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sábado, 13 de junho de 2009

KMFDM - Banda favorita dos Spray Killers em escolas




O rock mata? A banda de rock que mais vezes teve de responder a essa afirmação é o grupo alemão KMFDM. Alguns dos piores massacres recentes em escolas, nas quais 30 pessoas perderam as vidas, tiveram como protagonistas jovens que gostavam de escutar o rock industrial do KMFDM.
Recentemente, aconteceu de novo: o finlandês Matti Juhani Saari, de 22 anos, que invadiu a Kauhajoki School, em Ostrobothnia (na Finlândia oriental), com uma pistola semi-automática, e matou 10 pessoas, era do fã-clube da banda. Ele morreu algumas horas depois num hospital de Tampere. Seu perfil no IRC-Galleria (maior site de relacionamentos pessoais da Finlândia) mencionava a banda KMFDM como uma de suas favoritas.
Saari havia começado a planejar o ataque em 2002. Ele também teria mantido contato com o jovem responsável por um massacre semelhante em outra escola da Finlândia no ano passado. As conclusões foram divulgadas nesta quarta, 24, pela polícia finlandesa, juntamente com a identidade das vítimas de Saari: um professor e nove estudantes - oito mulheres e um homem.
"Encontramos um bilhete em sua casa onde se lia: ‘Sempre quis matar o maior número de pessoas possível’", disse Jari Neulaniemi, chefe da Comissão de Investigação Nacional. O policia afirmou ainda que há fortes indícios de que Saari trocou informações, provavelmente por e-mail, com Pekka-Eric Auvinen, de 18 anos, que em novembro, tambem na Finlândia, abriu fogo em numa outra escola e matou 8 pessoas.
Mesmo gosto musical
O gosto musical do assassino de Kauhajoki é estranhamente coincidente com o de outros assassinos que comungavam das mesmas idéias. A polícia foi investigar a casa do adolescente Pekka-Eric Auvinen que deu um tiro na cabeça depois de invadir a Jokela High School, em Tuusula (norte de Helsinki) e matar as 8 pessoas e viu que ele tinha preparado um vídeo de si mesmo apontando uma pistola para a câmera. Exactamente: a música de fundo era Stray Bullet, do grupo KMFDM. O assassino chamava a si mesmo de "darwinista social".
Mas não é só. O caso mais famoso entre crime desse tipo (que seu origem a um filme/documentário pelas lentes de Michael Moore), o que aconteceu na Columbine High School, no Colorado, Estados Unidos, em 1999, também caiu na cabeça dos Americanos. O assassino Eric Harris tinha em seu site várias letras do grupo KMFDM (Anarchy, Power, Son of a Gun, Stray Bullet e Waste).
Descobriram depois alguns outros links - o dia do massacre coincidiu com o lançamento do álbum Adios, do KMFDM, e era também o dia do aniversário de Hitler. No atentado, 12 pessoas morreram e 23 ficaram feridas.
O líder do grupo, o guitarrista Sascha Konietzko, mais conhecido como Käpt’n K (ou Capitain K), que criou o KMFDM em Hamburgo, há 24 anos, foi um dos pioneiros em juntar o techno e a música eletrônica ao heavy metal, mas seu som não é tão incomum - há várias bandas do gênero, como Ministry, Incubus, Rammstein, Marilyn Manson e outras. Ainda assim, Konietzko teve de dar um comunicado no dia seguinte a Columbine, tal foi a confusão gerada em torno da banda e do tema.
"Primeiramente, o grupo KMFDM gostaria de expressar sua profunda e solidariedade pelos pais, famílias e amigos das crianças mortas e feridas em Littleton. Estamos enojados e abalados, como o resto da nação, com o que aconteceu no Colorado ontem. O KMFDM é uma forma de arte, não um partido político. Desde o começo, a música tem sido um manifesto contra a guerra, a opressão, o fascismo e a violência contra outros. Embora membros do grupo sejam alemães, como reportado pela imprensa, nenhum de nós professa qualquer crença no nazismo". KMFDM significa, em alemão, "Kein Mehrheit Fur Die Mitleid" (em tradução livre, "sem misericórdia para as massas").
A banda, que tem Lucia Cifarelli nos vocais, lançou o seu 15.º disco de estúdio, Tohuvabohu, palavra que deriva do hebreu e significa "sem forma e vazio".
Em baixo, uma imagem de Eric Harris e Dylan Klebold, depois do massacre, o suicidio
(Columbine)

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