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quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Dizer basta

Chega um certo momento em nossas vidas que precisamos de dizer basta a tudo. Não interessa a forma que seja feita, apenas precisa ser feita!

Gótico - Uma maneira diferente de encarar a vida!

Gótico - Uma maneira diferente de encarar a vida!

Roupas pretas, gosto pela melancolia, tristeza, fazer serões em cemitérios... Estas podem ser as características para se definir uma pessoa gótica. Mas será que realmente existe uma definição?

Segundo muitos não existe uma verdadeira definição para o que é ser gótico; pois não é um movimento e assim não há características pré-definidas para serem listadas. O termo surgiu há muito tempo, com os Godos, um povo germânico vulgarmente chamado de Bárbaros e que foram os primeiros germânicos a se converterem ao cristianismo. Mesmo esse povo e sua cultura não tendo nada em comum com o estilo gótico é sempre bom lembrar a origem do termo.

Mas pode-se dizer que os góticos gostam da noite, da vida e também da morte, da literatura, da arte, da solidão, do ocultismo, do amor. O mundo dos góticos não pode ser muito caracterizado, cada um define-se de uma maneira. Segundo Leandro Formagi, o Coruja, "o verdadeiro gótico é aquele que consegue ver a arte por trás da escuridão. É aquele que consegue transformar a tristeza e a melancolia em poesia". Já Ana Lucia Bertolani, acredita que quem tem a poesia obscura na alma e encontra refúgio na música, arte e estilo de vida que expressa obscuridade poética, pode se considerar gótico. Segundo muitos góticos a confusão chega a ser tanta que alguns já a ouviram perguntas absurdas como se góticos bebem sangue de criancinhas, se dormem em caixão, se é muito usado magia negra ou necrofilia, entre outros absurdos.

O motivo estaria na ligação que muitas pessoas acabam fazendo erradamente, quando vêem os góticos como vampiros; pois há uma grande confusão por ambos terem gosto pela vida nocturna, romantismo mórbido, a maneira de se vestir, caracterizadas por trajes antigos usados nos filmes. Mas principalmente porque grande parte dos góticos tem o costume de frequentar cemitérios, mesmo durante a noite. Um hábito que pode parecer estranho para quem não entende, mas que segundo Coruja é muito simples. Nos cemitérios encontra-se paz. "É um local tranquilo, onde pode-se escrever poemas, sem barulhos ou medo de ser assaltado", afirma. Ainda segundo Coruja, o problema de frequentar cemitérios está nas pessoas que entram durante a noite para promover saques, acabando por deixar a culpa nos góticos, que utilizam o local apenas como fonte de inspiração, respeitando e de certa forma protegendo o cemitério. Ana Lúcia complementa dizendo que "a fixação por cemitérios é maior no sentido intelectual, por expressarem a arte gótica e principalmente inspiração", mas Coruja explica e finaliza: "O que é escuridão para a maioria, é a fonte de criação para os góticos".

sábado, 28 de setembro de 2013

Bloody Mary Worth



Bloody Mary (conhecida também como Maria Sangrenta, Bruxa do Espelho ou Maria Degolada) é uma lenda urbana que faz parte do folclore ocidental (e oriental, como visto em algumas produções do género cinematográfico). De acordo com a lenda, caso seu nome seja pronunciado três vezes em frente de um espelho de casa de banho, ela aparecerá frente ao convocador e arrancará seus olhos. Dizem que Mary foi executada há 100 anos atrás por ser uma bruxa, mas há histórias mais recentes envolvendo uma moça que, devido a um acidente de carro, ficou com a face totalmente desfigurada por causa do impacto. Com o preconceito, ela vendeu sua alma ao Satanás para conseguir se vingar de todas as pessoas do mundo. Também é uma referência à rainha Maria I da Inglaterra, que tinha o cognome de Sangrenta ou Sanguinária. Essa lenda é originária nos Estados Unidos e foi exportada para o Brasil, com o nome de "Loira do Banheiro" , tendo sofrido diversas alterações.

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Sem esperança

Vago pelas sombras procurando paz para meu coração 
Andando vejo pessoas caídas 
Com os corações dilacerados 
A tristeza e a morte toma conta de tudo 
Vejo anjos espatifados em meu caminho 
Pedindo por misericórdia 
Estamos num mundo distante 
E por mais que eu ande eu nunca vou consegui sair desse lugar 
Estou perdida, não sei mais o rumo que tomar 
Estou sem forças e não consigo mais lutar para sobreviver 
Mas, não quero me entregar ! 
Eu não posso me entregar ! 
Ah ! Está tão difícil 
A cada esquina que viro vejo um grupo de pessoas caídas 
E começo a ver-me ali no meio delas 
Sem esperança nenhuma de vida 
Sei que não vou morrer mas não quero sofrer pela eternidade 
E então quando estou quase perdendo minhas esperanças 
Eu olho e vejo um homem acenando para mim 
Vou ao encontro dele mas quando chego 
Percebo que é apenas uma miragem 
E então perco totalmente as esperanças 
E me entrego ao sofrimento 
E assim vivo sofrendo pela eternidade 
Sem hipótese nenhuma de ser feliz.

quinta-feira, 24 de junho de 2010

O Gótico e o seu entendimento

Depressão
É difícil determinar se góticos são categoricamente mais deprimidos que outros.
A sociedade popularmente vê depressão e tristeza como anormalidades que devem ser suprimidas ou curadas. A adolescência é uma época de depressão para muitos indivíduos; ainda, aqueles indivíduos podem sentir a pressão da família, amigos ou professores para ser "perfeito." Estas pessoas jovens podem sentir uma dor incrível.
A depressão parece ser um sentimento que o gótico personifica.
É uma emoção que simboliza o gótico melhor. O Punk representa rebelião; O Industrial representa revolta; O gótico representa tristeza.
As pessoas entram nestas subculturas com o fim de sentir se elas possuem algo e são uma parte de algo. Elas se tornam um clube exclusivo, Muitas vezes dentro das subculturas abraçam essas ideias e exageram. Esse exagero da beleza de tristeza na cultura gótica leva algumas pessoas a pensar --- aqueles góticos são mais deprimidos que outros grupos.
É possível que góticos sejam mais deprimidos que outras pessoas.
É também possível que isto seja apenas uma impressão, afinal os góticos têm posturas marcantes. Sendo assim, gótico não significa necessariamente tristeza.
Um gótico deprimido era provavelmente deprimido antes de se tornar um gótico.
Gótico não significa ser necessariamente deprimido. Enquanto góticos são capazes de sentir tristeza ao extremo, eles são também capazes de experimentar grande alegria.
A maioria deles podem manter equilíbrio em suas vidas,  mas muito não, são desequilibrados.
Aquela tristeza, como a felicidade, tem sua própria beleza majestosa e deve ser abraçada como uma emoção válida, não rebaixada como uma anormalidade.
Fixação pela Morte
Toda humanidade é fixada na morte
A morte é um conceito abstracto para a maioria das pessoas
Os góticos representam exteriormente os pensamentos que moram atrás da mente de todo mundo.
Os góticos tendem a expressar seus sentimentos sobre morte um pouco mais abrangente que o resto do mundo, o gótico representa aceitação do inevitável
Isso não significa que góticos possuem obsessão pela morte
O gótico está reconhecendo o equilíbrio de escuridão e luz, vida e morte e sem medo de coisa alguma
Muitas pessoas acham que são pessoas perturbadas ou tétricas, o que também não é verdade.
Atração pelos cemitérios
Parques públicos são atractivos para as pessoas comuns, os cemitérios têm o mesma atração para os góticos. Os cemitérios são uma das muitas opções -- outras incluem parques, áreas de acampamento, jardins, estacionamentos, ruas ou praias desertas, etc.
Os Cemitérios são lugares quietos, ideais para introspecção e reflexão.
Coloca-os em contacto com sua própria mortalidade.
Se nós entendermos a fragilidade da vida, seremos mais capazes de apreciar isto.
Ficam longe de TV, computadores, tensões do dia a dia , responsabilidade, superficialidade e as coisas sem importâncias que invadem nossas vidas. Um cemitério promove um nível de introspecção e reflexão que muitos outros lugares não poderiam. Os cemitérios são bonitos, e de atmosfera misteriosa.
As esculturas, mausoléus, locais sombrios são elaborados, frequentemente ornamentados. Eles são como um museu gótico, um lugar favorito para obter retratos artísticos.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

A sexualidade na Subcultura Gótica

Desde a trajectória inicial da Subcultura Gótica nos anos 80, quando ainda era conhecida como Dark ou Darkside, o senso comum obteve a visão dos membros da mesma como seres unicamente voltados para a profunda depressão e a excessiva melancolia. No geral, ainda crêem nisto os que estão fora do movimento, sempre expondo visões que a seu critério estabelecem os parâmetros da Subcultura. Não podemos renegar a quantidade de melancolia que há em diversas áreas da mesma, no entanto, defini-la como toda envolta apenas em atmosferas lúgubres que levam ao suicídio é de errónea formação de delineação das suas estruturas. Quando se fala em estruturas da Subcultura Gótica, é claro que é impossível exercer uma definição do todo da mesma conforme o Academicismo se compraz em realizar com relação a tudo o que intelectualmente toca. Não sendo possível tocar no todo dela, podemos separar partes que pouco se dão ao prazer de serem notadas, partes como a sexualidade, que é até esquecida dentro do próprio Movimento.
O que é, então, a sexualidade na Subcultura Gótica?
Afastemo-nos do senso comum e caminhemos para uma abordagem do carácter sexual numa parcela dos góticos que mais facilmente se expande para tal. Não sendo escandaloso algumas vezes, até belo (o Fetish); sendo pornográfico, muitas vezes grotesco (o caso das Spooky Girls; orientado para a forma da Arte (Fotografia); orientado para a forma de Poesia (alguns poemas de Baudelaire são o melhor exemplo); nas vestes e roupas exibidas (a sensualidade feminina e masculina na subcultura é bastante forte e notável); e até no dia-a-dia ou em festas góticas, redutos de imensas concentrações de pulsões sexuais que muitas vezes se mantém nesses ambientes fechadas e noutras explodem, os elementos se fazem existentes. Falando em festas góticas, muitas, nos locais do mundo onde a presença gótica se faz notar, são associadas ao Fetichismo e até ao Erotismo, sendo que em algumas há até a apresentação de sexo explícito e strippers. Ver inocência no todo do Gótico é erro clássico, do senso comum fora do âmbito subcultural da mesma, do senso comum de muitos que começam a adentrar no Movimento apenas imaginando que ele é moldado a partir de “dores, lágrimas, sangue e suicídios”...
Somente convivendo com o ambiente gótico verdadeiramente dito é que podemos visualizar plenamente esta faceta da Subcultura que o senso comum, em seu entendimento ignorante e preconceituoso, desconhece. Apenas no enredo sensualmente gritante de um evento verdadeiramente gótico, com uma seguida tendência a abordar apenas as temáticas musicais presentes no movimento, apenas saindo da morada e indo a tais eventos, podemos, em todos os sentidos, conhecer o que ocorre, na verdade, no meio. Ficando dentro de casa, olhando para a parede, para o tecto do quarto, brincando com o ankh ou o pentagrama ao pescoço, magoado, melancólico, explendorosamente manifestando o que a ignorância do senso comum diz que os góticos são, não levará nenhum destes ao verdadeiro conhecimento do que acompanha por causa da Estética, da Música, da Poesia, da Literatura e da Arte contidas no universo maravilhosamente amplo que habita. Sei que muitos já falaram nisto, já escreveram sobre isto, já focaram este assunto, de várias maneiras, verbalmente ou textualmente; no entanto, não querendo soar repetitivo ou monótono, apenas estou a interagir convosco na abordagem do problema conforme a minha visão particular do que presencio de sensual nos eventos que estou a frequentar. A experiência própria conta muito, tanto a minha quanto a de qualquer pessoa que conhece o ambiente de um evento gótico.
Casais esfregando-se... Casais abraçando-se... Beijos ardentes... Homens e mulheres beijando-se, abraçando-se, esfregando-se... Mulheres e mulheres beijando-se, abraçando-se, esfregando-se... Olhares mui ardentes por todo o ambiente... Danças sensuais insinuantes, de todos os tipos, no ambiente... Acessórios e vestimentas provocantes pelo ambiente... Desejos no ambiente todo... Afloramentos de desejos pelo ambiente todo... Uma deliciosa força no ar, sensual força que faz também desejar... Desejos na pista de dança, qual o melhor local em um evento gótico para tal? Presenciei uma vez um casal indo para um cantinho isolado de um evento em local aberto, bem isolado, para foderem ali mesmo, distante dos olhos dos demais presentes, não se espantem, eu não me espantei, eu não me escandalizei; tanto quanto com o presenciar de beijos, eu achei muito normal, muito estimulante, muito fascinantemente inspirador... Naturais desejos... Naturais realizações de desejos... Naturais moldes e molduras todas de desejos... Naturais desejáveis caminhos realizados... A Natureza toda transbordante em ambientes carregados de um erotismo todo viciante, erotismo todo cativante, erotismo todo pegador de minha Alma e da de todos os presentes... O Erotismo cativante... O Erotismo mais sublinarmente cativante...

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Gótico

O termo «gótico» é historicamente complexo e está em mudança constante, tendo sido aplicado a estilos particulares de arquitectura, de arte e de literatura. No âmbito da literatura do final do século XVIII e do inicio do século XIX, designa, no campo da ficção, um corpo de escrita que enfatiza o medo, o terror, o suspense e o sobrenatural, em cenários como castelos e ruínas de um passado «medieval» distante. Os elementos do Gótico (conforme foram desenvolvidos nos romances, aproximadamente entre as décadas de 1760 e de 1820) influenciaram também os autores de filmes de ficção e de terror do século XX. Alguns aspectos da cultura popular, como a música e a moda, também se apropriaram de símbolos e motivos góticos no final do século XX.
O desenvolvimento do romance gótico foi ligado á escrita de Horace Walpole, Ann Radcliffe e Mary Shelley (Frankenstein), o que levou a que Punter afirmasse: «A ficção gótica é a ficção do castelo assombrado, das heroinas acossadas por terrores indizíveis, do vilão com um olhar tenebroso, de fantasmas, vampiros, monstros e lobisomens. Em termos mais gerais, o Gótico é associado aos aspectos mais bárbaros, selvagens, e indomáveis da existência humana, e também á desordem e á quebra das normas e das convenções sociais. Centrando a sua atenção nas áreas mais misteriosas, mágicas e sombrias das igrejas e dos cemitérios, as obras literárias góticas conjuram demónios e recuperam os mortos em forma de cadáveres, esqueletos e espíritos. A este respeito, os temas e preocupações da escrita gótica do século XVIII iam ao encontro da crescente ênfase na racionalidade, na prática e na compreensão cientificas. O Gótico explorava os poderes e as forças que excediam os limites do racional e que prendiam os leitores com fantasias empolgantes. No século XIX, a ficção gótica deslocou a atenção das presenças sobrenaturais e das aparições em castelos ou florestas para os horrores da perturbação psicológica nos recantos sombrios das cidades. A criminalidade e a loucura, juntamente com a tecnologia e o aparato da ciência, foram arrastados para mundos imaginários de medo e desordem. Entre os textos góticos do final do século XIX destacam-se nos de Robert Louis Stevenson, O Médico e o Monstro: Dr. Jekyll e Mr. Hyde, e o Drácula de Bram Stoker.
Botting (1996) sugere que o romance gótico forneceu um imaginário cultural para a exploração de temas de excesso e transgressão. Provocando sensações de medo e reacções emocionais excessivas, estas obras apresentavam os vícios, os desejos e as paixões que eram consideradas inaceitáveis para concepções dominantes da moralidade e das relações sociais ou domésticas apropriadas. As respostas críticas a estas obras apontavam o seu potencial subversivo como libertador de impulsos «bárbaros». Contudo, as dimensões transgressoras e perturbadoras do imaginário gótico também podiam servir para reforçar a atracção pelas normas sociais: «As relações entre o real e o fantástico, o sagrado e profano, o sobrenatural e o natural, o passado e o presente, o civilizado e o bárbaro, o racional e o fantasioso são cruciais para a dinâmica gótica do limite e da transgressão. Assim, esta forma literária pode ser interpretada como um registo de diversas inquietações presentes em várias fronteiras culturais, incluindo as que definem as relações entre os vivos e os mortos.
Durante o século XX, os temas e motivos góticos foram expandidos e transformados na literatura, nos filmes e na cultura popular. Muita da produção literária e cultural foi objecto da atenção de académicos, inclusive as obras de autores como Mervyn Peake, Angela Carter, Umberto Eco, Daphne du Maurier e Stephen King. No cinema os filmes fantásticos e de terror desenvolveram visualmente narrativas e imaginários góticos e levaram-nos para o domínio do choque visual, da violência explicita e da paródia, Grupos de contracultura, como os «góticos» da Inglaterra da década de 1980, mergulharam na música e em códigos de vestuário associados às convenções góticas. Dentro destas formações culturais complexas e variáveis designadas por «góticas», a morte, o morrer e o cadáver, os mortos-vivos, as presenças fantasmagóricas dos falecidos e os fragmentos de cadáveres têm sido considerados como fontes de terror, fascínio, inspiração e de uma identidade «alternativa».

segunda-feira, 13 de julho de 2009

A Cultura Gothic e a Cultura Obscura

Ao longo da história, o termo Gótico foi usado como adjectivo ou classificação de diversas manifestações artísticas, estéticas e comportamentais. Dessa maneira, podemos ter uma noção da diversidade de significados que esta palavra traz em si.
Originalmente, Gótico deriva-se de Godos, povo germânico considerado bárbaro que diluiu-se aproximadamente no ano 700 d.C.. Como metáfora, o termo foi usado pela primeira vez no início da Renascença, para designar pejorativamente a tendência arquitectónica, criada pela Igreja Católica, da baixa Idade Média e, por consequência, toda produção artística deste período. Assim, a arquitectura foi classificada como gótica, referindo-se ao seu estilo "bárbaro", se comparado às tendências românicas da época.
No século XVIII, como reacção ao Iluminismo, surge o Romantismo que idealiza uma Idade Média, que na verdade nunca existiu. Nesse período o termo Gótico passa a designar uma parcela da literatura romântica. Como a Idade Média também é conhecida como "Idade das Trevas", o termo é aplicado como sinónimo de medieval, sombrio, macabro e por vezes, sobrenatural. As expressões Gothic Novel e Gothic Literature são utilizadas para designar este sub-género romântico, que trazia enredos sobrenaturais ambientados em cenários sombrios como castelos em ruínas e cemitérios. Assim, o termo Gothicism, de origem inglesa, é associado ao conjunto de obras da literatura gótica.
Posteriormente, influenciado pela Literatura Gótica, surge o ultra-romantismo, um subgénero do romantismo que tem o tédio, a morbidez e a dramaticidade como algumas características mais significativas.
No final da década de 70 surge a subcultura gótica influenciada por várias correntes artísticas, como o Expressionismo, o Decadentismo, a Cultura de Cabaré e Beatnick. Os seus admiradores ouviam bandas como Joy Division, Bauhaus, The Sisters of Mercy, entre tantas outras. Actualmente, a subcultura gótica permanece em actividade e em constante renovação cultural, que não se baseia apenas na música e no comportamento, mas em inúmeras outras expressões artísticas.
Nos meados da década de 90, viu-se emergir uma corrente cultural caracterizada por alguns elementos comportamentais comuns ao romantismo do século XVIII, como a melancolia e o obscurantismo, por exemplo. Na ausência de uma classificação mais precisa, esta corrente foi denominada Cultura Obscura. Porém, de forma ampla e talvez até equivocada, o termo Goticismo também é usado para denominá-la.
Há algumas semelhanças entre Cultura Obscura e Subcultura Gótica. Mas há também diferenças essenciais que as tornam distintas. Por exemplo, a Cultura Obscura caracteriza-se por valores individuais e não possui raízes históricas concretas como a subcultura gótica.
Entre os apreciadores da Cultura Obscura, é possível determinar alguns itens comuns, como a valorização e contemplação das diversas manifestações artísticas. Além de uma perspectiva poética e subjectiva sobre a própria existência; uma visão positiva sobre solidão, melancolia e tristeza; introspecção, medievalismo, entre outros.
Sintetizar em palavras um universo de questões filosóficas, espirituais e ideológicas que agem na razão humana, traz definições frágeis e incompletas de sua essência. Obscuro, Sombrio ou Gótico podem ser adjetivos de diversos contextos e conotações. Mas é, principalmente, o espelho que reflete uma personalidade.