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sexta-feira, 12 de junho de 2009

Vida após a vida?

Acredito ser interessante continuar a pesquisa sobre o "após morte", agora sob o ponto de vista da Ciência também.
Sim, a história médica contem muitas referências de pessoas declaradas mortas e que voltaram à vida, por vezes dias depois e mais: já no caixão ou durante procedimentos para embalsamento. Temos também histórias de pessoas enterradas vivas o que levou a um inventor a desenhar um sistema de alarme que poderia ser activado dentro do caixão. Portanto, a confirmação de uma morte, por mais de um médico, é necessária. Muitos pensam na morte como um estado permanente e esta é uma interrogação frequente da psique humana. A crença numa vida após a morte, em um mundo espiritual é também comum e antiga, ou seja, a contemplação humana da morte como passagem da vida corpórea para a vida espiritual. Muitos antropólogos percebem que os mais antigos corpos ornamentados em covas cuidadosamente escavadas, decoradas com flores e outros motivos simbólicos, são evidências da antiga crença da vida após a morte. Do ponto de vista científico... não se confirma, nem se rejeita tal ideia. Porém, embora grande parte da comunidade científica afirme não ser um assunto que caiba à ciência concluir, muitos cientistas pesquisam e pesquisaram esse campo estudando as chamadas "experiências de "semi-morte".
São consideradas duas hipóteses:
a) Se a consciência é resultado de correlações com a matéria, a vida cessa de existir no momento da morte.
b) Se a consciência não tem origem física, apenas usa o corpo como instrumento para se expressar, certamente há uma existência da mesma após a morte.
Porém esse assunto continuará a ser uma questão de fé para a grande maioria, principalmente de pessoas que dizem ter tido experiências misticamente reais.
Segundo algumas tradições religiosas, temos uma vida eterna. Alguns afirmam que ficarão como que "dormindo", até a Ressurreição ou seja, a volta de Cristo.
Já os teólogos afirmam termos um espírito, o qual é como uma fotocópia nossa. Ao "sairmos do nosso corpo físico" vemos os que nos rodeiam mas eles não nos vê, pois já passamos para uma outra dimensão, para um estado espiritual e seremos encaminhados para o primeiro julgamento, indo para o local compatível ao nosso estado espiritual. As mais puras ou chamadas santas, vão para o chamado Céu, onde encontra-se o Criador. As menos, para locais onde purgarão suas faltas. Outras para lugares de onde jamais sairão: o chamado "Inferno", e que também possui várias dimensões. Assim pensam os católicos, porém não crendo jamais na reencarnação, ou seja, que voltamos a viver em outros corpos, como apregoam a doutrina espírita e outras reencarnacionistas. Interessante observar que nas palavras registadas na primeira epístola de Pedro (3:18 e 4:6) no Novo Testamento, estas palavras: "e por isso foi pregado o evangelho também aos mortos, que em outros tempos foram rebeldes".
Assim como se crê que nossas orações e pensamentos de amor, são os únicos presentes que podemos dar aos que se foram deste mundo. Segundo o apóstolo Pedro, os mortos, portanto, têm a capacidade de aprender o Evangelho que, segundo o cristianismo, é a base para alcançar a "salvação" com o intuito de estar preparados para um julgamento final, após a morte física.
O célebre cientista e médico: Dr.Raymond Moody autor de vários livros sobre a Vida Depois da Vida: A Investigação do Fenómeno de Sobrevivência à Morte Corporal é um dos três livros sobre a experiência de quase-morte amplamente conhecido nos Estados Unidos da América e que deu origem ao filme chamado "Vida Depois da Vida" o qual recebeu um prémio no Festival de cinema de Nova Iorque
Nos seus livros, há depoimentos de cerca de 150 pessoas que sofreram de morte clínica ou aos quais havia sido diagnosticado que tinham praticamente morrido. Moody concluiu que existiam experiências comuns à maioria das pessoas que passaram pela experiência de quase-morte, tais como um sentimento de paz e ausência de dor; observou a si mesmo morto, e pessoas chorando a sua volta; sentir-se a viajar dentro de um túnel, ver a luz; sentir-se flutuar, ver pessoas, principalmente familiares já falecidos; fazer automaticamente uma revisão do decurso da própria vida, como a um filme, desde o nascimento até a morte; sentir uma enorme relutância para não regressar à vida, pela paz que jamais sentiu antes. Se resolvi fazer um trabalho sobre tal tema, é porque - devo confessar - também eu tive várias provas de que esta vida... é apenas uma passagem

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Anatomia Humana

A anatomia é uma disciplina científica que se dedica à compreensão das estruturas dos organismos. A anatomia humana moderna baseia-se na dissecação e no exame de cadáveres para compreender a posição, as relações, a organização e a função das estruturas do corpo. Historicamente, os anatomistas dissecavam o corpo humano e faziam desenhos detalhados (frequentemente de corpos aos quais tinham sido retirada a pele, e de outros especímenes anatómicos), de modo a compreenderem melhor as suas estruturas. Os estudiosos e praticantes da disciplina relacionada, a medicina, dissecaram cadáveres, durante séculos, para desenvolverem o conhecimento sobre o funcionamento do corpo humano.
O termo «anatomia» deriva da palavra grega anatemneim que significa «incisão». Alguns dos primeiros textos sobre anatomia do corpo humano, todavia, não se baseavam na dissecação humana, mas na dissecação de animais. Por exemplo, uma das autoridades mais importantes nas questões da anatomia foi Galeno, um médico grego do século II, cujas ideias foram seguidas por toda a Europa até ao século XVI.
Até ao Renascimento, existia pouco interesse na dissecação de corpos humanos, e a maioria dos médicos limitava-se a usar os textos de Galeno.
As faculdades de anatomia começaram a estabelecer-se na Europa a partir do século XVI, tendo a primeira sido fundada em Itália. Em 1543, Andreas Vesalius, um médico flamengo, publicou a sua obra, De humani corporis fabrica libri septem («Os sete livros sobre a estrutura do corpo humano»). Ao contrário de Galeno, Vesalius baseou a publicação na sua própria experiência de dissecação de cadáveres humanos. Os seus textos constituíram um avanço relativamente ao texto de Galeno, que fora considerado até então a autoridade dominante no campo da anatomia. Vesalius já se tinha estabelecido na Universidade de Pádua como um cirurgião que apresentava dissecações de cadáveres em público, e foi a discrepância que ele encontrou entre as suas descobertas e as de Galeno que o levaram a perceber que a anatomia galénica se tinha baseado em exames de corpos de animais, como cães e porcos.
No século XVIII, o interesse pela dissecação anatómica cresceu, causando, consequentemente, um aumento na procura de cadáveres. Na Inglaterra do tempo de Henrique VIII, os únicos corpos que podiam ser usados legalmente para esse fim eram os dos criminosos executados, dos quais a lei permitia utilizar quatro por ano. No reinado de Carlos II, este número foi aumentado para seis e, em 1752, a lei foi emendada para passar a incluir todos os assassinos condenados, servindo assim de castigo post mortem em vez da exposição pública. Os familiares e amigos desses executados ficavam obviamente descontentes com essa punição última e competiam com os cirurgiões pelos corpos dos seus entes queridos. Os cirurgiões, por seu lado, subornavam os executores da pena, tendo em vista a obtenção dos corpos. Mesmo assim, a procura suplantava a oferta e deste facto resultou o roubo e a comercialização de cadáveres, práticas condenadas e temidas pela população em geral.
No Reino Unido, os odiados ladrões de cadáveres forneceram corpos frescos aos anatomistas até 1832, data em que se determinou uma nova forma legal de obtenção de cadáveres. Nesse ano foi promulgada uma lei, designada Warburton`s Anatomy Act, que pretendia acabar com o roubo de cadáveres, garantindo um fornecimento suficiente de corpos aos anatomistas. Esta lei permitia que os corpos não reclamados de vagabundos (que morriam nos hospitais ou em asilos) fossem entregues a cirurgiões e anatomistas para serem dissecados. Ao ser promulgada numa altura em que a dissecação era associada à punição por homicídio qualificado, esta legislação foi entendida como mais um castigo para a pobreza.
Embora o medo do roubo de cadáveres se tivesse reduzido substancialmente em resultado da promulgação desta lei, cresceu o medo de se morrer na miséria De facto, parece provável que esta legislação tenha contribuído para a criação e o êxito do chamado burial club movement , que consistia na pratica, entre os pobres, de pagar um pequeno montante semanal como seguro, para que, quando morresse um membro da família, esse dinheiro servisse como pagamento se um funeral «decente»