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segunda-feira, 23 de julho de 2012

Sentimento de perca

Hoje sinto que perdi alguma coisa, alguma coisa que me era muito querida e por quem nutria um especial afecto, não sei se perdi ou não, ainda é cedo para o saber na realidade, mas tudo indica que sim, a vida é-me madrasta e a morte bem podia ter-me lavado logo naquele Setembro de 1991.
Tantas vezes sinto que devo estes 21 anos à terra que me há-de comer os olhos, e no porquê te ter sobrevivido a tantos acidentes e desgraças, tantas ocasiões de ter acabado com tudo para sempre me safar, até quando vão durar as vidas que me foram concedidas? E porquê? Para que estou guardado? Porquê este sofrimento, esta angustia de viver todos os dias sem um sentido definido, sem esperança, ousando querer o que não posso, imaginando-me em sítios distantes com outras pessoas que nunca vou conhecer.
Talvez porque até podia voltar as costas tudo e ir embora, partir, embora com o rumo certo porque era o que queria, mas outras coisas impedem-me de o fazer, por agora, e quando poder será tarde demais, a vida troca-nos as voltas e mistura tudo, fazendo-nos palhaços numa tempestade.
Sinto a coisa grave pois levantei-me ás 7:00 horas e já tomei cerca de 6 comprimidos, 3 deles diferentes, nem sei o que tomo, apenas queria dormir e esquecer tudo, as lágrimas tolham-me os olhos e nem chorar em paz consigo, DEIXEM-ME UM PAZ............. idiotas............ !!!!!!!!!!!!!!!!!!!

segunda-feira, 13 de abril de 2009

A minha morte - O dia aguardado e nunca esperado


Penso que o dia sempre aguardado e nunca esperado finalmente chegou, a melancolia profunda onde eu cai nos ultimos meses, ou melhor, anos, a depressão perpétuada no tempo, eliminável, começa a transformar-se em doença mortal, tal como eu sempre disse, o abuso de psicofármacos em quantidades excessiveas por breves periodos de tempo, semanas ou meses, na constante procura do sossego inalcansável, começa a transformar-se em doença, só isso pode explicar a perca de peso, 10kg em quatro meses, quando nada se faz para que isso aconteça não é normal, tal como não é normal vomitar e especturar sangue em proporçõs apreciáveis como tem acontecido nos ultimos dias.
Tal como eu sempre previ, tal como eu sempre disse a todos e ninguem me ouviu, a minha morte pode estar eminentemente perto, talvez alguns anos ou meses, ou menos, não sei, esse é o maior mistério que nunca vai ser revelado, mas onde podemos ter uma palavra a dizer e que pode ser escolhido, o momento, a hora da morte, a forma de morrer, como, onde e como morrer, preparar a morte da forma que melhor cumpra os nossos requesitos mentais para que se morra em paz, devemos ser honestos e morrer da forma que mais gostamos.
No meu caso, é complicado, há uns anos queria morrer novo e deixar um cadáver bonito e jovem, era o tempo do "Sex,Drugs and Rock and Roll", do Rohypnol, do Sedex, das altas velocidades ao volante de um pouco seguro Opel Corsa 1.2, dos concertos de metal em Cascais, no Dramático, quando ainda ninguem ouvia sequer falar de concertos ou mega-concertos, foi o tempo dos brutais acidentes de automóvel de onde escapava miraculosamente, tantas recordações de um tempo louco e inesquecivel, inigualável.
Cá estarei para enfrentar o "Reaper" mas não da maneira convencional, a vida é sempre a perder, eu já perdi quase tudo, sou egoista e egocêntrico, maniaco-depressivo com tendências suicidas, alcoolico, sofro de strees pós-traumático e estou preparado para morrer..........estarei???
A ideia de levar o ódio pela vida actual ao extremo implica acções de coragem e força, os fins justificam os meios, quando se não é ouvido a bem, pode-se tentar gritar a mal, petardos de armas automáticas, espingardas e pistolas, bombas artesanais, emboscadas, tudo pode ser usado em nossa defesa e dos nossos ideiais contra o actual estado pequeno-social das aldeias como aquela onde vivo, onde mentirosos, invejosos, falsos e inimigos se escondem sob a capa de moralistas e exemplos de familia, aldeias onde uns são filhos e outros enteados, onde se promove o "bota-abaixo" e o nepotismo, onde o niilismo é o fim único.
Aqui declaro que em caso de eu próprio estar efectivamente doente e a doença fôr terminal, morrerei sim, todos temos de morrer, não quero viver para sempre, mas levarei alguns "colegas pelo caminho"(todos os que conseguir), alguem irá na frente para iluminar o caminho e o meu nome será perpétuado no tempo pelo maior massacre a sul do Tejo ou de Portugal.
Assim seja, que venham as noticias.