Sinopse
A abordagem terapêutica moderna para a maioria das doenças psiquiátricas envolve uma combinação de psicoterapia bem supervisionada, farmacoterapia e eletroconvulsoterapia. Os pacientes que deixam de responder de modo adequado a esses métodos modernos de tratamento e permanecem gravemente incapacitados podem ser considerados para uma intervenção cirúrgica. A cingulotomia, a capsulotomia, a tractotomia subcaudada e a leucotomia límbica são os procedimentos psicocirúrgicos mais comuns realizados atualmente, com taxas de resposta na faixa de 35% a 65%. As técnicas estereotáxicas modernas têm reduzido as taxas de complicações, mas ainda continua a controvérsia referente ao procedimento cirúrgico ótimo. As principais categorias diagnósticas psiquiátricas que poderiam responder à cirurgia incluem transtornos afetivos maiores refratários a tratamento, transtorno obsessivo-compulsivo e estados de ansiedade crônica. A cirurgia deve ser considerada como parte de um plano de tratamento e acompanhada por um programa de reabilitação psiquiátrica apropriado, além de ser realizada somente por uma equipe multidisciplinar especializada, consistindo em neurologista, neurocirurgião e psiquiatra com experiência nesses transtornos. A intervenção cirúrgica continua a ser opção terapêutica razoável para selecionar os pacientes com doença psiquiátrica incapacitante e pode ser subutilizada.
Introdução
Atualmente, a abordagem terapêutica aceita para tratar a maioria das doenças psiquiátricas envolve uma combinação de psicoterapia, farmacoterapia e, em algumas circunstâncias, eletroconvulsoterapia (ECT). Entretanto, alguns pacientes deixam de responder adequadamente a todas as intervenções terapêuticas existentes e continuam gravemente incapacitados. Para esses pacientes, a intervenção cirúrgica poderia ser considerada apropriada se o nível global de funcionamento pudesse ser melhorado.
A cirurgia para doença psiquiátrica intratável envolve a ablação ou a desconexão de tecido cerebral com a intenção de alterar estados afetivos e comportamentais anormais causados por doença mental. É classificada como procedimento neurocirúrgico porque tenta melhorar ou restaurar a função por alteração da fisiologia subjacente. Infelizmente, a base neurobiológica da maioria das doenças psiquiátricas continua mal compreendida e sua expressão envolve sintomas mentais ou psíquicos sem anormalidades fisiológicas localizadas ou sinais físicos objetivos. Ademais, concepções profissionais e públicas atuais errôneas e vieses referentes à doença psiquiátrica costumam dificultar a justificativa de uma abordagem cirúrgica.
Todavia, a cirurgia para doença psiquiátrica foi freqüentemente aplicada, no passado, para tratar vários distúrbios psiquiátricos, inclusive transtornos afetivos, transtorno obsessivo-compulsivo (TOC) e esquizofrenia. Entre 1942 e 1954, mais de 10 mil casos na Inglaterra e no País de Gales e mais de 18 mil casos nos Estados Unidos foram realizados¹. No entanto, apesar ou possivelmente por causa de um tal uso generalizado, a cirurgia para doença psiquiátrica tem sido, em vários momentos, entusiasticamente endossada e, em outros tempos, inteiramente rejeitada pela classe médica e pela sociedade em geral. Para compreender essa controvérsia, deve-se apreciar a evolução histórica da psicocirurgia.
Introdução
Atualmente, a abordagem terapêutica aceita para tratar a maioria das doenças psiquiátricas envolve uma combinação de psicoterapia, farmacoterapia e, em algumas circunstâncias, eletroconvulsoterapia (ECT). Entretanto, alguns pacientes deixam de responder adequadamente a todas as intervenções terapêuticas existentes e continuam gravemente incapacitados. Para esses pacientes, a intervenção cirúrgica poderia ser considerada apropriada se o nível global de funcionamento pudesse ser melhorado.
A cirurgia para doença psiquiátrica intratável envolve a ablação ou a desconexão de tecido cerebral com a intenção de alterar estados afetivos e comportamentais anormais causados por doença mental. É classificada como procedimento neurocirúrgico porque tenta melhorar ou restaurar a função por alteração da fisiologia subjacente. Infelizmente, a base neurobiológica da maioria das doenças psiquiátricas continua mal compreendida e sua expressão envolve sintomas mentais ou psíquicos sem anormalidades fisiológicas localizadas ou sinais físicos objetivos. Ademais, concepções profissionais e públicas atuais errôneas e vieses referentes à doença psiquiátrica costumam dificultar a justificativa de uma abordagem cirúrgica.
Todavia, a cirurgia para doença psiquiátrica foi freqüentemente aplicada, no passado, para tratar vários distúrbios psiquiátricos, inclusive transtornos afetivos, transtorno obsessivo-compulsivo (TOC) e esquizofrenia. Entre 1942 e 1954, mais de 10 mil casos na Inglaterra e no País de Gales e mais de 18 mil casos nos Estados Unidos foram realizados¹. No entanto, apesar ou possivelmente por causa de um tal uso generalizado, a cirurgia para doença psiquiátrica tem sido, em vários momentos, entusiasticamente endossada e, em outros tempos, inteiramente rejeitada pela classe médica e pela sociedade em geral. Para compreender essa controvérsia, deve-se apreciar a evolução histórica da psicocirurgia.
Perspectiva histórica




