O terror é a emoção de sentir medo, pura e simplesmente. É o filho do desconhecido e da ignorância, o pai da ansiedade e da angústia. É algo que nos cega.O medo é o fruto de nossa cultura, lugar e tempo. Aquilo que é ou foi terrível para nossos pais ou avós, não será necessariamente para nós. Aquilo que causa medo a um Japonês poderá não causar a menor apreensão a um Esquimó ou a um Europeu, o medo de um Africano será seguramente diferente do medo de um natural da Amazónia ou de um Aborígene australiano
Do que temos medo?
Que o ar puro termine, que a água potável acabe, de desligar as luzes com
as mãos molhadas, da falte de saúde, do resultado dos testes…
Os bebes são criaturas destemidas, até que não têm o bico do seio da mãe e sentem fome…ai têm medo, as crianças são aventureiras, até que lhes falta os pais e ficam perdidas no mundo para sempre.
O medo é o pai da moralidade – Nietzsche
Já dizia Carlos Ruiz Zafón, in 'O Jogo do Anjo' "Nada nos faz acreditar mais do que o medo, a certeza de estarmos ameaçados. Quando nos sentimos vítimas, todas as nossas acções e crenças são legitimadas, por mais questionáveis que sejam. Os nossos opositores, ou simplesmente os nossos vizinhos, deixam de estar ao nosso nível e transformam-se em inimigos. Deixamos de ser agressores para nos convertermos em defensores. A inveja, a cobiça ou o ressentimento que nos movem ficam santificados, porque pensamos que agimos em defesa própria. O mal, a ameaça, está sempre no outro. O primeiro passo para acreditar apaixonadamente é o medo. O medo de perdermos a nossa identidade, a nossa vida, a nossa condição ou as nossas crenças. O medo é a pólvora e o ódio o rastilho. O dogma, em última instância, é apenas um fósforo aceso."
Em função dos seus temores, as pessoas deixam de cometer muitos crimes ou de tomar determinadas atitudes contra a sociedade.
Por outro lado Giacomo Leopardi, in 'Pensamentos' dizia que o verdadeiro medo é o medo de nos aceitarmos como somos: "Como as prisões e as galeras estão cheias de pessoas, segundo elas, inocentíssimas, assim os empregos públicos e as honrarias de toda a espécie são ocupados apenas por pessoas convidadas e forçadas a aceitar a seu malgrado. É quase impossível encontrar alguém que confesse ou ter merecido as penas que sofre, ou procurado ou desejado as honrarias de que goza."
Dessa forma, tentamos compreender um mundo que não enxergamos e não entendemos, tateamos desesperadamente e tudo que encontramos é um lençol, e abaixo dele uma forma, e esta forma é um corpo. Nós queremos olhar, queremos nem que por um segundo levantar a beirada do lençol e dar uma espiadela....
É nesse instante que confrotamos o mais terrível de todos os seres.
O seu próprio eu!




Sem comentários:
Enviar um comentário