados por álcool, morfina ou heroína, o público leigo tende a julgar que a dependência causada pelos tranquilizantes é igualmente forte, o que é um engano. A ampla manifestação social desse engano dá a impressão de que é verdade, mas a dependência induzida pelos tranquilizantes é leve e reversível, sendo que os benefícios proporcionados por eles supera em muito os efeitos colaterais. O equívoco existente quanto ao poder de dependência dos tranquilizantes é reforçado pelo fato dos transtornos de ansiedade serem crónicos, sempre que se suspende o tratamento os sintomas voltam, o que leva as pessoas a julgarem erradamente que estão dependentes da medicação quando na verdade não se restabeleceram do transtorno. A pior consequência desse engano é ver muitos e muitos pacientes sofrendo desnecessariamente por medo de ficarem dependentes das medicações, tendo sua qualidade de vida prejudicada com base em crenças infundadas e equivocadas.
Considerações importantes
A acção dessa medicação assim como dos demais do grupo é aumentar a acção do ácido gama animobutírico no cérebro, através deste mecanismo é que esses tranquilizantes exercem seu efeito terapêutico. Esta medicação é segura, mesmo no caso de intoxicação não costuma haver risco de vida, a menos que outras substâncias que deprimam o cérebro estejam presentes como álcool ou barbitúricos. O uso do álcool concomitante não está proibido, mas o usuário deve ter cautela pois a sedação será maior, prejudicando os reflexos principalmente ao dirigir ou manipular máquinas que apresentem risco em potencial. As únicas contra-indicações são para as pessoas que têm alergia ao seu princípio activo, sofram de Miastenia grave, ou apresentem algum risco de depressão da actividade do sistema nervoso central como nos traumatismos cranianos. Há evidências de risco em feto humano, embora alguns dos malefícios que antes se pensava existirem, hoje sabe-se que não existem, como o lábio leporino, mesmo assim seu uso no primeiro trimestre só deve ser feito se o benefício justificar o risco (que é pequeno, aproximadamente 3%). A medicação quando tomada pela mãe que amamenta, é transmitido para o leite e o lactente acaba tomando-a também.
O princípio activo do diazepan é o diazepam, um tranquilizante do grupo dos benzodiazepínicos.
Para que serve ?
A principal finalidade de uso dessa medicação é o tratamento dos transtornos de ansiedade, sendo portanto necessários um diagnóstico e uma indicação feita pelo médico. Pode ser usado, desde que de forma limitada, para controlar a tensão nervosa devida a algum acontecimento estressante, mesmo que não exista um distúrbio de ansiedade propriamente dito.
Como é usado ?
A dose da medicação deve ser administrada de acordo com cada paciente, ou seja, a medicação deve promover o máximo de conforto (tranquilização) com o mínimo de efeitos colaterais, para isso a dose deve começar baixa e ser aumentado aos poucos, ou o comprimido dividido, ajustando-se a dose às necessidades do paciente. A hora da administração da medicação também deve ser avaliada conforme cada caso. Os pacientes que não estejam dormindo bem podem concentrar os comprimidos a noite, como a eliminação dessa medicação é lenta, durante o dia seguinte ela continuará fazendo efeito. Já as pessoas que sentem-se muito tensas durante o dia e não ficam sonolentas, a medicação pode ser administrada ao longo do dia.
Principais efeitos
O principal efeito dos benzodiazepínicos em geral é o relaxamento. Como a ansiedade mesmo quando normal é um efeito desagradável, muitas pessoas sentem vontade de tomar este remédio sempre que se sentem tensas. Isto não é bom, é o primeiro passo para a dependência química, por isso estas medicações devem ser vendidas sob controle médico. A indicação de um tranquilizante só é feita quando as atividades habituais foram prejudicas, porque um certo grau de tensão muitas vezes é benéfico e até necessário na vida. Cabe ao psiquiatra - e apenas ele - determinar se há ou não benecífio em controlar a ansiedade com as medicações. Já para os distúrbios de ansiedade a indicação de um tranquilizante é sempre conveniente. O segundo efeito é o relaxamento da musculatura voluntária, servindo inclusive como anticonvulsivante, é a medicação de primeira escolha para interromper um convulsão. Outras indicações comuns são para as complicações relacionadas ao alcoolismo como o controle da Abstinência Alcoólica e do Delirium Tremens.
Os principais efeitos colaterais são: sonolência, tonteiras, prejuízo na memória, fadiga, leve queda da pressão arterial; estes efeitos acometem menos de 10% dos pacientes. Outros efeitos menos comuns que incidem sobre em menos de 1% das pessoas são: descoordenação motora, exitação (efeito paradoxal), insônia, síncope (desmaiar), náuseas, zumbidos, tremores.
A questão da dependência aos tranquilizantes deve ser vista com muita moderação. A palavra dependência é muito forte, como geralmente é usada para designar estados muito fortes como os causados por álcool, morfina ou heroína, o público leigo tende a julgar que a dependência causada pelos tranquilizantes é igualmente forte, o que é um engano. A ampla manifestação social desse engano dá a impressão de que é verdade, mas a dependência induzida pelos tranquilizantes é leve e reversível, sendo que os benefícios proporcionados por eles supera em muito os efeitos colaterais. O equívoco existente quanto ao poder de dependência dos tranquilizantes é reforçado pelo fato dos transtornos de ansiedade serem crónicos, sempre que se suspende o tratamento os sintomas voltam, o que leva as pessoas a julgarem erradamente que estão dependentes da medicação quando na verdade não se restabeleceram do transtorno. A pior consequência desse engano é ver muitos e muitos pacientes sofrendo desnecessariamente por medo de ficarem dependentes das medicações, tendo sua qualidade de vida prejudicada com base em crenças infundadas e equivocadas.
Considerações importantes
A acção dessa medicação assim como dos demais do grupo é aumentar a acção do ácido gama animobutírico no cérebro, através deste mecanismo é que esses tranquilizantes exercem seu efeito terapêutico. Esta medicação é segura, mesmo no caso de intoxicação não costuma haver risco de vida, a menos que outras substâncias que deprimam o cérebro estejam presentes como álcool ou barbitúricos. O uso do álcool concomitante não está proibido, mas o usuário deve ter cautela pois a sedação será maior, prejudicando os reflexos principalmente ao dirigir ou manipular máquinas que apresentem risco em potencial. As únicas contra-indicações são para as pessoas que têm alergia ao seu princípio activo, sofram de Miastenia grave, ou apresentem algum risco de depressão da actividade do sistema nervoso central como nos traumatismos cranianos. Há evidências de risco em feto humano, embora alguns dos malefícios que antes se pensava existirem, hoje sabe-se que não existem, como o lábio leporino, mesmo assim seu uso no primeiro trimestre só deve ser feito se o benefício justificar o risco (que é pequeno, aproximadamente 3%). A medicação quando tomada pela mãe que amamenta, é transmitido para o leite e o lactente acaba tomando-a também.
sexta-feira, 8 de junho de 2012
Medicamentos - Halcion
O que é?
O halcion é o triazolam, um potente benzodiazepínico indutor do sono
Efeitos
O triazolam é caracterizado por actuar intensamente durante um curto intervalo de tempo, sendo considerado dos mais fortes soníferos produzidos. Além dos efeitos colaterais comuns aos benzodiazepínicos o trizolam pode provocar lacunas de memória onde a pessoa sob efeito dessa medicação adopta comportamentos estranhos à sua própria natureza sem que depois venha a se recordar disso. Esse efeito talvez só ocorra em pessoas predispostas a alterações de comportamento quando entorpecidas, uma vez que factos semelhantes podem ser observados em certas pessoas quando alcoolizadas. Assim não se pode atribuir a essa medicação a característica de induzir a comportamentos anormais. Nem todas as pessoas que tomam essa medicação estão sujeitas a apresentar esta reacção indesejável. O trizolam foi reintroduzido no mercado por mostrar-se seguro para o uso normal
Desfrutem porque isto é material que não se apanha todos os dias!
Efeitos
O triazolam é caracterizado por actuar intensamente durante um curto intervalo de tempo, sendo considerado dos mais fortes soníferos produzidos. Além dos efeitos colaterais comuns aos benzodiazepínicos o trizolam pode provocar lacunas de memória onde a pessoa sob efeito dessa medicação adopta comportamentos estranhos à sua própria natureza sem que depois venha a se recordar disso. Esse efeito talvez só ocorra em pessoas predispostas a alterações de comportamento quando entorpecidas, uma vez que factos semelhantes podem ser observados em certas pessoas quando alcoolizadas. Assim não se pode atribuir a essa medicação a característica de induzir a comportamentos anormais. Nem todas as pessoas que tomam essa medicação estão sujeitas a apresentar esta reacção indesejável. O trizolam foi reintroduzido no mercado por mostrar-se seguro para o uso normal
Desfrutem porque isto é material que não se apanha todos os dias!
segunda-feira, 4 de junho de 2012
Medicamentos - Altrox
O que é e para que serve ?
O altrox é o alprazolam, um tranquilizante do grupo dos benzodiazepínicos. Caracteriza-se por ser um tranqüilizante de alta potência sendo bastante eficaz no controle dos sintomas dos transtornos ansiedade e no controle dos estados tensionais não patológicos (devido a situações normais da vida). Possui também um ótimo efeito sedativo, auxiliando os pacientes com dificuldades em dormir.
Como é usado?
O seu efeito dura aproximadamente 12 horas, por isso pode ser usado nas horas que forem mais necessárias. Caso a dificuldade principal seja para dormir, usa-se à noite: caso os sintomas sejam mais proeminentes de dia pode ser tomado de manhã. Caso tanto o dia quanto a noite estejam comprometidos, a administração pode ser feita duas vezes ao dia. A dose da medicação deve seguir o resultado obtido: considerando sempre os benefícios e prejuízos conferidos pela medicação, ou seja, o máximo de tranquilização com o mínimo de sedação diurna.
Principais efeitos
A tranqüilidade induzida e o controle dos sinais e sintomas da medicação são marcantes. Da mesma forma ao se retirar a medicação pode ocorrer irritabilidade, insônia, tonteiras, enjôo, dores de cabeça, cansaço, dores musculares. Por isso a retirada deve ser lenta, respeitando um intervalo de alguns dias para a diminuição da dose.
Os efeitos colaterais são os mesmos dos demais tranquilizantes: esquecimento, tonteiras e vertigem além de reações alérgicas na pele numa minoria das pessoas.
Considerações importantes
Devido a sua grande eficácia e suas características farmacológicas esta medicação possui um risco considerável de indução à dependência física, o que não deve assustar o consumidor. Sob orientação médica a dependência induzida é absolutamente reversível. Esta dependência só se torna mais difícil de ser controlada nos pacientes com passado de dependência química e com certos transtornos da personalidade.
O altrox é o alprazolam, um tranquilizante do grupo dos benzodiazepínicos. Caracteriza-se por ser um tranqüilizante de alta potência sendo bastante eficaz no controle dos sintomas dos transtornos ansiedade e no controle dos estados tensionais não patológicos (devido a situações normais da vida). Possui também um ótimo efeito sedativo, auxiliando os pacientes com dificuldades em dormir.
Como é usado?
O seu efeito dura aproximadamente 12 horas, por isso pode ser usado nas horas que forem mais necessárias. Caso a dificuldade principal seja para dormir, usa-se à noite: caso os sintomas sejam mais proeminentes de dia pode ser tomado de manhã. Caso tanto o dia quanto a noite estejam comprometidos, a administração pode ser feita duas vezes ao dia. A dose da medicação deve seguir o resultado obtido: considerando sempre os benefícios e prejuízos conferidos pela medicação, ou seja, o máximo de tranquilização com o mínimo de sedação diurna.
Principais efeitos
A tranqüilidade induzida e o controle dos sinais e sintomas da medicação são marcantes. Da mesma forma ao se retirar a medicação pode ocorrer irritabilidade, insônia, tonteiras, enjôo, dores de cabeça, cansaço, dores musculares. Por isso a retirada deve ser lenta, respeitando um intervalo de alguns dias para a diminuição da dose.
Os efeitos colaterais são os mesmos dos demais tranquilizantes: esquecimento, tonteiras e vertigem além de reações alérgicas na pele numa minoria das pessoas.
Considerações importantes
Devido a sua grande eficácia e suas características farmacológicas esta medicação possui um risco considerável de indução à dependência física, o que não deve assustar o consumidor. Sob orientação médica a dependência induzida é absolutamente reversível. Esta dependência só se torna mais difícil de ser controlada nos pacientes com passado de dependência química e com certos transtornos da personalidade.
sexta-feira, 27 de abril de 2012
Abuso de comprimidos já ultrapassa drogas ilegais
O fenómeno da
contrafacção de medicamentos e do consumo fora do controlo médico não é
novo. Mas, alerta o OICE, "tornou-se numa questão séria" e está a
crescer exponencialmente. A culpa é das novas tecnologias. "Os
traficantes estão a recorrer a maneiras inovadoras de desviar estas
substâncias, nomeadamente à distribuição transnacional de medicamentos
contrafeitos e à utilização da Internet e dos serviços postais e de
correio especial." No caso da contrafacção de remédios, "o perigo é real
e considerável", em particular nos países em desenvolvimento, onde
representam 25 a 50% dos produtos em circulação.
A Internet é apontada como "um mercado global de droga". Não só pela venda de substâncias ilícitas, como pelo facto de haver sites onde os consumidores podem ir buscar receitas e criar as suas drogas caseiras. "Com a ajuda de instruções, retiram as substâncias activas e separam-nas dos outros ingredientes, o que permite preparar produtos mais potentes", alerta o relatório.
Ao contrário de Portugal, onde a lei não permite ainda farmácias online, há países onde estas foram autorizadas para aumentar o acesso ao medicamento. Contudo, o relatório cita um estudo recente e refere que das 187 farmácias virtuais analisadas, 89% não exigem receita médica, mas vendem psicotrópicos, opióides e estimulantes em grandes quantidades. Outro estudo referido pelo OICE aponta para que 88% dos medicamentos vendidos pela Internet sejam importados ilegalmente.
Por isso, o organismo das Nações Unidas pede aos estados que apertem o cerco a esta realidade, com um endurecimento das respectivas leis, com mais meios de detecção e com campanhas de informação à população e aos médicos.
A prova dos "graves riscos para a saúde" que estes abusos acarretam é dada com o aumento do número de mortes por sobredosagem de medicamentos sujeitos a receita médica.
O documento aponta vários motivos de preocupação. Nos EUA, o abuso de analgésicos, estimulantes, sedativos e tranquilizantes está à frente do consumo de todas as drogas, à excepção da cannabis. São já 15,1 milhões de pessoas que abusam dos fármacos que estão à venda para tratar doenças. Em 1992, este número era de metade. Mas o problema está longe de estar circunscrito aos americanos. Na Europa, o exemplo vai para os países escandinavos e para a França, onde 20 a 25% da buprenorfina (usada nos tratamentos de substituição opiácea) pode estar a ser desviada para o mercado ilícito.
Portugal não aparece referido pelo relatório neste campo, mas dados recentes mostram que é dos países europeus com maior consumo de benzodiazepinas (ver texto da página ao lado). Questionado sobre o assunto, o Instituto Nacional da Farmácia e do Medicamento (Infarmed) garante que os últimos números apontam para uma redução do uso destes medicamentos psicotrópicos
(Fonte DN)
A Internet é apontada como "um mercado global de droga". Não só pela venda de substâncias ilícitas, como pelo facto de haver sites onde os consumidores podem ir buscar receitas e criar as suas drogas caseiras. "Com a ajuda de instruções, retiram as substâncias activas e separam-nas dos outros ingredientes, o que permite preparar produtos mais potentes", alerta o relatório.
Ao contrário de Portugal, onde a lei não permite ainda farmácias online, há países onde estas foram autorizadas para aumentar o acesso ao medicamento. Contudo, o relatório cita um estudo recente e refere que das 187 farmácias virtuais analisadas, 89% não exigem receita médica, mas vendem psicotrópicos, opióides e estimulantes em grandes quantidades. Outro estudo referido pelo OICE aponta para que 88% dos medicamentos vendidos pela Internet sejam importados ilegalmente.
Por isso, o organismo das Nações Unidas pede aos estados que apertem o cerco a esta realidade, com um endurecimento das respectivas leis, com mais meios de detecção e com campanhas de informação à população e aos médicos.
A prova dos "graves riscos para a saúde" que estes abusos acarretam é dada com o aumento do número de mortes por sobredosagem de medicamentos sujeitos a receita médica.
O documento aponta vários motivos de preocupação. Nos EUA, o abuso de analgésicos, estimulantes, sedativos e tranquilizantes está à frente do consumo de todas as drogas, à excepção da cannabis. São já 15,1 milhões de pessoas que abusam dos fármacos que estão à venda para tratar doenças. Em 1992, este número era de metade. Mas o problema está longe de estar circunscrito aos americanos. Na Europa, o exemplo vai para os países escandinavos e para a França, onde 20 a 25% da buprenorfina (usada nos tratamentos de substituição opiácea) pode estar a ser desviada para o mercado ilícito.
Portugal não aparece referido pelo relatório neste campo, mas dados recentes mostram que é dos países europeus com maior consumo de benzodiazepinas (ver texto da página ao lado). Questionado sobre o assunto, o Instituto Nacional da Farmácia e do Medicamento (Infarmed) garante que os últimos números apontam para uma redução do uso destes medicamentos psicotrópicos
(Fonte DN)
sexta-feira, 28 de janeiro de 2011
Lexotan 3mg
O que há de tão especial no Lexotan?
Os tranquilizantes benzodiazeínicos (practicamente todos os tranquilizantes usado na práctica médica) são medicações bastante seguras que só não tiveram a sua utilização mais disseminada devido ao potencial de dependência que pode conferir aos pacientes, mas que na prática é bem menos perigoso do que geralmente se supõe. Mas sendo os tranquilizantes aproximadamente equivalentes porque alguns são mais utilizado que outros? Basicamente devido ao marketing feito sobre eles. Como o princípio activo do lexotan (o bromazepan) é relativamente suave e como quem mais prescreve tranquilizantes são os clínicos, cardiologistas e ginecologistas, à frente dos psiquiatras, a propaganda realizada com esta medicação proporcionou grande sucesso entre esses profissionais, primeiro pela eficácia conferida, depois pelo baixo potencial de dependência proporcionado.
O que é ?
O princípio activo lexotan é o bromazepam, um tranquilizante do grupo dos benzodiazepínicos.
Para que serve ?
Pode ser usado para tratar os distúrbios de ansiedade de uma forma geral, porém alguns deles como a fobia social e o pânico, por exemplo, encontram melhor resposta com outros tranquilizantes. Por isso sua indicação tem se dirigido mais para o controle dos estados de tensão decorrentes de problemas da vida pessoal do paciente, bem como sintomas psicossomáticos dos aparelhos cardiovascular, respiratórios, genitourinário, gastroentestinal ou sintomas psicogênicos em geral que se manifestam através de alterações da menstruação ou dores de cabeça.
Como é usado ?
A dose média empregada é de 3 comp de 3 mg ao dia. Porém de acordo com acada caso e não tendo o paciente um passado de dependência química a dose pode chegar a 36 mg por dia sob supervisão médica. Não deve ser administrado indefinidamente, mas antes de iniciar o tratamento o médico deve combinar com o paciente como será o tratamento, ou seja, na medida em que os sintomas forem controlados deve-se estabilizar a dose da medicação por um período de 3 meses aproximadamente.
Principais efeitos
Como todo tranquilizante benzodiazepínico proporciona a agradável sensação de bem estar, juntamente com aumento da sonolência e relaxamento muscular. A dependência química que pode induzir não costuma causar problemas, ou seja, com uma lenta e contínua diminuição da dose o organismo geralmente não se ressente pela saída da medicação, o que caracteriza a dependência química. Quanto mais tempo e mais alta a dose, maiores as chances de se fazer uma dependência química, mas que conforme dita acima não costuma ser problemática. Contudo pacientes com passado de dependência química podem desenvolver psicológica também, o que complica a retirada da medicação. Por isso o acompanhamento do seu uso deve ser preferencialmente feito por psiquiatras, que conhecem os tipos de personalidade mais propensos ao desenvolvimento de dependência química.
Os tranquilizantes benzodiazeínicos (practicamente todos os tranquilizantes usado na práctica médica) são medicações bastante seguras que só não tiveram a sua utilização mais disseminada devido ao potencial de dependência que pode conferir aos pacientes, mas que na prática é bem menos perigoso do que geralmente se supõe. Mas sendo os tranquilizantes aproximadamente equivalentes porque alguns são mais utilizado que outros? Basicamente devido ao marketing feito sobre eles. Como o princípio activo do lexotan (o bromazepan) é relativamente suave e como quem mais prescreve tranquilizantes são os clínicos, cardiologistas e ginecologistas, à frente dos psiquiatras, a propaganda realizada com esta medicação proporcionou grande sucesso entre esses profissionais, primeiro pela eficácia conferida, depois pelo baixo potencial de dependência proporcionado.
O que é ?
O princípio activo lexotan é o bromazepam, um tranquilizante do grupo dos benzodiazepínicos.
Para que serve ?
Pode ser usado para tratar os distúrbios de ansiedade de uma forma geral, porém alguns deles como a fobia social e o pânico, por exemplo, encontram melhor resposta com outros tranquilizantes. Por isso sua indicação tem se dirigido mais para o controle dos estados de tensão decorrentes de problemas da vida pessoal do paciente, bem como sintomas psicossomáticos dos aparelhos cardiovascular, respiratórios, genitourinário, gastroentestinal ou sintomas psicogênicos em geral que se manifestam através de alterações da menstruação ou dores de cabeça.
Como é usado ?
A dose média empregada é de 3 comp de 3 mg ao dia. Porém de acordo com acada caso e não tendo o paciente um passado de dependência química a dose pode chegar a 36 mg por dia sob supervisão médica. Não deve ser administrado indefinidamente, mas antes de iniciar o tratamento o médico deve combinar com o paciente como será o tratamento, ou seja, na medida em que os sintomas forem controlados deve-se estabilizar a dose da medicação por um período de 3 meses aproximadamente.
Principais efeitos
Como todo tranquilizante benzodiazepínico proporciona a agradável sensação de bem estar, juntamente com aumento da sonolência e relaxamento muscular. A dependência química que pode induzir não costuma causar problemas, ou seja, com uma lenta e contínua diminuição da dose o organismo geralmente não se ressente pela saída da medicação, o que caracteriza a dependência química. Quanto mais tempo e mais alta a dose, maiores as chances de se fazer uma dependência química, mas que conforme dita acima não costuma ser problemática. Contudo pacientes com passado de dependência química podem desenvolver psicológica também, o que complica a retirada da medicação. Por isso o acompanhamento do seu uso deve ser preferencialmente feito por psiquiatras, que conhecem os tipos de personalidade mais propensos ao desenvolvimento de dependência química.
sexta-feira, 20 de março de 2009
quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009
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