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terça-feira, 1 de outubro de 2013
quinta-feira, 21 de março de 2013
terça-feira, 9 de outubro de 2012
terça-feira, 18 de setembro de 2012
sexta-feira, 13 de janeiro de 2012
quinta-feira, 27 de outubro de 2011
Bondage - Outras formas de prazer
O bondage tem como finalidade ter ou proporcionar prazer através da imobilização, tanto em ser imobilizado como em imobilizar. A imobilização pode ser feita utilizando cordas, algemas, gravatas, cintos e muito outros materiais disponíveis, inclusive a roupa que foi rasgada no ímpeto do momento.
Ao contrário do que se imagina o bondage pode ser facilmente ilustrado com imagens bem tradicionais, inclusive cenas de filmes, como Instinto Selvagem:
Vale a pena ressaltar que é perfeitamente possível praticar bondage sem a associação de dor, submissão ou dominação psicológica, o que seria a definição de BDSM.
O bondage não precisa, necessariamente, de cursos para imobilizar o parceiro ou equipamentos especializados, basta apenas alguma coisa para amarrar, criatividade e respeito.
A prática do bondage permite apimentar o relacionamento, oferece a oportunidade de experimentar novas sensações, afinal, ninguém disse que amarrar uma pessoa seria uma tarefa fácil, nem todas querem ser submissas. Ao contrário, curtem resistir à amarração, querem ser pegadas à força e não querem receber ordens ou chamar ninguém de dono(a).
O bondage é um “jogo” de sedução, sensualidade, erotismo e de muito respeito, deve ser praticado com muita segurança e responsabilidade. Antes de mais nada, é preciso achar a pessoa certa. É extremamente necessário que haja o consentimento da pessoa que vai ser amarrada, tem que haver respeito pleno ao seus limites.
Os iniciantes devem começar com materiais macios, como tiras de tecido que não deixam marcas e são fáceis de desamarrar. E convêm ter uma tesoura à mão par qualquer emergência.
Muitas vezes, uma simples imobilização leve dos pulsos ou tornozelos já é extremamente excitante – e seguro. É importante pesquisar técnicas e posições na internet para não ofender a integridade física da parceira(o).
* Explicação: a sigla BDSM significa Bondage, Discipline, Domination/Submission, SadoMasochism (Bondage & Disciplina, Dominação/submissão, Sadomasoquismo). Isto ocorre quando, além da imobilização por meio de cordas ou outros meios, há a provocação de dores ou controle psicológico.
Ao contrário do que se imagina o bondage pode ser facilmente ilustrado com imagens bem tradicionais, inclusive cenas de filmes, como Instinto Selvagem:
Vale a pena ressaltar que é perfeitamente possível praticar bondage sem a associação de dor, submissão ou dominação psicológica, o que seria a definição de BDSM.
O bondage não precisa, necessariamente, de cursos para imobilizar o parceiro ou equipamentos especializados, basta apenas alguma coisa para amarrar, criatividade e respeito.
A prática do bondage permite apimentar o relacionamento, oferece a oportunidade de experimentar novas sensações, afinal, ninguém disse que amarrar uma pessoa seria uma tarefa fácil, nem todas querem ser submissas. Ao contrário, curtem resistir à amarração, querem ser pegadas à força e não querem receber ordens ou chamar ninguém de dono(a).
O bondage é um “jogo” de sedução, sensualidade, erotismo e de muito respeito, deve ser praticado com muita segurança e responsabilidade. Antes de mais nada, é preciso achar a pessoa certa. É extremamente necessário que haja o consentimento da pessoa que vai ser amarrada, tem que haver respeito pleno ao seus limites.
Os iniciantes devem começar com materiais macios, como tiras de tecido que não deixam marcas e são fáceis de desamarrar. E convêm ter uma tesoura à mão par qualquer emergência.
Muitas vezes, uma simples imobilização leve dos pulsos ou tornozelos já é extremamente excitante – e seguro. É importante pesquisar técnicas e posições na internet para não ofender a integridade física da parceira(o).
* Explicação: a sigla BDSM significa Bondage, Discipline, Domination/Submission, SadoMasochism (Bondage & Disciplina, Dominação/submissão, Sadomasoquismo). Isto ocorre quando, além da imobilização por meio de cordas ou outros meios, há a provocação de dores ou controle psicológico.
quinta-feira, 28 de abril de 2011
quinta-feira, 17 de março de 2011
Zoofilia ou o desejo reprimido?
Zoofilia é o nome dado ao acto de sentir desejo ou ter relações sexuais com animais, ou permitir-se ser manipulado por animais ou ainda manipular sexualmente os animais.
A prática desse acto sexual unicamente não encaixa o indivíduo na zoofilia, mas a frequência desse acto levará o indivíduo a prática Zoofilista. Geralmente os homens com esse desvio preferem penetrar os animais, já as mulheres preferem manipular os órgãos do animal ou até mesmo deixar que o animal passe a lingua na sua vagina, ou fazer sexo oral a animais.
Neste video podemos ver uma bela loira a levar uma boa esporradela de um cavalo:
Neste outro video podemos ver outra mulher a practicar sexo com um cão, é caso para dizer:mesmo à doggy style:
Agora por ultimo, uma mulher faz uma belo broche a um cão:
A prática desse acto sexual unicamente não encaixa o indivíduo na zoofilia, mas a frequência desse acto levará o indivíduo a prática Zoofilista. Geralmente os homens com esse desvio preferem penetrar os animais, já as mulheres preferem manipular os órgãos do animal ou até mesmo deixar que o animal passe a lingua na sua vagina, ou fazer sexo oral a animais.
Neste video podemos ver uma bela loira a levar uma boa esporradela de um cavalo:
Neste outro video podemos ver outra mulher a practicar sexo com um cão, é caso para dizer:mesmo à doggy style:
Agora por ultimo, uma mulher faz uma belo broche a um cão:
quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011
terça-feira, 24 de novembro de 2009
A sexualidade na Subcultura Gótica
Desde a trajectória inicial da Subcultura Gótica nos anos 80, quando ainda era conhecida como Dark ou Darkside, o senso comum obteve a visão dos membros da mesma como seres unicamente voltados para a profunda depressão e a excessiva melancolia. No geral, ainda crêem nisto os que estão fora do movimento, sempre expondo visões que a seu critério estabelecem os parâmetros da Subcultura. Não podemos renegar a quantidade de melancolia que há em diversas áreas da mesma, no entanto, defini-la como toda envolta apenas em atmosferas lúgubres que levam ao suicídio é de errónea formação de delineação das suas estruturas. Quando se fala em estruturas da Subcultura Gótica, é claro que é impossível exercer uma definição do todo da mesma conforme o Academicismo se compraz em realizar com relação a tudo o que intelectualmente toca. Não sendo possível tocar no todo dela, podemos separar partes que pouco se dão ao prazer de serem notadas, partes como a sexualidade, que é até esquecida dentro do próprio Movimento.O que é, então, a sexualidade na Subcultura Gótica?
Afastemo-nos do senso comum e caminhemos para uma abordagem do carácter sexual numa parcela dos góticos que mais facilmente se expande para tal. Não sendo escandaloso algumas vezes, até belo (o Fetish); sendo pornográfico, muitas vezes grotesco (o caso das Spooky Girls; orientado para a forma da Arte (Fotografia); orientado para a forma de Poesia (alguns poemas de Baudelaire são o melhor exemplo); nas vestes e roupas exibidas (a sensualidade feminina e masculina na subcultura é bastante forte e notável); e até no dia-a-dia ou em festas góticas, redutos de imensas concentrações de pulsões sexuais que muitas vezes se mantém nesses ambientes fechadas e noutras explodem, os elementos se fazem existentes. Falando em festas góticas, muitas, nos locais do mundo onde a presença gótica se faz notar, são associadas ao Fetichismo e até ao Erotismo, sendo que em algumas há até a apresentação de sexo explícito e strippers. Ver inocência no todo do Gótico é erro clássico, do senso comum fora do âmbito subcultural da mesma, do senso comum de muitos que começam a adentrar no Movimento apenas imaginando que ele é moldado a partir de “dores, lágrimas, sangue e suicídios”...
Somente convivendo com o ambiente gótico verdadeiramente dito é que podemos visualizar plenamente esta faceta da Subcultura que o senso comum, em seu entendimento ignorante e preconceituoso, desconhece. Apenas no enredo sensualmente gritante de um evento verdadeiramente gótico, com uma seguida tendência a abordar apenas as temáticas musicais presentes no movimento, apenas saindo da morada e indo a tais eventos, podemos, em todos os sentidos, conhecer o que ocorre, na verdade, no meio. Ficando dentro de casa, olhando para a parede, para o tecto do quarto, brincando com o ankh ou o pentagrama ao pescoço, magoado, melancólico, explendorosamente manifestando o que a ignorância do senso comum diz que os góticos são, não levará nenhum destes ao verdadeiro conhecimento do que acompanha por causa da Estética, da Música, da Poesia, da Literatura e da Arte contidas no universo maravilhosamente amplo que habita. Sei que muitos já falaram nisto, já escreveram sobre isto, já focaram este assunto, de várias maneiras, verbalmente ou textualmente; no entanto, não querendo soar repetitivo ou monótono, apenas estou a interagir convosco na abordagem do problema conforme a minha visão particular do que presencio de sensual nos eventos que estou a frequentar. A experiência própria conta muito, tanto a minha quanto a de qualquer pessoa que conhece o ambiente de um evento gótico.
Casais esfregando-se... Casais abraçando-se... Beijos ardentes... Homens e mulheres beijando-se, abraçando-se, esfregando-se... Mulheres e mulheres beijando-se, abraçando-se, esfregando-se... Olhares mui ardentes por todo o ambiente... Danças sensuais insinuantes, de todos os tipos, no ambiente... Acessórios e vestimentas provocantes pelo ambiente... Desejos no ambiente todo... Afloramentos de desejos pelo ambiente todo... Uma deliciosa força no ar, sensual força que faz também desejar... Desejos na pista de dança, qual o melhor local em um evento gótico para tal? Presenciei uma vez um casal indo para um cantinho isolado de um evento em local aberto, bem isolado, para foderem ali mesmo, distante dos olhos dos demais presentes, não se espantem, eu não me espantei, eu não me escandalizei; tanto quanto com o presenciar de beijos, eu achei muito normal, muito estimulante, muito fascinantemente inspirador... Naturais desejos... Naturais realizações de desejos... Naturais moldes e molduras todas de desejos... Naturais desejáveis caminhos realizados... A Natureza toda transbordante em ambientes carregados de um erotismo todo viciante, erotismo todo cativante, erotismo todo pegador de minha Alma e da de todos os presentes... O Erotismo cativante... O Erotismo mais sublinarmente cativante...
sábado, 9 de maio de 2009
Necrofilia
Necrofilia, segundo a Desciclopédia, bem como o vegetarianismo, o homosexualismo e a zoofilia, é um hábito alimentar praticado por pessoas com gosto duvidoso. Consiste em ter relações sexuais com cadáveres, isso mesmo, gente morta. Segundo os necrófilos, eles gostam dessa prática porque os cadáveres não reclamam, não se incomodam e, principalmente, não têm dor de cabeça. É uma prática muito valorizada pelas mulheres pois os homens, duma maneira ou de outra, estão sempre tesos.
É um tipo de Parafilia onde a pessoa sente impulso e atracção sexual por cadáveres. Na DSM-IV-TR está incluída nas Parafilias sem outra Especificação. Esta categoria é incluída para a codificação de Parafilias que não satisfazem os critérios para qualquer das categorias específicas. Incluem-se aqui, além da necrofilia, a escatologia telefónica (telefonemas obscenos) parcialismo (foco exclusivo em partes do corpo), zoofilia (animais), coprofilia (fezes), clismafilia (enemas) e urofilia (urina). -> Sim meus amigos, tudo isto existe!
Pensemos nas vantagens da necrofilia para a sociedade!
1º - Diminuição da violência domestica. Em vez de dirigir a sua agressão para o maridinho ou a mulherzinha, teriam o livre recurso ao cemitério mais próximo. As vítimas não eram agredidas, e poupa-se terapia em vítima e vitimizador. Parece-vos bem?
2º - Os pobres tímidos, sem mulher e sem coragem para a prostituição, tinham agora uma nova porta aberta: a do cemitério!
3º - Melhor meus amigos, melhor que tudo: Adeus risco de gravidez!
4º - E já viram as despesas que se tem para realizar um funeral minimamente decente? Já viram as dificuldades que têm as famílias mais pobres em despender deste dinheiro? Solução mágica: Vende-se o corpo a um necrófilo, e ainda se ganha dinheiro! (Realmente bem eles dizem, que isto parece demasiado frio…eu sinceramente não seria capaz de vender o corpo de nenhum meu ente querido… mas.. não se doam corpos para estudos? O corpo, não é para muitos, somente um corpo sem alma, e na alma é que estava o seu verdadeiro ente querido…então, porque não ser uma hipótese disponível?)
5º - A criação de novos postos de trabalho na criação de “centros de necrofilia” (não será já demais?)
6º - O ponto do canibalismo eu deixo para lerem ai belo blog...... agora tenho de ir ali ai cemitério.....volto já!!
Mas na verdade…até pensamos: Porque não podem eles divertir-se com os corpos? Imaginemos que a pessoa dá autorização em vida…iria funcionar de forma semelhante a doar o corpo para estudos, ou doar os órgãos…Ou imaginemos que a família doa o corpo, porque não? São opções…Ou é demente em demasia? Terei eu a cabeça avariada ou vejo tudo de outra forma??
4º - E já viram as despesas que se tem para realizar um funeral minimamente decente? Já viram as dificuldades que têm as famílias mais pobres em despender deste dinheiro? Solução mágica: Vende-se o corpo a um necrófilo, e ainda se ganha dinheiro! (Realmente bem eles dizem, que isto parece demasiado frio…eu sinceramente não seria capaz de vender o corpo de nenhum meu ente querido… mas.. não se doam corpos para estudos? O corpo, não é para muitos, somente um corpo sem alma, e na alma é que estava o seu verdadeiro ente querido…então, porque não ser uma hipótese disponível?)
5º - A criação de novos postos de trabalho na criação de “centros de necrofilia” (não será já demais?)
6º - O ponto do canibalismo eu deixo para lerem ai belo blog...... agora tenho de ir ali ai cemitério.....volto já!!
Mas na verdade…até pensamos: Porque não podem eles divertir-se com os corpos? Imaginemos que a pessoa dá autorização em vida…iria funcionar de forma semelhante a doar o corpo para estudos, ou doar os órgãos…Ou imaginemos que a família doa o corpo, porque não? São opções…Ou é demente em demasia? Terei eu a cabeça avariada ou vejo tudo de outra forma??
By: http://innerdepravity.com/intro.html
“May the graves be unearthed to satisfy our lustful passions!
Break open the seals of mausoleums to sate our desires!
Leave unlocked the morgue doors at night, that we may consummate our mad indulgences under the cloak of darkness!
The autopsy table shall serve as our sexual alter, the nude,stiff corpse as our unfeeling counterpart and our orgasms as a release of the pulse-pounding hormonal energies that course through our veins!”
quinta-feira, 5 de março de 2009
O Cristianismo e o Sexo
Não, a felicidade não é um corpo e por isso não se vê com os olhos."Santo Agostinho "Confissões", 397-400 d.C.
Um pouco antes de completar o penúltimo livro da suas "Confissões", terminado ao redor do ano 400, S.Agostinho implorou a Deus que se fosse ele o encarregado de escrever o Gênesis como anteriormente o fora Moisés, desejaria "receber de Vós uma tal arte de expressão que...até aqueles que não podem compreender como é que Deus cria... acreditassem nas minhas palavras." Foi atendido. Deus foi pródigo com ele, mas sovina com os demais escritores cristãos, tornando-o o maior e quase o único grande prosador do cristianismo até o surgimento de Pascal e do Padre Vieira, treze séculos depois.
Não satisfeito com o dom das letras e com uma espantosa facilidade de comunicação, que o colocou entre os imortais da literatura mundial, deu início, logo depois, provavelmente em 401, à redação de uma leitura própria, muito sua, do real significado do Gênesis - De Genesi ad Litteram - na qual ainda demorou-se uns quinze anos. O que já havia esboçado nas "Confissões" então tomou corpo. Fazia tempo que os primeiros evangelistas vinham hostilizando o sexo. Mas foi com S.Agostinho que a questão tornou-se dominante, reveladora da sua idéia do homem e da humanidade da qual o cristianismo, até os nossos dias, teima em não abandonar.
O horror ao sexo
Impressionados pela liberalidade sexual e vocação orgiástica da elite romana, ainda majoritariamente não-cristã, os apologistas daqueles primeiros tempos fizeram questão de manter uma marcada distância em relação aos deuses e ritos pagãos e, inspirados pelos solitários "homens do deserto", eremitas e anacoretas, inauguraram uma política de completo repúdio ao sexo. Esse radicalismo - enfatizado pelas epistolas de Paulinas - acentuou-se pela prática da abstinência carnal, transformando-se num atrativo tão forte para novos seguidores como o martírio dos crentes nas arenas romanas. Enquanto estes davam suas entranhas para as feras devorarem, outros abandonavam as práticas sexuais para sempre: o martírio e a castidade eram faces diferentes da mesma moeda.
Havia muito simbolismo atrás disso tudo. Não só a busca da perfeição atrás do "coração simples", mas uma nova visão do ser humano, na qual ele somente poderia manter-se na frescura com que saiu das mãos do criador permanecendo puro ou intocado. Sendo igualmente - por meio da propaganda do ascetismo - uma forma peculiar de manifestar abertamente seu protesto e desprezo pela época em que viviam, por sua excessiva conscupsciência, sua impiedade, libertinagem e crueldade pagã.
O sexo para o cristão
O problema que enfrentavam os pregadores da nova fé era em relação ao casamento: como conseguir manter um dos princípios básicos do cristianismo aceitos na forma do "crescei e multiplicai-vos" sem considerar a atração ou o prazer sexual?
Tentado resolver esse conflito S. Agostinho, bispo de Hipona, no norte da África, terminou por gerar sua doutrina sobre o casamento, o sexo e a privação carnal. Donde viria, indagava ele, essa miséria que nos cerca, essa corrupção, essas heresias e a crassa maldade? Existia na sociedade, concluiu ele, uma mancha inapagável motivada pelo pecado original advindo do impulso sexual, que atormentava o homem até a morte. Essa era a maldição que acompanhava Adão e Eva e seus descendentes desde a queda do Paraíso..."
Para S.Agostinho, na situação paradisíaca não havia tensão entre o impulso e o ato sexual. Foi a partir da danação dos nossos pais primevos que essa desgraça começou. Parecia-lhe que o casamento, a relação sexual e o Paraíso eram tão incompatíveis como o Paraíso e a Morte.
Desse modo, a sexualidade permanecia como o indicador da queda do homem, do seu triste declínio da anterior situação angelical, fazendo com que deslizasse para baixo, para a natureza física, e desta para a sepultura. Esta certo que os casais deveriam preocupar-se em gestar filhos, mas que o fizessem conscientes de estavam cometendo um ato de rebaixamento. Era algo necessário mas humilhante, que deveria ser praticado sob os acordes de uma intensa melancolia.
O sexo como culpa
Dessa forma, Agostinho introduziu entre os cristãos uma definitiva nódoa de consciência culpada quando faziam sexo ou tinham sentimentos e impulsos prazerosos. Trouxe para dentro dos lares e para os leitos conjugais uma sombra de coisa maligna, de impureza, perversão e vício, que arruinou a vida de incontáveis casais, para quem o sexo passou a ser associado a um "presente do demônio", ou um discordium malum, um princípio de discórdia alojado no interior de cada um desde a Queda. Opôs definitivamente a Carne a Deus!
Talvez uma das maneiras de entender-se essa obsessão dele, de Santo Agostinho, em denunciar a sexualidade deve-se a ele ter sido um renegado do erotismo. Como todo abjurado das suas paixões sensuais pregressas, votou intenso ódio ao que, no passado, o atraiu, lamentando ter desperdiçado nele tanta energia. Ele mesmo não negou ter sido dominado na sua juventude por uma intensa voluptuosidade, pela lasciva, ao ponto de que, em determinado momento, quando pediu a Deus que o fizesse casto, acrescentou... "mas não ainda!"
E foi mais longe ainda. A presença do impulso sexual nos seres humanos era a marca da corrupção da nossa natureza. Tratava-se de uma perversidade intrínseca que, tal uma erva daninha espalhada numa pradaria, jamais poderia ser removida de todo. Santo Agostinho explicava a maldade como resultante desse tumor sensual e dissoluto existente em todos nós, provocador de uma desordem crônica nas nossas relações, que o tempo inteiro nos perturba com suas poluções, com seus sonhos inconvenientes, incestuosos, inconfessáveis. Não havia dieta ou jejum que nos salvasse ou nos libertasse dele, acompanhando-nos até na velhice e no encarquilhamento, como uma cicatriz não sarada do nosso passado libidinoso e pecador.
Juliano contesta Agostinho
Foi contra isso que mobilizou-se seu rival, Juliano, bispo de Eclanum que, depois de 418, embrenhou-se numa ruidosa polêmica com ele. Juliano mostrou-se indignado com as acusações de S.Agostinho ao sexo e ao casamento. Não podia conceber, explicou ele, que o ato necessário a nossa reprodução fosse algo demoníaco ou ter que ser praticado sobre o véu da vergonha e do enxovalhamento.
Afinal, eram "impulsos do nosso corpos feitos por Deus". O prazer era necessário à reprodução, era a força que fundia as sementes masculinas e femininas num amplo calor genitalis, útil a que ocorresse uma conjunção saudável e feliz. Nada poderia haver de sinistro numa relação sexual bem realizada e completa. Bem ao contrário, viu-a natural, saudável, como "o instrumento de eleição de qualquer casamento.... merecedor
S. Agostinho em várias cartas da sua imensa correspondência tentou amenizar as objeções de Juliano, procurando mostrar-se menos radical do que nos seus escritos anteriores. Porém, sabe-se que, para a posteridade, foi essa sua visão trágica da existência - de sermos os infelizes portadores perpétuos do pecado capital - (de origem paulina-agostiniana), que irá marcar de uma maneira definitiva o cristianismo. E o sexo ficou, dali para sempre, visto como uma transgressão, como uma obscenidade... quiçá um ardil satânico para atormentar infinitamente a existência humana, até pelo menos o surgimento da psicanálise de Sigmund Freud, no século XX, que aboliu, pelos menos entre as elites ocidentais, com a idéia do pecado.
A fonte da polêmica
Essa polêmica encontra-se detalhada num dos capítulos, o 19º, do notável livro "Corpo e Sociedade" (The Body and Society", Jorge Zahar Editores, RJ.1990) de Peter Brown, um dos maiores historiadores da era clássica e professor da Universidade de Princetown, sendo o exposto acima apenas uma reduzida amostra da magistral reconstrução feita por ele da polêmica sobre a sexualidade nos tempos do cristianismo primitivo, visto pelos seus apóstolos e seguidores, como Tertuliano, Orígenes, Cipriano, Mani e João Clímaco, Ambrósio, Jerônimo e tantos outros.
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