Recaída alcoólica
A taxa de recaída (voltar a beber depois de ter se tornado dependente e parado com o uso de álcool) é muito elevada: aproximadamente 90% dos alcoólicos voltam a beber nos 4 anos seguintes a interrupção, quando nenhum tratamento é feito.
A semelhança com outras formas de dependência como a nicotina, tranquilizantes, estimulantes, etc, levam a crer que um há um mecanismo psicológico (cognitivo) em comum.
O dependente que consiga manter-se longe do primeiro gole terá mais hipóteses de contornar a recaída.
O aspecto central da recaída é o chamado "craving", palavra sem tradução para o português que significa uma intensa vontade de voltar a consumir uma droga pelo prazer que ela causa. O craving é a dependência psicológica propriamente dita.
As mulheres são mais vulneráveis ao alcool que os homens?
Aparentemente sim, as mulheres são mais vulneráveis .Elas atingem concentrações sanguíneas de álcool mais altas com as mesmas doses quando comparadas com os homens. Parece também que sob a mesma carga de álcool os órgãos das mulheres são mais prejudicados do que o dos homens.
A idade onde se encontra a maior incidência de alcoolismo feminino está entre 26 e 34 anos, principalmente entre mulheres separadas e divorciadas. Se a separação foi causa ou efeito do alcoolismo isto ainda não está claro. As consequências do alcoolismo sobre os órgãos são diferentes nas mulheres: elas estão mais sujeitas a cirrose hepática do que os homens.
Alguns estudos também mostram que mesmo o consumo moderado de álcool diário aumenta as hipóteses de cancro da mama.
Os filhos de Alcoólicos
Milhões de crianças e adolescentes convivem com algum parente alcoólico em Portugal. As estatísticas mostram que eles estarão mais sujeitos a problemas emocionais e psiquiátricos do que a população desta faixa etária não exposta ao problema, o que não significa que todos eles serão afectados.
Na verdade pensa-se que 59% podem nem desenvolver nenhum problema.
O primeiro problema que podemos citar é a baixa auto-estima e auto-imagem com consequentes repercussões negativas sobre o rendimento escolar e demais áreas do funcionamento mental, inclusive em testes de QI.
Estes adolescentes e crianças tendem a, quando examinados, a subestimarem suas próprias capacidades e qualidades.
Outros problemas comuns em filhos e parentes de alcoólicos são persistência em mentiras, roubo, conflitos e disturbios com colegas, vadiagem e problemas relacionados com a escola.
O alcoolismo é genético?
Esta pergunta bastante antiga vem sendo muito estudada nas últimas décadas através de estudos com gêmeos, e será mais aprofundada com o projeto genoma.
A influência familiar do alcoolismo é um facto já conhecido e aceite. O que se pergunta é se o alcoolismo ocorre por influência do convívio ou por influência genética. Para responder a essa pergunta a melhor maneira é a verificação prática da influência, o que pode ser feito estudando os filhos dos alcoólicos. Estudos como estes podem investigar os gêmeos monozigóticos (idênticos) e os dizigóticos.
Constatou-se que quando um dos gêmeos idênticos se torna alcoólico o irmão se torna mais frequentemente alcoólico do que os irmãos gêmeos não idênticos.
Esta constatação mostra a influência genética real, mas não explica porque, mesmo tendo os "genes do alcoolismo," uma pessoa não se torna alcoólica.
Os estudos familiares mostraram que a participação genética é inegável, mas apenas parcial, os demais factores que levam ao desenvolvimento do alcoolismo não estão suficientemente claros.
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