A figura da morte mais ou menos como a conhecemos hoje, e , especificamente, como ela povoa o imaginário colectivo de cada um de nós, ou se apenas mesmo num grupo restricto, como eu, é uma entidade cruel que vai aparecer na Baixa Idade Média, mais especificamente durante a crise do século XIV. Havia uma fome generalizada na Europa, e aliada a isso, sobreveio a peste negra, que povoou os pesadelos das pessoas a cada 15 ou 20 anos, o tempo de intervalo entre os ciclos epidémicos. Nunca antes tanta gente morrera e a abundância de cadáveres fabricados por uma doença e igualava ricos e pobres, nobres e burgueses, exigia medidas drásticas: se no começo se tomava o cuidado de sepultar individualmente os mortos, ao longo das epidemias vão surgindo as covas colectivas e muitos corpos ficavam para serem incinerados (o que é uma heresia do ponto de vista da ressurreição da carne, um fortíssimo dogma católico). É neste momento que vai surgir à simbologia da morte como um esqueleto munido de foice, gargalhando enquanto mata a todos da mesma maneira. A imagem da morte estava para sempre modificada.
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terça-feira, 26 de maio de 2009
Uma entidade cruel
A figura da morte mais ou menos como a conhecemos hoje, e , especificamente, como ela povoa o imaginário colectivo de cada um de nós, ou se apenas mesmo num grupo restricto, como eu, é uma entidade cruel que vai aparecer na Baixa Idade Média, mais especificamente durante a crise do século XIV. Havia uma fome generalizada na Europa, e aliada a isso, sobreveio a peste negra, que povoou os pesadelos das pessoas a cada 15 ou 20 anos, o tempo de intervalo entre os ciclos epidémicos. Nunca antes tanta gente morrera e a abundância de cadáveres fabricados por uma doença e igualava ricos e pobres, nobres e burgueses, exigia medidas drásticas: se no começo se tomava o cuidado de sepultar individualmente os mortos, ao longo das epidemias vão surgindo as covas colectivas e muitos corpos ficavam para serem incinerados (o que é uma heresia do ponto de vista da ressurreição da carne, um fortíssimo dogma católico). É neste momento que vai surgir à simbologia da morte como um esqueleto munido de foice, gargalhando enquanto mata a todos da mesma maneira. A imagem da morte estava para sempre modificada.terça-feira, 19 de maio de 2009
O que Continua Depois da Morte?
Duas coisas vão ao sepulcro: a primeira é o corpo físico, a segunda é a personalidade humana. Esta última, como já disse antes, forma-se durante os primeiros sete anos da infância, e se robustece com as experiências. Às vezes, a personalidade perambula pelo cemitério; outras vezes, sai de seu sepulcro quando seus enfermos a visitam e lhe levam flores. Mas, pouco a pouco, a personalidade vai se desintegrando. A personalidade é energética e atómica.A personalidade é perecível. Não existe nenhum amanhã para a personalidade do defunto, ela é mortal. A personalidade não retorna. A personalidade é filha de seu tempo e morre em seu tempo. Aquela que continua é a essência, quer dizer, o fantasma do morto. Dentro de dito fantasma, se desenvolve o Ego que retorna, o "eu", o mim mesmo. Este último é legião de diabos que continuam. É falso nos dividir entre dois “eus”, um de tipo inferior e outro de tipo superior. O "eu" é legião de diabos, que se desenvolvem dentro de nós mesmos, isso é tudo.
Muito se fala na literatura ocultista de um "eu" superior, de um "eu" divino, mas, resulta que esse "eu" superior não é tal "eu". A Seidade Divina transcende qualquer apologia ao Eu. Aquilo que não tem nome profano é o Ser, o Íntimo.
A Essência é molecular; a essência, o fantasma do morto, vive normalmente no mundo molecular. Assim, ao morrer, saímos do mundo celular e entramos no mundo molecular, usamos um corpo molecular.
O "Livro Tibetano dos Mortos" diz textualmente o seguinte: "Oh, nobre por nascimento... seu corpo presente, sendo um corpo de desejos... não é um corpo de matéria grosseira, assim agora você tem o poder de atravessar qualquer massa de rochas, colinas, penhascos, terra, casas, e mesmo o Monte Meru, sem encontrar obstáculo... Está agora provido do poder das acções milagrosas que, porém, não é o fruto de nenhum Samadhi, mas, sim, do poder que vem a ti naturalmente... Você pode, instantaneamente, chegar a qualquer lugar que deseje; tem o poder de chegar ali no tempo em que um homem demoraria para abrir ou fechar a mão. Estes vários poderes de ilusão e de mudança de forma, não os desejem, não o desejem".
terça-feira, 17 de março de 2009
DIES IRAE
Pensa-se que os dezassete versos do Dies Irae - cujo título é retirado das palavras iniciais de um cântico da Missa dos Defuntos da Igreja ocidental - derivam de uma oração beneditina do final do século XII, estando repleto de imagens do Juizo Final. A esta sequência, representando a alma que espera o seu julgamento, um fransciscano do século XIII, talvez Tomáz de Celano, acrescentou um sentido de urgência que reflecte o ambiente escatológico da sua época. Até 1969 a seu uso era obrigatório nas missas do Dia de Finados, no dia do falecimento ou enterro da pessoa a quem a missa era encomendada, e no aniversário da sua morte. Actualmente já não é obrigatório nas missas dos defuntos perdendo-se ao longo do tempo mais uma tradição.
Só o latim consegue transmitir a energia concentrada do cântico:
1.
Dies irae dies illa
Solvet saeclum in favilla
Teste davida cum sibylla.
(Dia da ira esse em que as gerações da humaidade serão reduzidas a cinzas como testemunharam o rei David e os videntes)
2.
Quantus tremor est futurus
Quando iudex est venturus
Cuncta stricte discussurus!
(Quão grande é o terror que se antecipa, quando o juiz vier dar o veredicto a todos)
3.
Mors stupebit et natura
Cum resurget creatura
Judicanti responsura.
(A vida e a morte ficarão atordoadas quando a criatura se levantar para responder ao juiz)
A versão completa pode ser encontrada no English Hymnal, Nº 351, Os números 350-3560 são designados como adequados aos defuntos, mas na práctica há muitas possibilidades, de acordo com as peferências das pessoas.
A sequência Dies Irae é precedida pelo gradual:
Requiem aeternam dona eis, Domine: et lux perpetua luceat eis.
In memoria aeterna erit justus: ab auditione mala non timebit.
(Dai-lhes, Senhor, o eterno descanso e que lhes resplandeça a luz prpétua. O homem justo será lembrado para sempre: não temerá más noticias)
O hino «Abide with me» - «Mantém-te comigo» - (o nº 363 do English Hymnal), H.F Lyte (1793-1847), tem-se mantido popular ao longo do tempo:
Abide with me; falls the eventide:
The darkness deepens; Lord with me abide!
When other helpers fail, and comforts flee
Help of the helpless, O abide with me.
Swift to its close ebbs out life`s little day;
Earth`s joys grow dim, its glories pass away;
Change and decay in all around I see;
O thou who changest not, abide with me.
(Mantém-te comigo; depressa cai o crespúsculo;
as trevas torna-se mais frofundas; Senhor mantém-te comigo;
Onde outros ajudantes fracassaram e os confortos se escapam
Ajuda dos desamparados, Ó, mantém-te comigo
Veloz o breve dia da vida chega ao fim;
A alegria da Terra esmorece, as suas glórias desaparecem;
Mudança e decadência vejo em tudo o que me rodeia;
Tu, que não mudas, mantém-te comigo)
Só o latim consegue transmitir a energia concentrada do cântico:
1.
Dies irae dies illa
Solvet saeclum in favilla
Teste davida cum sibylla.
(Dia da ira esse em que as gerações da humaidade serão reduzidas a cinzas como testemunharam o rei David e os videntes)
2.
Quantus tremor est futurus
Quando iudex est venturus
Cuncta stricte discussurus!
(Quão grande é o terror que se antecipa, quando o juiz vier dar o veredicto a todos)
3.
Mors stupebit et natura
Cum resurget creatura
Judicanti responsura.
(A vida e a morte ficarão atordoadas quando a criatura se levantar para responder ao juiz)
A versão completa pode ser encontrada no English Hymnal, Nº 351, Os números 350-3560 são designados como adequados aos defuntos, mas na práctica há muitas possibilidades, de acordo com as peferências das pessoas.
A sequência Dies Irae é precedida pelo gradual:
Requiem aeternam dona eis, Domine: et lux perpetua luceat eis.
In memoria aeterna erit justus: ab auditione mala non timebit.
(Dai-lhes, Senhor, o eterno descanso e que lhes resplandeça a luz prpétua. O homem justo será lembrado para sempre: não temerá más noticias)
O hino «Abide with me» - «Mantém-te comigo» - (o nº 363 do English Hymnal), H.F Lyte (1793-1847), tem-se mantido popular ao longo do tempo:
Abide with me; falls the eventide:
The darkness deepens; Lord with me abide!
When other helpers fail, and comforts flee
Help of the helpless, O abide with me.
Swift to its close ebbs out life`s little day;
Earth`s joys grow dim, its glories pass away;
Change and decay in all around I see;
O thou who changest not, abide with me.
(Mantém-te comigo; depressa cai o crespúsculo;
as trevas torna-se mais frofundas; Senhor mantém-te comigo;
Onde outros ajudantes fracassaram e os confortos se escapam
Ajuda dos desamparados, Ó, mantém-te comigo
Veloz o breve dia da vida chega ao fim;
A alegria da Terra esmorece, as suas glórias desaparecem;
Mudança e decadência vejo em tudo o que me rodeia;
Tu, que não mudas, mantém-te comigo)
quinta-feira, 12 de março de 2009
quarta-feira, 11 de março de 2009
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