Antes do tratamento, os pacientes diagnosticados com depressão, esquizofrenia e outros transtornos psiquiátricos não sofrem nenhum “desequilíbrio químico”.
No entanto, depois de uma pessoa consultar um psiquiatra e passar a tomar medicação psiquiátrica, que perturba a mecânica normal de uma via neuronal, o seu cérebro começa a funcionar... no mínimo, anormalmente.
O número de doentes mentais incapacitados aumentou imensamente desde 1955 e durante as duas últimas décadas, período em que a prescrição de medicamentos psiquiátricos explodiu e o número de adultos e crianças incapacitados por doença mental aumentou numa taxa alucinante.
Assim, chegamos a uma pergunta óbvia, embora herética: o paradigma de tratamento baseado em drogas poderá estar alimentando, de alguma maneira imprevista, essa praga dos tempos modernos?
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quarta-feira, 17 de julho de 2013
sábado, 15 de dezembro de 2012
Mitos & Factos - Remédios psiquiátricos são perigosos e viciam?
Remédios psiquiátricos são perigosos e viciam?
Temos aqui um típico preconceito por generalização. Há remédios psiquiátricos que apresentam riscos e devem ser acompanhados com cuidado, como acontece em toda a medicina. Porém 90% dos psicofármacos são seguros. Os tranquilizantes viciam de facto mas ninguém fica preso aos tranquilizantes por causa disso ao contrário do que a maioria pensa, inclusive muito médicos. O termo dependência é um termo pesado, usado para situações graves como o alcoolismo, dependência à cocaína injectável, etc. A dependência induzida pelos tranquilizantes é 100% reversível, basta que a medicação seja retirada gradualmente. A grande confusão que é que quanto a cronicidade (permanência prolongada) dos sintomas que os tranquilizantes tratam como a ansiedade. Os transtornos de ansiedade frequentemente duram décadas ou toda a vida e quando um paciente obtém os benefícios com a eliminação dos sintomas e posteriormente experimentam retirar o tranquilizante e recaem dos sintomas logo são acusados de estarem dependentes quando na verdade houve uma recaída, ou retorno dos sintomas de ansiedade. É muito difícil diferenciar os sintomas da recaída de ansiedade dos sintomas da abstinência aos tranquilizantes, mas nessas situações a culpa é sempre do remédio, ainda que não seja possível provar. A dependência é única preocupação relevante quanto aos tranquilizantes.
Os antidepressivos apresentam certos perigos. Os do grupo dos tricíclicos podem levar a fatalidades quanto tomados em mega doses, já os inibidores selectivos da recaptação da serotonina não são letais mesmos em mega doses. Alguns antipsicóticos podem provocar problemas na indução eléctrica do coração, o que só é preocupante em cardiopatas, pessoas sem problemas cardíacos não há maiores problemas. Há um antipsocótico que há 30 anos atrás foi relacionado há diversas mortes por inibição das células de defesa e retirado do mercado. Reintroduzido no mercado sob cuidados extremos, não provocou o mesmo efeito.
Crianças não podem tomar psicofármacos? Podem sim, e se beneficiam muito quando precisam deles. No entanto a maioria dos psicofármacos não foi estudada para crianças por isso recomenda-se não usá-la antes que sejam feitos os devidos testes. O fato de uma criança ter precisado de um psicofármaco não significa necessariamente que seja mais grave ou que tenha um futuro menos promissor que outras crianças de sua idade
Temos aqui um típico preconceito por generalização. Há remédios psiquiátricos que apresentam riscos e devem ser acompanhados com cuidado, como acontece em toda a medicina. Porém 90% dos psicofármacos são seguros. Os tranquilizantes viciam de facto mas ninguém fica preso aos tranquilizantes por causa disso ao contrário do que a maioria pensa, inclusive muito médicos. O termo dependência é um termo pesado, usado para situações graves como o alcoolismo, dependência à cocaína injectável, etc. A dependência induzida pelos tranquilizantes é 100% reversível, basta que a medicação seja retirada gradualmente. A grande confusão que é que quanto a cronicidade (permanência prolongada) dos sintomas que os tranquilizantes tratam como a ansiedade. Os transtornos de ansiedade frequentemente duram décadas ou toda a vida e quando um paciente obtém os benefícios com a eliminação dos sintomas e posteriormente experimentam retirar o tranquilizante e recaem dos sintomas logo são acusados de estarem dependentes quando na verdade houve uma recaída, ou retorno dos sintomas de ansiedade. É muito difícil diferenciar os sintomas da recaída de ansiedade dos sintomas da abstinência aos tranquilizantes, mas nessas situações a culpa é sempre do remédio, ainda que não seja possível provar. A dependência é única preocupação relevante quanto aos tranquilizantes.
Os antidepressivos apresentam certos perigos. Os do grupo dos tricíclicos podem levar a fatalidades quanto tomados em mega doses, já os inibidores selectivos da recaptação da serotonina não são letais mesmos em mega doses. Alguns antipsicóticos podem provocar problemas na indução eléctrica do coração, o que só é preocupante em cardiopatas, pessoas sem problemas cardíacos não há maiores problemas. Há um antipsocótico que há 30 anos atrás foi relacionado há diversas mortes por inibição das células de defesa e retirado do mercado. Reintroduzido no mercado sob cuidados extremos, não provocou o mesmo efeito.
Crianças não podem tomar psicofármacos? Podem sim, e se beneficiam muito quando precisam deles. No entanto a maioria dos psicofármacos não foi estudada para crianças por isso recomenda-se não usá-la antes que sejam feitos os devidos testes. O fato de uma criança ter precisado de um psicofármaco não significa necessariamente que seja mais grave ou que tenha um futuro menos promissor que outras crianças de sua idade
Mitos & Factos - Psiquiatra é médico de malucos?
Psiquiatra é médico de maluco?
De facto o psiquiatra atende a pessoas cujas doenças se manifestam popularmente como "loucura", mas estes pacientes representam uns 5% de todos os pacientes psiquiátricos, que são de longe muito menos frequentes que os paciente com transtornos de ansiedade, depressivos e dependência química por exemplo.
Não se justifica portanto rotular o psiquiatra como o médico de malucos a partir da minoria dos seus pacientes. Esse tipo de crença popular é extremamente prejudicial para os demais 95% dos pacientes psiquiátricos que precisam desse atendimento e até chegarem ao consultório psiquiátrico pela primeira vez sofreram verdadeiras torturas mentais impostas pelas pessoas ignorantes que ficam dizendo que psiquiatra é médico de malucos, e seria melhor procurar um neurologista que é médico de nervos.
Neste ponto cabe uma observação. A psiquiatria como especialidade médica é na verdade uma parte da neurologia, a parte que trata dos transtornos de pensamentos, emoções e comportamento enquanto a neurologia trata dos movimentos, das sensações, das coordenações, dos sentidos e outras funções corporais.
De facto o psiquiatra atende a pessoas cujas doenças se manifestam popularmente como "loucura", mas estes pacientes representam uns 5% de todos os pacientes psiquiátricos, que são de longe muito menos frequentes que os paciente com transtornos de ansiedade, depressivos e dependência química por exemplo.
Não se justifica portanto rotular o psiquiatra como o médico de malucos a partir da minoria dos seus pacientes. Esse tipo de crença popular é extremamente prejudicial para os demais 95% dos pacientes psiquiátricos que precisam desse atendimento e até chegarem ao consultório psiquiátrico pela primeira vez sofreram verdadeiras torturas mentais impostas pelas pessoas ignorantes que ficam dizendo que psiquiatra é médico de malucos, e seria melhor procurar um neurologista que é médico de nervos.
Neste ponto cabe uma observação. A psiquiatria como especialidade médica é na verdade uma parte da neurologia, a parte que trata dos transtornos de pensamentos, emoções e comportamento enquanto a neurologia trata dos movimentos, das sensações, das coordenações, dos sentidos e outras funções corporais.
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