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quinta-feira, 18 de julho de 2013

Psicose Transitória

O que é psicose transitória?
É uma psicose de início repentino e duração curta (um mês) em que o paciente fica incapacitado de realizar suas funções sociais e profissionais. Como se trata de um quadro psicótico, na maioria das vezes o paciente nega estar doente; pode até admitir que algo não vai bem, que tem algum problema, mas de forma alguma admite que o problema é mental. Muitos desses eposódios são acompanhados de eventos stressantes e fortes, como ima perca de pessoa querida, do emprego, mudança de cidade ou ambiente social, forte ferimento físico, acidente com sequelas; e ainda, eventos positivos como o nascimento de um filho ou o casamento.
O período que se observa em média entre a ocorrência do evento e o início da psicose é de duas semanas, a completa recuperação pode levar de dois a três meses, sendo que a fase pior dura menos de um mês. O tempo mínimo de duração desse transtorno é 48h: abaixo disso o diagnóstico é outro.

Como se caracteriza
O comportamento torna-se desorganizado, a pessoa não acaba o que começa e o que faz muitas vezes não tem sentido. Veste-se inadequadamente, não atende aos apelos dos familiares, recusa-se em colaborar com o que é preciso.
O sono, como em todos os transtornos psicóticos fica diminuído. O senso de perigo pode ser perdido, deixando o fogão da cozinha aceso, a porta da rua aberta, permitindo que crianças brinquem com facas afiadas, etc.
Alguns pacientes tornam-se repetitivos nos gestos ou nas palavras. Surgem personagens inexistentes das fantasias delirantes ou das alucinações auditivas, com que o paciente se relaciona.
Às vezes rituais com cunho religioso são entoados ou criados pelos pacientes.
Diversas outras manifestações podem surgir, os quadros psicóticos costumam ser muito variados, só algumas foram citadas aqui.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Psicose - Os psicóticos

A psicose é um estado anormal de funcionamento psíquico. Mesmo não sabendo exactamente como são as patologias psiquiátricas, podemos imaginar algo semelhante ao compará-las com determinadas experiências pessoais. A tristeza e a alegria assemelham-se à depressão e a mania, a dificuldade de recordar ou de aprender estão relacionada à demência e ao retardo, o medo e a ansiedade perante situações corriqueiras têm relações com os transtornos fóbicos e de ansiedade. Da mesma forma outros transtornos psiquiátricos podem ser imaginados a partir de experiências pessoais. No caso da psicose não há comparações, nem mesmo um sonho por mais irreal que seja, não é semelhante à psicose.
Quando alguém nos conta uma história real dependendo da confiança que temos nessa pessoa acreditamos na história. À medida que constatamos indícios de que a história é falsa começamos a pensar que o nosso amigo se enganou ou que no fundo não era tão confiável assim. Nesse evento o que se passou? Primeiro, um facto é admitido como verdadeiro, depois novos conhecimentos ligados ao primeiro são adquiridos, por fim a confrontação dos factos permite a verificação de uma discordância. Do raciocínio lógico surgiu um questionamento. Essa forma de proceder provavelmente é exercida diariamente por todos nós. A forma de conduzir ideias confrontando-as com os factos é uma maneira de estabelecer o contacto com a realidade. O que aconteceria se essa função mental não pudesse mais ser executada? Estaríamos diante de um estado psicótico!
Pois bem, o aspecto central da psicose é a perda do contacto com a realidade, dependendo da intensidade da psicose. Num dado momento a perda será de maior ou menor intensidade. Os psicóticos quando não estão em crise, zelam pelo seu bem estar, alimentam-se, evitam aleijar-se, têm interesse sexual, estabelecem contacto com pessoas reais. Isto tudo é indício da existência de um relacionamento com o mundo real. A psicose propriamente dita começa a partir do ponto em que o paciente relaciona-se com objectos e coisas que não existem no nosso mundo. Modifica seus planos, suas idéias, suas convicções, seu comportamento por causa de idéias absurdas, incompreensíveis, ao mesmo tempo em que a realidade clara e patente significa pouco ou nada para o paciente. Um psicótico pode sem motivo aparente cismar que o vizinho do lado está fazendo bruxaria para ele morrer, mesmo sabendo que na casa ao lado não mora ninguém. A cisma nesse caso pertence ao mundo psicótico e a informação aceita de que ninguém mora lá é o contacto com o mundo real. No nosso ponto de vista são dados conflitantes, para um psicótico não são, talvez ele não saiba explicar como um vizinho que não está lá pode fazer bruxaria, mas a explicação de como isso acontece é irrelevante, o facto é que o vizinho está fazendo bruxaria e pronto. O psicótico vive num mundo onde a realidade é outra, inatingível por nós ou mesmo por outros psicóticos, mas vive simultaneamente neste mundo real.
O delírio é toda convicção inabalável, incompreensível e absurda que um psicótico tem. O delírio pode ser proveniente de uma recordação para a qual o paciente dá uma nova interpretação, pode vir de um gesto simples realizado por qualquer pessoa como coçar a cabeça pode vir de uma ideia criada pelo próprio paciente, pode ser uma fantasia como acreditar que seres espirituais estejam enviando mensagens do além através da televisão, ou mais realistas como achar que seu sócio está roubando dinheiro. O delírio proveniente de eventos simples como coçar a cabeça são as percepções delirantes. Ver uma pessoa coçar a cabeça não pode significar nada, mas para um paciente delirante pode, como um sinal de que a pessoa que coçou a cabeça julga o psicótico homossexual. Quando a ideia é muito absurda é fácil ver que se trata de um delírio, mas quando é plausível é necessário examinar a forma como o paciente pratica a ideia que defende. O exemplo do vizinho acima citado também é um delírio. A constatação de um delírio não é tarefa para leigos, nem mesmo os clínicos gerais estão habilitados para isso; somente os psiquiatras e profissionais da área de saúde mental.